Até o Barsi caiu no Conto do Vigário dos Fartos Dividendos

Quando a esmola é demais até o santo desconfia? Nem sempre. É cada dia mais difícil achar alguém que não tenha caído pelo menos uma vez em algum conto do vigário. Existem dezenas de golpes sendo aplicados na praça e o número de vítimas aumenta a cada ano. Na bolsa de valores a história não seria diferente, até em um ambiente altamente regulamentado como é o mercado financeiro, vez ou outra aparece um caso de conto do vigário. Mesmo porque estamos falando de dinheiro e onde há concentração de recursos financeiros sempre haverá um vigarista à espreita.



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Segundo o site Brasil Escola, o conto do vigário aconteceu no século XVIII na cidade de Ouro Preto entre duas paróquias: a de Pilar e a da Conceição que queriam a mesma imagem de Nossa Senhora. Um dos vigários propôs que amarrassem a santa no burro ali presente e o colocasse entre as duas igrejas. A igreja que o burro tomasse direção ficaria com a santa. Acontece que, o burro era do vigário da igreja de Pilar e o burro se direcionou para lá deixando o vigário vigarista com a imagem.

Outro fato interessante aconteceu no século XIX em Portugal quando alguns malandros chegavam à cidades desconhecidas e se apresentavam como emissários do vigário. Diziam que tinham uma grande quantia de dinheiro numa mala que estava bem pesada e que precisaria guardá-la para continuar viajando. Diziam que como garantia era necessário que lhes dessem alguma quantia em dinheiro para viajarem tranquilos e assim conseguiam tirar dinheiro dos portugueses facilmente.

Vale notar que a palavra composta passou a nomear, além deste, diversos outros tipos de logro em que o criminoso explora a ingenuidade ou a ganância das vítimas para lhes arrancar dinheiro. E mesmo, por extensão, qualquer manobra – inclusive aquelas feitas por pessoas e empresas supostamente respeitáveis – destinada a enganar incautos. O sucesso linguístico do conto-do-vigário levou a palavra a dar filhotes que têm circulação ainda maior do que ela: vigarista e vigarice.

Luiz Barsi e o Conto do Vigário dos Dividendos

Em seu mais recente artigo no site Suno Research, Luiz Barsi fala sobre a importância do investidor ter consciência que nem todos os investimentos terão bons resultados e que nem sempre olhar o dividendo corrente levará à melhor decisão na Bolsa. Leia parte desde depoimento logo abaixo.

Para quem não conhece, Luiz Barsi é um dos maiores investidores individuais da Bolsa brasileira e inspiração para muitos investidores pequenos como este que vos fala. Apesar de ter mais de R$ 1 bilhão de aplicações em ações, é uma pessoa de hábitos simples. Sua estratégia de sucesso é usar a Bolsa para construir uma carteira previdenciária com papéis de empresas com bom histórico de pagamento de dividendos.

luiz barsiQuando eu era jovem não tinha a experiência que eu tenho hoje. E mesmo com a experiência de hoje, às vezes a análise de um investimento acaba não dando certo. Um investimento recente que tive perdas foram com as ações da Oi.

Alguns anos atrás, o presidente da empresa deu declarações afirmando que a empresa pagaria R$ 2 bilhões de dividendos  por ano. A empresa valia cerca de R$ 20 bilhões em bolsa. Portanto, esse dividendo representava um dividendo de 10% sobre o preço das ações.

Infelizmente, ao longo dos anos a empresa seguiu uma trajetória de deterioração de seus resultados e aumento da sua divida. A empresa também pagou mais dividendos do que seus resultados permitiam o que contribuiu ainda mais para o aumento da divida.

 

Como as ações tinham caído de R$8,00 para R$2,00, a proporção de 10% de dividendos estava compatível e as ações foram mantidas.

Um tempo depois, a Oi resolveu fazer um agrupamento de ações. Se você tivesse mil ações que valiam R$ 2,00, após o agrupamento você teria cem ações valendo R$ 20,00. O valor de seu investimento e sua participação na empresa não mudam.

Essas ações que passaram a ser negociadas a R$20, se desvalorizaram de maneira intensa seguindo a deterioração financeira da empresa. Chegaram a valer R$ 0,80. A perda do valor investido chegou a mais de 95%.

