Viver de Dividendos

É possível viver de dividendos? Renda fixa é perda fixa? Ações de dividendos ou ações de crescimento? Preço importa? Como proteger a carteira de investimento? Tesouro Direto é um bom investimento? Estas e outras questões serão respondidas pelo maior estudioso de dividendos da blogosfera de finanças, inclusive sua alcunha na comunidade financeira é nada mais, nada menos que Viver de Dividendos.

Este post faz parte da série Blogueiros de Valor onde procuro destacar aqui no site os blogueiros que mais trazem valor à finansfera. Cada mês dedico um post a um personagem de destaque na comunidade financeira e neste primeiro mês de 2017 o homenageado é o colega Viver de Dividendos – o mascarado sem papas na língua (risos).

História do Viver de Dividendos

O blog Viver de Dividendos foi criado com o objetivo de ajudar o pequeno investidor que está em busca de informações a respeito da Bolsa de Valores através da análise de empresas e seus cases de negócio. O site procura trazer uma visão parcial sobre o mercado financeiro e como um investidor pequeno pode alcançar a independência financeira no longo prazo.

O objetivo do Viver de Dividendos é investimento de longo prazo, para isto, procura se concentrar em empresas de qualidade que estejam no ramo a um bom tempo. Um crivo essencial que ele utiliza é que essas empresas possuam um bom histórico de crescimento de dividendos. Para ele, uma empresa que conseguiu elevar seus dividendos por pelo menos 10 anos transmite segurança e confirma um bom modelo de negócio.

Empresas com 50 anos ou mais de crescimento de dividendos sobreviveram a guerra fria, guerra do golfo, Crise Ponto Com, Crise Sub-prime, recessões, inflações… bem, você já entendeu.

Segundo o Viver de Dividendos, investidores costumam confundir a alta do preço das ações com um negocio prospero e saudável. Julgam solidez financeira de uma empresa pela alta ou pela queda dos preços e se esquecem de que o verdadeiro impulsionador dos preços das ações ao longo do tempo é o lucro da empresa. Por isso, ele analisa com muito cuidado os cases de negócio, o fosso competitivo e a boa governança.

Hoje em dia o nosso colega tem uma estratégia de investimento amadurecida e consolidada, porém, como ele mesmo disse, cometeu muitos erros no início. Contudo, tais erros foram importantes para que ele aprimorasse seu modelo de alocação de ativos. Abaixo um pequeno resumo dos primeiros anos do Viver de Dividendos no mercado financeiro…

dividendos recebidos

2012: Após uma primeira incursão frustrada no mercado financeiro entra novamente pensando que o mais importante eram os dividendos de uma empresa. Como a grande maioria dos investidores, olhava apenas dois indicadores: P/L e Dividend Yield. A falta de conhecimento acabou levando-o a colocar todo o seu dinheiro na Eletropaulo que na época era a empresa que possuía o maior DY do mercado, alguns meses depois os lucros da empresa despencaram e no ano seguinte os dividendos foram cortados. O resultado foi que as cotações caíram de forma acentuada e até hoje não se recuperaram.

2013: Aprendeu com este erro uma lição fundamental: nunca colocar todos os ovos numa única cesta! Para ele, quanto menos você conhece do mercado e menos tempo tem para acompanhar os balanços e conhecer as empresas, mais você deve diversificar. Foi então comprando várias empresas que achava interessante. Depois de ler Jeremy Siegel passou a ver o mercado de outra forma: começou a focar em outros fundamentos como histórico de lucratividade, margens, endividamento da empresa. Porém, mesmo assim realizou uma série de escolhas erradas como não observar o case de negocio da empresa, seu fosso competitivo e muito menos sua governança. Quando o mercado brasileiro entrou em depressão e a economia enfraqueceu, várias empresas do seu portfólio sofreram bastante pois eram frágeis, a salvação foi a diversificação.

