Carta Mensal aos Cotistas (Julho/2019)

Esta é a compilação dos índices econômicos em julho de 2019: A SELIC fechou o mês com rendimento de 0,57%. O CDI fechou o mês com rendimento de 0,57%. O CDB fechou o mês com rendimento de 0,46%. A poupança antiga teve rendimento de 0,50% e a poupança nova teve rendimento de 0,37%. O IBOV fechou com alta de 0,84% enquanto o IFIX teve alta de 1,27%. O Dólar americano Ptax caiu -1,76%. O ouro B3 teve alta de 2,59%. O IGP-M registrou inflação de 0,4%.

Julho foi o mês em que a bolsa brasileira atingiu seu maior nível histórico sendo negociada acima dos 106 mil pontos no dia 10 de julho. O evento catalisador deste patamar histórico foi a a aprovação do texto-base da reforma da Previdência no plenário da Câmara de Deputados. Após muita conversa entre líderes partidários, a proposta foi aprovada em 1º turno no placar de 379 favoráveis a 131 votos contra. Eram necessários 308 votos para a aprovação.

Depois de bater os 106 mil pontos no calor da primeira rodada de votações da reforma da Previdência na Câmara, o Ibovespa iniciou um movimento de realização, mas ainda assim fechou julho no campo positivo, com alta de 0,84%. Melhor desempenho tiveram o índice do setor imobiliário (8,61%) e o de “small caps” (6,75%). O ouro foi destaque na B3, com valorização de 2,59%, enquanto dólar e euro perderam 0,55% e 3,85%, respectivamente, em relação ao real.

Analistas mantêm perspectivas positivas para os ativos locais, em especial para a renda variável. Os juros mais baixos com o corte da Selic de 6,5% para 6% ao ano pelo Copom é um dos gatilhos. O discurso do presidente do Federal Reserve aparentemente mais duro em relação ao ciclo de afrouxamento monetário nos EUA não deve a atrapalhar, pois a avaliação é que a economia brasileira pode assumir rota contrária à global.

Analistas destacam também o tamanho das ofertas secundárias, os ‘follow on’ vindo a mercado em julho sem que a bolsa tenha caído significativamente. Isto demonstra que os investidores conseguiram absorver uma quantidade grande de papéis, o que é um ótimo sinal no sentido que tem dinheiro novo entrando no mercado. Lembrando que a alocação brasileira em ações é ainda muito baixa. São apenas 7% de fundos de ações, e se juntar multimercados são 11%.

Os comentários do presidente do Federal Reserve ontem, após o corte no juro básico dos Estados Unidos, trouxe grande volatilidade ao último pregão de julho. O Fed promoveu um corte de 0,25 pontos na taxa básica. O que surpreendeu foi a entrevista coletiva, onde o presidente do Fed disse que a ação desta quarta-feira não é o começo de um longo ciclo de cortes de juros, mas um “ajuste de meio de ciclo”.

A perspectiva para a economia dos Estados Unidos permanece favorável e o corte de juros tem caráter preventivo, disse Powell, que não descartou, por outro lado, a possibilidade de um novo corte de juros em setembro. Segundo analistas, a forte volatilidade que se seguiu pode ser creditada a problemas de comunicação por parte de Powell e de outros dirigentes da instituição.

“Eles deixaram os investidores acreditarem em um afrouxamento mais intenso e o mercado foi surpreendido com a indicação de que não vai haver ciclo de cortes”, disse um analista.

Para fechar a agenda econômica de julho, o Copom cortou a taxa básica de juros, de 6,5% ao ano para 6%. Com o corte, o colegiado retoma o processo de queda da Selic, interrompido no primeiro semestre do ano passado. A decisão veio em linha com a expectativa dos economistas de mercado.

Para a autoridade monetária, o corte “é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária”. O Copom fez uma leitura mais positiva dos núcleos de inflação e vê sinais de retomada da economia nos indicadores de atividade.

