Carta Mensal aos Cotistas (Junho/2019)

Esta é a compilação dos índices econômicos em junho de 2019: A SELIC fechou o mês com rendimento de 0,47%. O CDI fechou o mês com rendimento de 0,47%. O CDB fechou o mês com rendimento de 0,51%. A poupança antiga teve rendimento de 0,50% e a poupança nova teve rendimento de 0,37%. O IBOV fechou com alta de 4,06% enquanto o IFIX teve alta de 2,88%. O Dólar americano Ptax caiu -2,75%. O ouro B3 teve alta de 6,79%. O IGP-M registrou inflação de 0,8%.

O destaque de rentabilidade de junho foi o ouro que teve alta de 6,79%. Mas a grande novidade mesmo foi a bolsa de valores que conseguiu fechar o mês acima dos 100 mil pontos.

A bolsa de valores fechou o primeiro semestre de 2019 com alta de 14,9%. O índice terminou o mês de junho aos 100.967 pontos com alta de 4,06%. O semestre foi marcado positivamente pelo avanço da reforma da Previdência, que foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e chegou à Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Apesar dos atrasos no cronograma, o mercado ainda está otimista quanto a aprovação da reforma.

No cenário externo, a mudança no discurso dos maiores bancos centrais do mundo para maior flexibilização monetária em meio aos dados ainda fracos das principais economias globais também ajudou a sustentação da alta do IBOV. A maior alta do ano até agora é da CSN (98,32%). Na outra ponta, Braskem (-26,07%) teve o pior desempenho. Das 66 ações que compõem o Ibovespa, apenas 10 terminaram o semestre em queda. Entre as demais 56 que subiram, um total de 39 teve desempenho superior ao Ibovespa no intervalo.

O movimento do mercado de juros futuros foi intenso em junho: os investidores colocaram de vez nos preços dos ativos o cenário de aprovação da reforma da Previdência e de corte na taxa básica de juros este ano. Os DIs recuaram em todos os vencimentos, desde os curtos até os longos. O DI janeiro de 2021 passou de 6,49% para 5,85%, e o DI janeiro de 2025 foi de 8,13% para 7,11%. Vale dizer que a ponta da curva já embute corte de pelo menos 0,75 ponto percentual da Selic, a taxa básica de juros.

O dólar comercial fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 3,841 na venda. Com isso, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 0,9% no primeiro semestre. No mês, caiu 2,13%, no primeiro recuo mensal desde janeiro (-5,6%). Confira os principais índices econômicos no mês de junho…

indicadores financeiros junho 2019

Estes dados são compilados pelo site Valor e podem ser encontrados sempre atualizados nesta página

Carta Mensal aos Cotistas

Rogério Xavier, que com R$ 30 bilhões administra o maior hedge fund do País, está confiante na Reforma da Previdência, mas acredita que a economia vai demorar a reagir, o que deveria sustentar uma política monetária ainda mais expansionista.

“Quando olho a economia rodando perto de zero e a descrição do relatório de inflação de hoje e na ata do Copom, não entendo o que o BC está fazendo. Acho que é uma síndrome de presidente de BC novo, que quer mostrar que é duro com a inflação e ganhar credibilidade, mas a verdade é que tem 13 milhões desempregados e a economia não cresce. O governo, o Estado, os bancos públicos estão contraindo. Sobra pra quem? Para o setor privado. E não adianta esperar que o investimento ande só porque a Previdência andou. Só vai investir quando preencher a capacidade que está ociosa. A descrição da ata é de um país colapsando, não tem nada positivo. A atividade parou e o externo está afundando. A reforma será aprovada e não será ela que vai mudar a situação do país. Sim, melhorará a percepção de solvência, mas é quase uma obrigação para não quebrar.”

Para Xavier, a oportunidade de ganhar dinheiro está em vender a ponta longa da curva de juros. Para ele, os prêmios estão totalmente fora do lugar. Quando compara com o resto do mundo, o Brasil ainda tem uma curva muito inclinada e acho que esses prêmios vão sumir. Em seus relatórios mais recentes, a SPX diz estar alocada na parte intermediária da curva de juros — numa postura que classifica de ‘cautelosa, apesar de algum otimismo’. Depois de prever, antes de eleição, que o dólar poderia chegar ao patamar dos R$ 5, agora Xavier acredita que o câmbio está bem precificado, especialmente depois do enfraquecimento da economia americana. Mas continua vendo riscos de depreciação da moeda brasileira:

“Se a gente caminhar para um cenário onde a China é o país mais impactado num cenário de desaceleração global, os termos de troca do Brasil vão sofrer — e a resposta natural é ter uma desvalorização da moeda para compensar isso”.

Reconhecido como um dos maiores traders do País, o co-fundador do velho Banco Pactual e da gestora de recursos JGP, André Jakurski respondeu a uma provocação do seu colega Rogério Xavier:

“Nos últimos 10 anos, passamos a conviver com taxas de juros negativas no mundo, com programas de compra de títulos em larga escala, bancos centrais como o Japão carregando ações…”, disse Xavier. “Isso me atrapalha muito como gestor, porque a primeira vez na vida que vi uma taxa de juros negativa na tela, eu tirei foto pra provar, porque achei que nunca mais ia ver isso na vida. E isso virou o novo normal. Isso é uma das formas da doença do capitalismo. O capitalismo está em recessão, ou na trajetória de morte final – talvez mais lá na frente. “, devolveu Jakurski.