Como as ações ordinárias da Oi (código em bolsa OIBR3) tinham caído ainda mais que as preferenciais, eu resolvi trocar as ações preferencias que eu tinha por ações ordinárias. Nos meses seguintes, as ações ordinárias recuperaram de maneira mais rápida que as preferenciais, e estão sendo negociadas a cerca de R$2,70.

A lição a ser tirada desse investimento é que analisar a qualidade da administração e do quadro societário é muito importante. Aquela promessa de pagar R$2 bilhões de reais por ano não era sustentável. A empresa precisava se endividar para pagar aqueles dividendos. E essa compromisso da gestão com esse pagamento excessivo colocou a empresa em uma trajetória de risco.

Às vezes o dividendo alto pode seduzir o investidor, mas a falta de alinhamento da gestão pode levar a empresa a uma direção perigosa. Portanto, somente olhar o dividendo corrente nem sempre leva a melhor decisão. Uma administração de excelência pode não distribuir muito dividendo hoje, mas é capaz de criar muito valor aos investidores com uma abordagem de longo prazo.

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Conto do Vigário do Petróleo

eike batista revista vejaO caso recente mais emblemático de conto do vigário na Bolsa foi do mega empresário Eike Batista. A história é mas que conhecida mas não custa relembrar: Pouco tempo atrás Eike era o símbolo do empreendedorismo brasileiro. Com negócios abertos simultaneamente em várias frentes (mineração, logística, energia, entretenimento, hotelaria, óleo e gás, etc) era considerado o midas do empresariado.

A capa da revista Veja ao lado resume a visão que o mercado tinha do empresário na ocasião: “A nova leva de milionários brasileiros tem Eike Batista como ídolo, trabalha muito, compete honestamente, orgulha-se de gerar empregos e não se envergonha da riqueza”.

Eike prometeu mais do que devia e o mercado cobrou a promessa – uma hora a conta sempre chega. O empresário não percebeu que a indústria de petróleo tem mais incertezas do que certezas.

Uma característica do setor de exploração de petróleo são as grandes surpresas, positivas e negativas, porque o risco é muito grande. O risco é tão alto que normalmente para o serviço de exploração não se consegue financiamento de banco.

Nessa atividade, pode-se achar que num determinado campo se tem possibilidade de encontrar muito petróleo e acaba não encontrando nada ou muito menos do que se imaginava. E foi exatamente essa lógica da indústria de petróleo que Eike não entendeu. E começou a prometer coisas que não deveria.

E foram estas promessas, falsas ou ingênuas, que persuadiram muitos pequenos investidores como o aeroportuário de 39 anos que vendeu seu apartamento em 2011 para comprar ações da OGX.

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Junto com as ações da OGX, o apartamento do investidor virou pó. Porém, como foi muito bem pontuado pela reportagem da Revista Exame, apesar da contribuição de Eike para o prejuízo com suas promessas eufóricas, para evitar grandes perdas, o melhor que o investidor faz é entender a parcela de erros que cabem a ele, já que os erros das empresas podem ser os mais diversos e imprevisíveis.

Portanto meu caro amigo, fique vivo neste mercado, desconfie sempre quando a esmola é demais, se até o santo desconfia por que será você que vai confiar? Quis mostrar neste artigo que não é só o cidadão desavisado que vendou o apartamento que comete erros. Os grandes investidores como o Barsi também erram. E você irá errar, e errar, e continuar errando. Mas uma coisa poderá lhe salvar: gestão de risco. Seja trade ou seja buy and hold, gestão de risco é a única coisa que protegerá seu patrimônio. Se você não sabe o que é isto fique longe da bolsa. Falarei sobre este tema em um post futuro. Se quiser receber por email os próximos artigos deste humilde site basta assinar o site através da opção “Receba por Email” localizada no topo da barra ao lado.

35 Contos do Vigário

Veja a seguir os 35 golpes mais comuns empregados hoje pelos vigaristas brasileiros – autoria desconhecida.

1 – Seguro do falecido: Após a morte de um aposentado, os malandros procuram algum parente para dizer que a pessoa tem direito a receber um determinado valor do INSS, como se fosse um seguro de vida. Prometem liberar o dinheiro mediante comissão. Depois, depositam um cheque roubado na conta da vítima e pedem a ela para consultar o saldo. Nesse momento, o depósito aparece como “valor bloqueado”. Então exigem o pagamento da comissão para desbloqueá-lo. Recebem o dinheiro e somem.