2014: Com o tempo foi retirando as empresas mais frágeis ou que haviam ficado ruins com as dificuldades econômicas do país. Nesse período decidiu que investir no exterior era uma boa opção, começou então a estudar sobre o mercado americano. Abriu uma conta em uma corretora e comecei a fazer remessas ao exterior. Com a evolução dos estudos sobre as empresas de crescimento de dividendos foi adequando a carteira nos EUA focando em empresas nessa categoria. Como não conhecia bem do mercado optou por fazer uma carteira bem diversificada e depois ir retirando as empresas que fossem piorando. Salienta que utilizou essa estratégia por conhecer suas limitações naquele momento mantendo assim o princípio uma boa diversificação.



O Viver de Dividendos não tem uma história rica apenas no mercado financeiro. Além de investidor, ele é um empreendedor nato. Possui uma empresa de T.I. na área de automação comercial com uma carteira de clientes consolidada o que atesta a qualidade do seus produtos e serviços. No vídeo abaixo ele conta como foi o seu início de carreira…

5 Perguntas Para o Viver de Dividendos

O Viver de Dividendos está morando atualmente na Alemanha. Emigrou recentemente para Frankfurt com o objetivo principal de proporcionar uma educação melhor para a sua filha. Levou a esposa, o MacBook e só o cachorro ficou para trás. Diz que estou com crise de identidade mas não é nada disto, rs.

#1 – É Possível Viver de Dividendos?

Você criou um blog com o nome Viver de Dividendos e se autodenomina na internet como Viver de Dividendos. Gostaria de saber de onde surgiu esta crença de que é possível viver de dividendos de ativos de renda variável como ações e FIIs. Venho acompanhando o dividend yield das minhas ações nos últimos meses e não tem passado de 0,33%. Os FIIs até que estão com um DY maior, em torno de 0,97%. Com um DY tão baixo das ações o investidor terá que acumular um patrimônio muito grande em ações para poder viver dos dividendos. Mesmo assim você acredita que é possível viver de dividendos? Conhece alguma pessoa que já conseguiu esta façanha que não seja o Luiz Barsi ou outro figurão do mercado?

Comentário d’Uó: A minha pergunta pode ter dado impressão de que meu foco é em empresas com alto DY mas não é a realidade, nem mesmo considero P/L como o VdD supôs. Meu foco é em empresas com margens e ROEs elevados. Empresas com boa geração de caixa e baixo endividamento. Empresas com boa previsibilidade de fluxos de caixa e preferencialmente com barreiras de entrada no negócio. A minha pergunta foi mais no sentido de discutir o que seria melhor: dado uma empresa lucrativa, com lucros crescentes como o VdD citou, seria interessante posicionar nas empresas que mais distribuem estes lucros ou naquelas que usam a maior parte do lucro em projetos de crescimento?

#2 – Renda Fixa é Perda Fixa?

Já que toquei no nome do Barsi, vou te pedir para comentar a frase célebre do mega-investidor: “renda fixa é perda fixa”. Vivemos em um país cuja renda fixa paga inflação + 6%, mesmo assim alocar dinheiro nesta renda fixa não é uma boa escolha como prega o Barsi? Muitos acreditam que quando os juros do Brasil caírem a bolsa vai bombar, porém, a maioria não aposta nesta possibilidade e prefere alocar na renda fixa. Estariam estes investidores perdendo a oportunidade da década? Por que comprar risco aqui no Brasil é tão abominado pelos investidores, mesmo o país tendo excelentes empresas como Equatorial, AMBEV, Kroton, Itaú, Cielo, Ultrapar, M. Dias, dentre outras?

Comentário d’Uó: O polêmico vídeo citado pelo Viver de Dividendos é este a seguir. A tese dele se baseia no fato de que as taxas de juros oferecidas pelo Banco Central não são compatíveis com os riscos embutidos nos títulos da dívida pública brasileira. Os principais defensores do tesouro direto afirmam que são os ativos mais seguros negociados em terras brasileiras. O argumento central é que se o país chegar ao ponto de quebrar então tudo vai desandar: empresas, imóveis, bancos… Porém, o colega viver de dividendos não acredita que o risco do Brasil quebrar é mínimo. Acredita sim que é uma possibilidade real e por isto direciona grande parte dos seus investimentos para o exterior. O que ainda não foi explicado por ele é o motivo de acreditar nos FIIs brasileiros, não estariam estes ativos no mesmo pacote de risco-país?!