Para Jakurski, os Bancos Centrais, desde que foram criados, só geraram desvalorização da moeda. Para ele, os juros negativos são uma forma de se expropriar os que têm recursos. Nada mais é que uma forma de expropriação lenta, gradual e quase indolor…

Hoje não são os ativos que estão subindo, é o dinheiro que está caindo. Porque quando se tem juros negativos ou juros ridiculamente baixos, todo mundo fica feliz quando a bolsa está subindo, mas não cresce até o céu.

Bolsa é o Melhor Ativo para Ganhar com o Ciclo Econômico que Está Começando

A economia brasileira deve começar um ciclo bem longo, de cerca de uma década, de crescimento econômico. A avaliação é do economista-chefe da Guide, Victor Candido. Na renda fixa, ele afirma que acabou o almoço grátis do juro e que quem quiser investir nesse tipo de ativo terá de tomar risco. Segundo Candido, os indicadores econômicos e diversas modelagens econométricas sugerem que o pior já passou. Além disso há um fato inédito na nossa história econômica. Estamos saindo de uma recessão com inflação abaixo da meta, juro baixo e com tendência de queda e contas externas ajustadas.

O ciclo econômico não se dissocia do ciclo de crédito e os dados levantados pelo economista, mostram que embora a demanda ainda não tenha aparecido, as condições para tomada de crédito estão postas e são boas. No lado das empresas, a inadimplência é a menor da série histórica e houve uma desalavancagem muito grande das famílias, apesar da recessão. Os recursos disponíveis, como liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e PIS/Pasep foram utilizados para o pagamento de dívidas.

Em conversas com empresários, Candido diz ter captado boas intenções de investimento, pois o momento certo para adquirir infraestrutura física é agora, com preços ainda deprimidos. Segundo Candido, as pessoas não consomem e o empresariado não investe por causa da incerteza, que ainda é grande. Mas esse “fog” começa a se dissipar com o convencimento de que a reforma da Previdência será aprovada e com potência suficiente para reduzir parte da incerteza fiscal.

Alta do Ouro

A cotação do ouro nos últimos dias e atingiu o maior nível em seis anos, em meio a tensões geopolíticas que estimulam o valor refúgio do metal. O ouro chegou nesta sexta-feira a 1.412,08 dólares a onça (28,35 g), um recorde desde setembro 2013. A corrida ao ouro tem sido impulsionada por quatro forças fundamentais: a implicação de flexibilizar a política monetária (taxas mais baixas) em todo o mundo desenvolvido, a compra do metal como seguro (como uma reação aos EUA), a tensão no Irã e o medo de uma desaceleração global.

grafico ouro

Um comentário em “Carta Mensal aos Cotistas (Junho/2019)

  1. martha Aulete Responder

    E a dialética petista, hein? Frasezinhas?

    “Muito engana-me, que eu compro”

    Nós todos apreciamos consumir alguma coisa, com certa constância. Então isso poderia ser bom.
    Eis:
    Vive o PT© de clichês publicitários bem elaborados por marqueteiros.
    Nada espontâneo.
    Mas apenas um frio slogan (tal qual “Danoninho© Vale por Um Bifinho”/Ou: “Fiat® Touro: Brutalmente Lindo”). Não tem nada a ver com um projeto de Nação.
    Eis aqui a superficialidade do PETISMO:

    0.“Coração Valente©”
    1.“Pátria Educadora™” [Buá; Buá; Buá].
    2.“Haddad agora é verde-amarelo®” [rsrsrs].
    3.“A Copa das Copas ®”
    4.“Fica Querida©”
    5.“Impeachment Sem Crime é Golpe™” [lol lol lol]
    6. “Pronatec©, transformando a Vida de Milhões de brasileiros ™”[kkk].
    7.“Foi Golpe™”
    8.“Fora Temer©”
    9.“Ocupa Tudo®”
    10.“Lula Livre®”
    11.“®eleição sem Lula é fraude” [kuá!, kuá!, kuá!].
    12.“O Brasil Feliz de Novo ™”
    13.“Lula é Haddad Haddad é Lula®” [kkkk]
    14.“Ele não®”.
    15.“Controle social da mídia” (hi! hi! hi!): desejo do petismo.
    16.“LUZ PARA TODOS™” (KKKKK).
    17. (…e agora…):
    “Ninguém Solta a Mão de Ninguém ©”

    18.
    “SKOL®: a Cerveja que desce RedondO”. [Nesse estilo. Desse tipo]

    PT© é vigarista e é Ersatz.

    PT Vive de ótimos e CALCULADOS mitos publicitários.
    É o tal de: “me engana que eu compro”.
    Produtos disfarçados, embalagens mascaradas e rótulos mentirosos. PT!

    Saúde! Alta-Cultura! Segurança! Educação.

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