2 – Empréstimo: O golpista anuncia nos classificados de jornais empréstimos de R$ 10 mil a R$ 200 mil, a juros baixos e com parcelamento a longo prazo. Sem fiador. O interessado liga para o telefone anunciado, geralmente um celular pré-pago, sem registro, ou mesmo roubado. Para ter liberado o dinheiro, o cliente precisa apenas depositar uma quantia em uma conta corrente, sob o pretexto de pagar as despesas bancárias. Dançou. Uma vez feito o depósito, o vigarista some e dificilmente a polícia consegue localizá-lo porque a conta bancária, claro, também é aberta com documentos falsos ou roubados.

3 – Corrida paga com cheque: Cuidado ao emitir cheques em táxi. Você costuma pagar corridas de taxi com cheque? Não há problema nisso, mas evite usar a caneta que o motorista lhe oferecer. Pode ser um golpe. É aplicado por motoristas de táxi desonestos. O passageiro tenta pagar o que deve com dinheiro, o taxista diz que não tem troco e sugere que a corrida seja paga com cheque. Gentil, ele oferece uma caneta para a pessoa preencher a folha. Na pressa de sair, o passageiro não percebe que se trata de uma daquelas canetas cuja tinta porosa sai com uma solução química. E, quando o cheque cai na conta, o susto: o valor foi alterado e a corrida de R$ 10 virou R$ 100, de R$ 50 virou R$ 500, por exemplo.

4 – O golpe do seguro: Todo automóvel tem um seguro obrigatório por danos pessoais (DPVAT), para indenizar a família das vítimas de acidentes. O golpe consiste em falsificar o boletim de ocorrência, o laudo médico, o atestado de óbito e os documentos de carros envolvidos num acidente, para receber o seguro.

5 – Carro novo: Um anúncio promete um carro novo com preço abaixo da tabela. As condições de pagamento são irresistíveis e o golpe é feito por intermédio de um telefone celular (sempre ele). O estelionatário se passa por empregado de uma montadora e dá um telefone falso da empresa, no qual atende uma secretária eletrônica como se fosse um escritório. O interessado recebe um documento (falso) por fax com o logotipo da empresa e as especificações do veículo e cobra um depósito urgente para garantir o negócio da China. Depois que o dinheiro entra na conta, o malandro desaparece.

6 – Aplicação financeira: Acontece, em geral, às sextas-feiras. Uma moça simpática telefona avisando que você foi premiado em um sorteio de uma aplicação bancária. Ela diz que pode transferir o dinheiro do prêmio para a sua conta. Basta confirmar alguns dados. Sem perceber, no meio de um longo questionário, você passa também a senha bancária, que os bandidos usam para sacar dinheiro da sua conta.

7 – Dinheiro falso: Notas de 10, 50 e 100 reais são as mais falsificadas no Brasil. Preste atenção no tipo de papel e se há borrões de impressão. Ter marca d`água é garantia de valor.

8 – Falso site: Estelionatários cibernéticos criam um site parecido com o dos bancos. Sem perceber a farsa, você digita seus dados e a senha. E depois eles fazem a festa.

9 – O Truque do falso médico: O estelionatário Paulo Roberto de Sousa Botelho foi preso no início de setembro, acusado de roubar dezenas de câmeras de filmagens. Ele se passava por médico, ligava para as empresas especializadas, contratava o serviço com a desculpa que faria uma cirurgia ou parto inédito e que, por isso, gostaria de registrar o fato. Botelho marcava o encontro em estacionamentos de hospitais. Quando a equipe de filmagem chegava ele combinava o serviço para o dia seguinte e o preço e dizia que precisava encaminhar os equipamentos na mesma hora para a sala de esterilização. Deixava uma maleta próxima a um carro que dizia ser seu e pedia para que os funcionários da filmadora tomassem conta até que voltasse. Só que desaparecia com os equipamentos.

10 – Seus números em troca de um cartão: A vítima recebe uma ligação de um falso funcionário do banco dizendo que precisa atualizar dados para abrir uma conta especial ou fornecer novo cartão de crédito. Depois, vai até a agência e tenta chegar à senha, começando pela data do nascimento do cliente ou pelos números de telefones ou documentos fornecidos.