#3 – Ações de Dividendos ou Ações de Crescimento?

Ainda falando sobre o Barsi, o mesmo prega que para montar uma carteira de ações previdenciária e assim garantir uma aposentadoria tranquila é interessante investir em ações boas pagadoras de dividendos como o Banco do Brasil, principalmente quando os dividend yields estão elevados em função das quedas de cotações. Porém, muito investidor prefere comprar ações de crescimento, ou seja, aquelas que distribuem poucos dividendos. Minha pergunta é: até que ponto vale a pena colocar empresas de crescimento em uma carteira previdenciária?

Como estas empresas distribuem poucos dividendos, a tendência é o preço dos papéis subir mais que as empresas que distribuem, ou seja, quando o investidor decidir de fato se aposentar terá que vender as ações para obter dinheiro para pagar as contas já que os dividendos não serão suficientes. Então qual é a melhor solução? Focar nas pagadoras de dividendos e esquecer as ações de crescimento ou adotar uma estratégia mista? É correto pensar que a renda passiva obtida através da venda de ações é menos eficiente do que a renda passiva proveniente de dividendos já que a primeira terá a cobrança de imposto de renda?

Comentário d’Uó: É verdade, o Banco do Brasil já quebrou uma vez, já fiz um post sobre esta história, relembre aqui. Para o colega VdD, nema ações de dividendos nem ações de crescimento, o ideal é comprar ações de crescimento de dividendos. Porém, como ele mesmo salientou, aqui no Brasil não temos opções neste sentido, para ele, algumas poucas empresas até chegam perto dos critérios mas não são ideais para uma estratégia de longo prazo. 

#4 – Preço Importa?

Falando agora de dividend yield, acredito que o ideal é comprar ações quando as mesmas estão depreciadas e assim o DY está maior. Porém, existe a crença (provada com simulações) que o investidor não deve se preocupar com o preço das ações na hora de comprar pois no longo prazo o ganho com a execução de uma estratégia de market time é mínimo. Qual é a sua posição sobre esta discussão?

Comentário d’Uó: Viver de Dividendos deixa claro que é um investidor de “tempo de mercado” e não de “timing de mercado”, ou seja, para ele o preço não importa pois tentar acertar o timing do mercado é uma quimera. Só fiquei um pouco confuso sobre a declaração de que dividend yield não importa pois no seu post “Empresas de Crescimento de Dividendos” a regra número 2 estabelece que as ações com maior DY são mais rentáveis no longo prazo.

#5 – Como Proteger a Carteira de Investimento?

Você tem em carteira muitos ativos dos E.U.A. Para investidores como eu que só possuem ativos no Brasil, até mesmo o Barsi que até onde eu sei só tem ações aqui da BOVESPA, qual seria a sugestão para proteger esta carteira?

Comentário d’Uó: Para o colega viver de Dividendos, a melhor forma de proteger uma carteira de investimentos no Brasil é simplesmente desfazê-la e transferir os recursos para os E.U.A. Só quero dar um puxão de orelha no VdD e perguntar de onde ele tirou esta história de que sou patriota?!  Não invisto no exterior simplesmente porque não tenho conhecimento nenhum do mercado externo. Talvez no futuro estudarei as empresas estrangeiras mas por hora meus conhecimentos são zero. Acredito que o VdD não entendeu bem a pergunta, a proteção que me refiro tem a ver com mecanismos de hedge como compra de dólar ou mesmo opções.

Agradeço imensamente o colega Viver de Dividendos por ter reservado alguns minutos do seu atribulado dia-a-dia na Europa para responder estas perguntas. Os assuntos não estão fechados e podemos continuar as discussões na área de comentários. Convido também os demais blogueiros e leitores a entrarem nos temas propostos, isto só irá enriquecer o debate.