O Copom reconheceu, no comunicado, um avanço com a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno no Congresso (embora não tenham citado explicitamente esse evento), mas enfatizou a necessidade de continuidade do processo de reformas econômicas.

“O Copom reconhece que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que a continuidade desse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural da economia. O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes”.

Para André Perfeito, economista-chefe da corretora Necton, “Sobrou para o Banco Central fazer o trabalho que seria do Ministério da Economia e tentar estimular, no curto prazo, o crescimento econômico. Muito provavelmente a queda dos juros por si só não vai incentivar a economia, mas trará efeitos benignos para a inflação de ativos, notadamente a bolsa de valores e títulos públicos”. Confira os principais índices econômicos no mês de julho…

indicadores financeiros julho 2019

Estes dados são compilados pelo site Valor e podem ser encontrados sempre atualizados nesta página

Carta Mensal aos Cotistas

Compartilho agora os vídeos e podcasts que mais gostei neste mês de julho.

Luis Stuhlberger (Verde Asset): As Visões de um dos Maiores Gestores do País

Luis Stuhlberger, gestor do Verde, um dos principais fundos multimercado do Brasil, traz para a Expert XP 2019 suas visões sobre o mercado e o cenário atual de investimentos no Brasil. Em conversa com Luiz Parreiras, estrategista da Verde Asset, Stuhlberger fala sobre oportunidades, conta um pouco sobre sua trajetória e como se tornou um dos maiores gestores do País.

Luis Stuhlberger, CEO e CIO do Verde Asset Management, conta os desafios, visões e experiências de um dos maiores gestores financeiros do Brasil.

Jakurski (JGP), Appel (Adam), Xavier (SPX) e Beny (XP): Bolsa Ainda Deve Subir Mais

Mais uma mostra da mudança que os juros baixos estão provocando no mercado financeiro. Apesar de a bolsa ter subido 15% no ano, alguns dos gestores de fundos mais bem-sucedidos do país acreditam que há mais por vir. Num painel no evento Expert XP 2019, André Jakurski, fundador da JGP, e Márcio Appel, fundador da Adam, afirmaram que o “preço justo” do Ibovespa é ao redor de 115 mil pontos. Rogério Xavier, fundador da SPX, não arriscou uma previsão numérica, mas concordou que as perspectivas são positivas.

Grandes gestores brasileiros comentam as oportunidades de investimentos no novo momento brasileiro. Para eles, mesmo acima dos 100 mil pontos a bolsa tem espaço para subir mais.

André Jakurski: o Maior Trader do País

Além de ser um dos maiores investidores do país, André Jakurski, fundador da gestora JGP e do banco Pactual, é também um dos pouquíssimos que conseguem ganhar dinheiro como trader, ano após ano. Ao longo da carreira, Jakurski combinou essas operações de curto prazo com investimentos mais longos, feitos em cima de análises de cenário, para contabilizar resultados invejáveis. O gestor conta como fez alguns de seus grandes investimentos nesta edição especial do podcast Stock Pickers, gravada durante a Expert 2019.

Entrevistado numa edição especial do podcast Stock Pickers, gravada durante a Expert 2019, Jakurski também contou como reage a erros

Luiz Alves e Henrique Bredda Contam a História da Alaska Asset

Não é todo dia que Luiz Alves Paes de Barros, uma das figuras mais lendárias do mercado acionário brasileiro e o homem por trás da Alaska Asset, decide compartilhar suas estratégias de investimento, perspectivas para a indústria de fundos e, ainda, contar a história por trás da criação da gestora. A gestora de Luiz Alves é responsável por um dos fundos de ações com melhor desempenho do mercado. Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, entrevista Luiz Alves e seu sócio Henrique Bredda, que contam como montaram sua conhecida posição em Magazine Luiza, papel que gerou ganhos relevantes para a Alaska.

 

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