11 – Cartão clonado por chupa-cabra: Outro perigo é ter o cartão de crédito ou de débito automático clonado naquelas maquininhas falsas de leitura magnética, as populares chupa-cabras que, com a ajuda de um chip grava os dados de cartões do cartão. Para a duplicação é um passo.

12 – Clonagem de telefone celular: Os larápios captam, com uso de equipamentos sofisticados, o número de série eletrônico de um telefone em uso e copiam os dados para outro aparelho. Dessa forma, passam a existir dois telefones com a mesma identificação. A empresa operadora do serviço consegue perceber o problema quando começam a aparecer duas ligações simultâneas do mesmo assinante. E o valor da conta, claro, vai para o espaço.

13 – Telefone sem conta: O golpista, nesse caso, conta com a ajuda de um cúmplice funcionário de uma companhia telefônica. São habilitados vários aparelhos sem que a conta apareça no sistema de faturamento. O usuário utiliza a linha, mas não paga a conta. Nem chega a recebê-la. Com documentos falsos ou de pessoas mortas, os golpistas adquirem os telefones e os revendem a pessoas que jamais pagam a conta. E os lesados, nesse caso, são as operadoras.

14 – Lucro falso de cotas e ações: Um homem sério e educado telefona para sua residência avisando que você ganhou um dinheiro graças à venda de ações ou de cotas de um clube de lazer – a polícia acredita que eles conseguem o nome com ajuda de funcionários. Para receber a grana, você só precisa efetuar um depósito para pagar as custas do processo. Pronto, dançou. Quando ligar para solicitar informações, todo o esquema foi desmontado.

15 – Aposentados: Pessoas que se dizem funcionários de associação de servidores aposentados abordam velhinhos na saída de bancos, agremiação de categorias e até mesmo na casa do pensionista. A história convence quando o malandro revela que o aposentado tem direito a receber reajustes atrasados. Para agilizar o processo, basta que ele faça um depósito de 10% do valor. Por exemplo: promete-se R$ 30 mil e exige-se o depósito de R$ 3 mil. O dinheiro novamente evapora.

16 – Extravio de cartão de crédito: A pessoa rouba do carteiro ou da caixa de correspondência da residência as cartas de banco com o cartão de crédito. Eles são clonados e depois enviados ao proprietário, que nem desconfia até receber o primeiro extrato. O golpista ainda telefona para a vítima passando-se por funcionário do banco pedindo que ela confirme o número da senha.

17 – Emprego: O estelionatário descobre o endereço ou o telefone de uma pessoa desempregada e entra em contato dizendo que ela foi indicada para uma vaga. O salário é bom, R$ 2 mil. O golpista dá o endereço da falsa empresa e diz para o candidato depositar R$ 500 para a compra dos uniformes, de verão e de inverno, que serão entregues à vítima no dia em que ela supostamente começar no emprego. O fim é sempre o mesmo, você já sabe.

18 – Proteção policial: O malandro liga se dizendo delegado e oferece segurança extra para o cliente, em geral proprietário de um comércio, se ele fizer um anúncio na revista da corporação. Interessado no serviço, o incauto paga para o falso delegado. Já aqueles que dizem não, obrigado, passam a receber ameaças por telefone.

19 – A vizinha que avaliava jóias: O golpe mais recente foi aplicado por uma ex-moradora do Edifício Chopin, um dos endereços cariocas mais badalados do Rio. A comerciante Vívian Gomes Borges, 29 anos, foi presa em 3 de setembro acusada de sumir com jóias de vários moradores. Aproveitando-se do fato de que os interessados, pessoas da sociedade carioca, precisavam de dinheiro mas não queriam se expor publicamente para vendê-las, ela pegava as peças a pretexto de avaliá-las e sumia. Ao ser pressionada, Vívian alegava que tinha sido assaltada e não tinha como arcar com o prejuízo. Uma das moradoras teve 14 jóias, entre anéis, relógios, pulseiras e cordões de ouro com brilhantes, roubadas.

20 – Prestador de serviço: Na maior parte das vezes, os bandidos se disfarçam de carteiros, leitores de luz e funcionários de telefônicas para entrar em casas, condomínios e prédios. Para evitar golpes como esse, a empresa responsável pelo sistema telefônico da cidade de São Paulo, por exemplo, por ordem da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), avisa que os funcionários não são autorizados a fazer reparos no interior das casas dos assinantes do serviço.