Crescimento de Dividendos

O Viver de Dividendos nos indicou três posts que tratam de empresas de crescimento de dividendos. São eles:

Empresas de Crescimento de Dividendos

No artigo postado em 7 de dezembro de 2014, o VdD postou um ótimo texto abordando as empresas de crescimento de dividendos. Segundo o artigo, há 8 regras a serem seguidas pelo investidor para identificar as empresas de crescimento de dividendos (Dividend Growth):

Regra 1: Dividend Aristocrats

Invista em empresas que têm um histórico de estabilidade, crescimento e rentabilidade comprovada. Não há lógica se tornar sócio de um negócio que você não sabe se prosperará quando se tem a oportunidade de possuir um grande negócio que sempre gerou frutos por longos anos. Invista apenas em ações com 25 ou mais anos de pagamentos de dividendos. Essas empresas são chamadas de Dividend Aristocrats.

viver de dividendos

As ações de Dividend Aristocrats superaram o S&P 500 ao longo dos últimos 10 anos por 2,88% ao ano.

Regra 2: Maiores Dividend Yields

Invista em empresas que lhe pagem sempre mais dividendos para que você possa aumentar o seu fluxo de caixa a partir de seus investimentos.

viver de dividendos

Os 20% de ações com maiores DY superou os 20% de ações com DY mais baixos em 1,76% ao ano a partir de 1928 a 2013

Regra 3: Menores Payout Ratios

Invista em empresas que tenha lucros maiores do que eles pagam de dividendos assim tornando o pagamento de dividendos seguro. Se uma empresa está pagando todos os seus lucros na forma de dividendos eles não terão capital para fazer o negócio crescer. Quando ocorrer uma desaceleração forte no negócio ou na economia de modo geral, eles terão que cortar os dividendos.

viver de dividendos

Empresas com Payout baixo superou empresas com alto Payout em 8,2% por ano de 1990 a 2006

Regra 4: Crescimento de Dividendos

Invista em empresas que tenham histórico de crescimento sólido. Se uma empresa tem mantido uma elevada taxa de crescimento por vários anos, é provável que continue a fazê-lo. Quanto mais a empresa cresce, mais rentável para o investidor ela se torna.

viver de dividendos

Ações de dividendos crescentes superaram ações com dividendos imutáveis em 2,4% ao ano de 1972-2013

Escolha Empresas pelo Crescimento do DPA e Não do DY

No artigo postado em 26 de janeiro de 2015, o VdD postou um texto abordando a escolha de empresas pelo crescimento dos dividendos por ação e não pelo dividend yield. Segundo ele, uma empresa ideal nesse cenário seria aquela que apresentasse o crescimento do DPA a uma taxa superior a 15%, nos últimos 10 anos de história.

Deve ser verificado, por exemplo, se os dividendos médios cresceram 15% ou mais para períodos como 2011-2014 e 2010-2013 e 2009-2012 e assim por diante até fechar 10 anos em 2003-2006. O motivo pelo qual o VdD adota este levantamento é identificar empresas que aumentaram dividendos de forma consistentes.

No post o VdD apresenta algumas empresas que se encaixam nesse quadro dos 15% de crescimento dos dividendos, veja que muitas delas tem DY baixo:

  • Microsoft (MSFT): maior empresa de softwares do mundo, desenvolve softwares para PC, incluindo o sistema operacional Windows e a suíte de aplicativos Office. Dividend Yield: 2,7%
  • Lockheed Martin Corp (LMT): maior fabricante de armas do mundo, é também fornecedor importante para a NASA e outras agências governamentais, recebe cerca de 93% das suas receitas de vendas internacionais. Dividend Yield: 3,1%
  • Texas Instruments Inc (TXN): um dos maiores fabricantes mundiais de semicondutores, a empresa também produz produtos como calculadoras cientificas e produtos DLP para TVs e projetores de vídeo. Dividend Yield: 2,6%



Independência Financeira com Empresas de Crescimento de Dividendos

No artigo postado em 24 de novembro de 2016, o VdD postou um texto abordando seu plano de independência financeira que será alcançado quando os dividendos recebidos forem suficientes para cobrir as suas despesas mensais. Para ele, chegar nesse momento é importante, mas manter uma taxa de crescimento dos seus dividendos por várias décadas depois disso, é ainda mais importante.