21 – Boa noite, Cinderela: Para roubar, o criminoso mistura remédio para dormir na bebida da vítima, geralmente em bares. Foi lançado nos anos 90 e era praticado, em geral, contra homossexuais. Agora, as mulheres também são vítimas. Quando a pessoa está desacordada, ele saqueia a casa ou a carteira e a vítima só vai perceber no dia seguinte que foi roubada.

22 – Falso mecânico: O golpista inventa um defeito no automóvel da vítima que está trafegando nas ruas ou pede para o motorista parar por causa de uma “estranha fumaça”. Há casos, por exemplo, de pessoas que colocaram sacos de estopa no escapamento do carro. Na seqüência, surge um falso mecânico, que se oferece para resolver o problema que não existia. O escolhido, claro, morre com uma grana.

23 – Celular: É bem manjado, mas continua acontecendo. A pessoa entra no caixa 24 horas e, ao tentar tirar dinheiro, o cartão fica preso na máquina. O golpista, que já estava ao lado, entra falando no celular, fingindo estar com o mesmo problema. Na linha, um falso atendente e comparsa do malandro registra a senha da vítima e o dinheiro, adivinhe? Desaparece.

24 – Boa aparência: O ladrão rouba um carro de boa marca, de preferência importado, veste-se bem, com terno e gravata e buzina na portaria de um prédio chique e, com pose de bacana, entra tranqüilamente na garagem, já que o porteiro não desconfia do “patrão”. Aperta a campainha e faz a festa.

25 – Corretor de imóveis: Outra versão para assaltar casas e apartamentos. O vigarista se faz passar por corretor e, ao lado de um cúmplice travestido de cliente, consegue autorização do porteiro para entrar no prédio e visitar o imóvel. Ele tem as informações sobre o imóvel, pois ligou antes para a imobiliária. E aproveitam para bater no vizinho…

26 – Cota premiada de consórcio: Por intermédio de anúncios em jornais e revistas, o estelionatário se diz interessado em vender cotas sorteadas de consório com preços abaixo do mercado. A vítima deposita uma taxa em uma conta corrente ou um adiamento. E nunca mais vê o dinheiro.

27 – Teclado bloqueado: É aplicado nos caixas eletrônicos em que não é necessário introduzir o cartão. Eles bloqueiam o teclado com uma fita adesiva para que o correntista não possa fazer nenhuma operação após passar o cartão no leitor óptico. Aparece, então, o golpista oferecendo ajuda e pede que a senha seja digitada. Como não acontece nada, a vítima vai embora. Então, o malandro desbloqueia o teclado e saca o dinheiro.

28 – Compra de kit: Uma empresa, que se diz estrangeira, coloca anúncios em jornais prometendo aos incautos que a partir de um investimento de R$ 100 na compra de um kit para “cuidar” de uma colônia de lactobacilos, seria possível faturar R$ 3 mil. Segundo essa empresa, os lactobacilos seriam usados na produção de cosméticos em outro país e o Brasil teria sido escolhido por ter mão-de-obra barata. As primeiras pessoas receberam o dinheiro para fazer propaganda boca a boca do negócio da China, mas as outras milhares…

29 – Cheque resgatado: O golpista fica de olho em mulheres que entram em cabeleireiros e lojas. O bandido espera a pessoa sair e entra no estabelecimento, se apresenta como motorista da vítima, e diz que a patroa se enganou ao fazer cheque, dando um outro (roubado) em troca. O dono do salão ou da loja entrega o cheque bom e fica com o falso. Outra versão do golpe é o picareta trocar o cheque por dinheiro e alterar o valor de R$ 50 para R$ 500.

30 – Aliança: O vigarista derruba uma aliança no chão e fica por perto. Uma pessoa a encontra e o golpista chega perto para dizer que achou a outra e oferece por uma pechincha. Sem desconfiar, a pessoa compra bijuteria por preço de ouro.

31 – Bilhete premiado: O estelionatário finge ser uma pessoa humilde e ingênua, com um bilhete premiado nas mãos, falso, é claro. Com lábia, o falso matuto vende o bilhete fajuto para o otário da hora.

32 – Consórcio premiado: Anuncia-se a venda de consórcios sorteados. De carro, casa, equipamentos eletrônicos etc. O vigarista anuncia dois telefones: um fixo que funciona como fax e um celular pré-pago ou roubado. Pelo fax, ele passa o xerox de seus documentos pessoais e deposita uma taxa em uma conta aberta (com nome falso) para garantir o negócio. Feito isso, os telefones não mais atendem e o veículo jamais é entregue.