Neste artigo o VdD compartilhar as principais diretrizes deste plano de independência financeira:

  1. Comprar ações de empresas de crescimento de dividendos que tenham distribuições de dividendos sustentáveis;
  2. Comprar empresas de qualidade que irão crescer seus lucros e receitas por um longo período de tempo;
  3. Diversificar o portfólio com pelo menos 30 ou mais ativos de industrias e setores distintos;
  4. Ter um plano de saída para cada empresa/fundo adicionado na carteira;
  5. Olhar constantemente a lista de empresas de crescimento de dividendos para analisar possíveis adições ao portfólio;
  6. Analisar pelo menos uma vez por ano as empresas.

Mitos e Verdades Sobre Viver de Dividendos

É um sonho para muitos investidores viver da renda passiva proporcionada pelos dividendos (viver de dividendos). Mas o montante de dividendos recebidos é a única condição a ser observada? Montar uma carteira de dividendos é uma boa estratégia? André Rocha, escritor do blog “O Estrategista” do Valor Econômico, escreveu anos atrás um interessante artigo sobre os mitos e verdades sobre viver de dividendos e tenta responder estas e outras questões.

Rocha explica que ao investirmos em ações é importante observar a rentabilidade do ativo livre de risco, ou seja, o custo de oportunidade. No caso brasileiro, ele é dado pela taxa SELIC. Pode-se obter essa rentabilidade comprando um título público federal conhecido como Tesouro SELIC. Deve-se também levar em conta o imposto de renda.

Ao se fazer a conta, comparando a rentabilidade anual do Tesouro SELIC com a rentabilidade dos dividendos recebidos com uma carteira de ações, será verificado que deve existir um ganho de capital, a diferença entre o preço de venda e o de aquisição da ação, para que o investimento nas ações se torne mais atrativo.



E não basta que os ativos apresentem a mesma rentabilidade. O ganho obtido com ações deve apresentar um prêmio sobre a rentabilidade do Tesouro SELIC, chamado de “equity-risk premium”, visto que o mercado acionário é mais arriscado. André Rocha, no artigo cita também outros pontos que devem ser observados em carteiras com ativos de dividendos:

Além disso, a política de dividendos das empresas não é fixa. Veja o caso de Eletropaulo (ELPL4). Na divulgação do resultado do segundo trimestre de 2011 (em 10 de agosto), a companhia informou que reduziria o percentual de dividendos a ser distribuído sobre o lucro (“pay-out ratio”), pois considerava que boa parte do resultado do primeiro semestre não havia sido recorrente, ou seja, não iria se repetir no futuro. A empresa havia se beneficiado do dólar depreciado, que reduziu as despesas com energia de Itaipu que são dolarizadas.

O autor termina o artigo dizendo que ações de companhias com política de dividendos agressiva devem fazer parte do portfólio de qualquer investidor. Mas os dividendos pagos não podem ser o único parâmetro. O ideal é ter uma carteira balanceada. Além disso, as companhias geradoras de caixa podem passar por infortúnios ao longo do tempo e, como conseqüência, alterar sua política de dividendos.

Como Escolher Ações para Viver de Dividendos?

Value Investing é um modo ortodoxo de investir na bolsa de valores, sempre com o objetivo de longo prazo, através da análise fundamentalista das melhores empresas – aquelas capazes de atravessar as piores crises políticas e econômicas – as que justamente geram grandes oportunidades para os investidores conscientes que, entre outras qualidades, são disciplinados que exercitam a paciência.