33 – Pechincha: O estelionatário aborda a vítima e oferece um equipamento eletrônico pela metade do preço. Finge que vai buscar o equipamento, que estaria guardado no carro, pega o dinheiro e some. Ou entrega um pacote com tijolo dentro.

34 – Rodoviária: As vítimas são pessoas ingênuas que voltam para a cidade natal com dinheiro vivo. O golpista senta do lado da pessoa no ônibus e puxa conversa. Em pouco tempo, descobre de onde é a pessoa e diz que também é de lá. Ele conta que está carregando cheques, que precisa pagar uma encomenda no caminho e pede para o “conterrâneo” fazer um empréstimo, garantindo que ao chegarem devolverá a quantia. Na parada seguinte, desce do ônibus e some.

35 – Falso padre: Perto de igrejas o larápio se veste de padre, e, quando os fiéis estão a caminho de casa, os aborda e se oferece, com uma lábia convincente, a benzer a casa da vítima por uma módica quantia.



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40 comentários sobre “Até o Barsi caiu no Conto do Vigário dos Fartos Dividendos

  • Caramba, estou rindo até agora das listas do vigários.
    Tem muito vigarista por aí.
    Precisa ter certa dose de inocência para cair em alguns desses banais…

    Abs,
    50segundos

  • Olá, Uó!

    Essa é para ratificar mais uma vez que não existe nada de graça e que o mercado sempre cobra seu preço, infelizmente algumas vezes caímos pois é natural do ser humano querer levar vantagem, encurtar caminhos..

  • Esqueceu do maior golpe já cometido no Brasil.

    Um partido promete fundos e mundos na eleição para se reeleger. Depois de eleito faz tudo ao contrário da um golpe nas empresas públicas e deixa milhões na miséria.

    Esses caras que vc citou são amadores perto destes que citei kkk

  • Olá. Sou fundador da Suno. Gostei bastante do seu texto. Ficou excelente 🙂 a ideia do meu relatório falando sobre erros, foi humanizar o processo de investimentos – até os bons erram. Até o Lionel Messi perde pênalti. O marketing digital de hoje privilegia a narrativa de compre meu curso e “ganhe 100% ao dia.” Uma educação financeira legítima fala a verdade. E falar dos erros é falar a verdade. Se quiser manter contato me chama nas redes sociais da Suno Research (Instagram, Twitter, face)

    • Boa noite Tiago!
      Acredito que a melhor forma de aprender é errando. Parece ser uma frase de efeito mas é o que eu penso. Infelizmente a mídia geralmente apresenta só um lado da moeda, matérias expondo erros de grandes investidores como esta da sua empresa são raras.
      Sim, estou seguindo a Suno nas redes sociais.
      Parabéns pelo trabalho e abraço!

  • Um bom exemplo de conto do vigário é de um certo camarada que tem um site e que vive gritando aos 4 cantos “VIVA AO AMIANTO”, demonstrando estar certo à sardinhada quanto a um determinada empresa.
    Eu só observo…
    Parabéns pela qualidade do post.
    Abraco e sucesso.

  • Ah Uo, esse livro “O mundo assombrado pelos demônios” eu considero um clássico.
    Os demônios que o Sagan se refere são as falsas crenças, as falsas ilusões, as picaretagens do mundo.
    O Sagan era um cientista e amava profundamente a ciência e o pensamento científico. Eu sou fã dele.

    No livro ele aborda coisas como ufologia, videntes, terapias naturais e “holísticas”, astrologia, esse tipo de coisa e vai desmembrando e verificando um a um. Eu acho que todo ser humano deveria ler esse livro, é fantástico.

    P.S.: Belíssimo post Uó, gostei do layout do post, da diagramação, das imagens e também da qualidade do conteúdo. Você está cada dia melhor com isso aqui, em breve o Ábacus vai superar a Enxame de sardinha. Abraço

    • kkk, Exame dos Sardinhas.
      Obrigado pelos elogios e pela indicação do livro. Tô precisando ler mais, fico aqui postando e o tempo passando.
      Valeu, abraço!

  • Meu amigo, HAJA GOLPE!

    Falta ceticismo ao povo brasileiro. Conhecimento. Leitura.
    Um livro espetacular se chama “O mundo assombrado pelos demônios” de Carl Sagan.
    Nesse livro tem um capítulo muito bom que se chama “A sutil arte de detectar mentiras”.

    Ah se todo mundo pudesse ler e entender pelo menos esse capítulo.

    Abraço.

  • Valeu pelo post Uó!!

    Barsi tem seu mérito na história da bolsa e muita gente quer chegar onde ele chegou!

    Porém, isto mostra que todos (grandes e pequenos) fazem mal negócio e embolsam prejuízos!!

    Abraços!

    • Opa Noob!

      Isto que eu tentei deixar claro no post, todo mundo erra, e precisamos criar mecanismos para minimizar as perdas geradas pelos erros. Temos que acertar mais que errar, mas acertar sempre é impossível.

      Abraço!

  • Interessante ver que mesmo investidores experientes, como o Barsi, cometem grandes erros.
    No caso dele, parece que foi envolvido pela promessa dos altos dividendos e esqueceu de olhar perfil da dívida e necessidade de investimentos da Oi.
    Sem dúvida, uma estratégia de gestão de risco mitiga os estragos desses erros que todos cometem ou vão cometer.

    • Foi só o presidente falar que vamos distribuir xxxx em dividendos que ele fisgou a isca. Acreditar em promessas de gestores já se mostrou perigoso, até os experientes como ele são vítimas em potencial.

  • Você me mostrou o gráfico de uma empresa caindo desde 2013. Se não deu tempo de ver que é fria e sair, realmente o Luiz Barsi é um mero sortudo e não investidor.
    Eu acho que o maior erro dele nem será esse e sim Banco do Brasil. Ele idolatra o Banco do Brasil, mas essa empresa é a próxima Petrobras. Com patrimônio de quase 500 bilhões a mais que o Itaú, possui lucro quase 50% menor que o Itau. Não entendo de onde ele tirou que BB é bom investimento. E a horda de sardinha segue ele com o fanatismo de sempre.

    • Investir em empresa que o governo é sócio sempre é um perigo, nesta mesma reportagem, ele cita que se arrependeu de comprar Itaú. Mas comprou BB, acho que ele gosta mesmo é de empresa que distribui mais dividendos, mas é questionável.

  • Excelente! Tem três questões que queria comentar.
    1) Investidores com grande volume propagandeando dividendos para pequenos investidores como se isso fosse uma saída viável. Isso não é viável na prática para a maioria dos investidores.
    2) Empresas que reinvestem (bem) os ganhos em vez de pagarem altas dividendos, se tornam melhores, podendo até chegar a dominar o mercado e quebrarem concorrentes.
    3) Investir em empresas ruins (como a Oi, que já era ruim a 2, 3 ou 4 anos atrás) se não for por pura especulação, é um péssimo negócio. As vezes um investidor bom e experiente como o Barsi cai nesse conto, exatamente como vc falou. Onde já se viu investir em empresa horrível como a Oi? 10% de nada é nada! KKK

    • O mais estranho sobre este caso da Oi do Barsi foi ele ver a deterioração acontecendo trimestre após trimestre e ter segurado o papel. Ainda está segurando, será que acredita mesmo em melhora ou virou torcedor?
      Realmente viver de dividendos neste nosso Brasil tá difícil para nós pequenos investidores.

  • Excelente, Uó/Alexandre!

    É preciso ter astúcia não para cometer atos errados, mas justamente para identificá-los a fim de se abster. Suas amostras são importantíssimas para nos alertar dos perigos.

    Abraço!

    • Opa Anderson!

      A melhor forma de aprendizado é através dos nossos erros, e vendo os erros das outras pessoas também ajuda muito.

      Abraço!

  • Ótimo artigo UÓ.
    Já me enviaram um link do site da Visa para mim, o site era idêntico, só com endereço diferente. Digitei meus dados errados, cpf, etc, e me davam uma mensagem de “cadastrado com sucesso” na promoção que a Visa estava fazendo. Claro que eu sabia que tratava de um golpe. Fiz esse cadastro para ver o nível de safadeza deles. Sempre é bom olhar o endereço de um site.

    Abraços.

    • Fala Cowboy!
      Uma vez entrou um vírus aqui no modem acredita? Ele simulava o site do Bradesco. Foi preciso alterar a senha do modem e dar um reset. Tem todo tipo de golpe hoje em dia.
      Abraço!

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