As empresas mais sólidas do mercado financeiro operam em atividades perenes, pouco sujeitas à ação de concorrentes diretos e de revoluções tecnológicas. Elas trabalham com considerável margem de lucro, tendo gestão eficiente, crescimento gradual e constante. E o melhor: elas dividem parte de seus rendimentos com os acionistas minoritários, justamente na forma de dividendos e juros sobre o capital próprio.

Existem empresas que pagam dividendos uma vez ao ano. Outras empresas pagam dividendos semestrais ou trimestrais. Algumas pagam os dividendos mensalmente. Conforme o montante que se aplica na compra de ações, é possível obter retorno anual de 9, 12, e até 18% sobre capital investido. Um valor mínimo de referência para tal retorno seria de 6% no Dividend Yield.

Existem centenas de empresas listadas na bolsa de valores. Encontrar as melhores oportunidades de investimentos é uma tarefa complexa, diante da variação constante do mercado financeiro. Uma boa oportunidade de compra hoje poderá não ser interessante no dia seguinte. É preciso contar com fontes de informações confiáveis – e filtradas – para tomar a decisão correta.

Poucas casas de consultoria em investimentos trabalham com o foco em Value Investing. A Suno Research nasceu para ser a principal referência neste segmento. Ao fazer uma Assinatura Premium com a Suno, você terá acesso a relatórios focados na obtenção dos melhores ativos que geram dividendos. Os dividendos são os frutos da independência financeira.

80 comentários em “Viver de Dividendos

  1. Rachel Responder

    Tem coisas interessantes no site do VdD, mas o pessimismo dele com o Brasil é tanto que nem morando aqui ele tá mais. Acho isto um tanto radical. Tem gente que ama este país e não vai deixá-lo e investe nele sim.
    Tenho alguma coisa investida nos EUA mas pra mim Tesouro Direto é 90% do meu portfolio e não é perda fixa m nenhuma. Me garante uma boa rentabilidade acima da inflacao (nem essa o vdd acredita) e estabilidade.
    Abacus, pf veja os links dos audios que nao estao funcionando

    grata

  2. Leandro Responder

    Fala Abaco/VdD,

    E como diversificar? Digo….como praticamente vcs escolhem acao X e descartam a Y.

    Imagino que cada um tenha suas regras proprias…..mas vcs utilizam alguma ferramenta e tentam transferir essa regra de vcs para fazer a analise dentre tantas opcoes na bolsa?

    Meu plano e que os proximos aportes sejam em acoes mas tenho grande dificuldade na escolha – tanto que os ultimos aportes tem sido feitos exclusivamente em FII.

    Abs,

    • viverdedividendos Responder

      Bom questionamento

      Olha Leandro essa é a parte mais difícil da construção do seu patrimônio. Tanto que estou fazendo uma revista para justamente ajudar o pessoal nessa escolha. Se vc quiser saber um pouco como eu olho pra isso leia aqui: http://viverdedividendos.org/indicadores-que-uso-para-analisar-reit-na-bolsa/

      Se quiser saber mais temos uma revista na qual estudamos um REIT e uma Stock por edição, vale a pena dar uma acompanhada pra abrir mais as opções

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Fala Leandro,
      Considero estudos de FIIs bem mais complexo que estudos de ações. Se você está se sentindo seguro para aportar em FIIs é porque estou bem esta categoria ou então porque está segundo algum call. Espero que seja a primeira opção.
      Quanto a escolha de ações, “stock picking”, é algo deveras complicado. Se eu soubesse fazer isto seria um gestor de fundos ou estaria vendendo consultoria, então não espere nenhuma dica quente vindo deste site. Tenho tanta dificuldade quanto você. Porém, como já estou neste mercado desde 2008, já apanhei tanto que já sei onde não devo meter meu bedelho. Portanto, posso lhe dizer que tenho mais embasamento para “o que não fazer” do que para o “como fazer”, rs.
      Sei que não te ajudei em nada, mas podemos evoluir mais esta conversa em posts futuros.
      Não deixe de assinar o site Abacus Liquid para ficar informado sobre as últimas novidades.
      http://abacusliquid.com/blog/assine
      Abraço!

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