Carta Mensal aos Cotistas (Novembro/2018)

Esta é a compilação dos indicadores econômicos em novembro de 2018: A SELIC fechou o mês com rendimento de 0,49%. O CDI fechou o mês com rendimento de 0,49%. O CDB fechou o mês com rendimento de 0,51%. A poupança antiga teve rendimento de 0,50% e a poupança nova teve rendimento de 0,37%. O IBOV fechou com alta de 2,38% enquanto o IFIX teve alta de 2,59%. O Dólar americano Ptax teve alta de 3,92% enquanto o Euro apresentou alta de 3,96%. O ouro subiu 3,23%. O IGP-M registrou deflação de -0,49%.

No último pregão de novembro, o Ibovespa até ameaçou um fechamento em 90 mil pontos, nível que rompeu na máxima do dia, mas acabou voltando a se acomodar na faixa dos 89 mil pontos no final do dia. Após ajustes, o índice caiu 0,23%, aos 89.504 pontos. O índice só renovou a máxima histórica no intradia, em 90.246 pontos. O giro foi bastante intenso, ganhando corpo nos minutos finais do pregão, em linha com o fechamento das carteiras no mês.

O mercado está mais confiante depois que o exterior ajudou a aliviar a pressão na leitura de risco para emergentes e esse ambiente pode levar o índice a encerrar o ano próximo de 95 mil pontos. Os agentes ainda mantém dois pontos de atenção: a reforma da Previdência e o ambiente internacional. Embora ambos concentrem hoje apostas mais otimistas, ainda são pontos de dúvida para os investidores no geral que serão sanadas apenas em 2019.

A vitória de Bolsonaro, de fato, aumentou as expectativas dos agentes econômicos em relação à economia. Por enquanto o que existem são apenas expectativas, mas elas estão elevadas, tanto no lado dos consumidores quanto no lado dos empresários. Geralmente ocorre um certo defasamento entres estas duas expectativas, mas no momento, tanto quem produz quanto quem consome estão alinhados quanto ao sentimento de melhora na economia.

A confiança do consumidor avançou 7,1 pontos em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) passou de 86,1 pontos em outubro para 93,2 pontos em novembro. Com alta de 7,1 pontos, a confiança do consumidor atingiu no mês o maior nível desde julho de 2014, revela a fundação. Após avançar pelo segundo mês consecutivo, o índice acumula uma alta 11,1 pontos no bimestre outubro-novembro, a maior da série histórica iniciada em setembro de 2005.

“Depois de um período de desconfiança, os consumidores voltam a ficar otimistas em relação às perspectivas econômicas do País, às finanças familiares e ao emprego. Mas além de se mostrar ‘esperançoso’ sobre o futuro, os consumidores já se mostram menos insatisfeitos com o presente. O resultado parece ter sido influenciado pela redução das incertezas políticas e o efeito ‘lua-de-mel’ com o novo governo”, avaliou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, em nota oficial.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) alcançou 63,2 pontos este mês, o que representa um aumento de 9,5 pontos em relação a outubro. O resultado de novembro é o maior dos últimos oito anos – desde setembro de 2010, quando ficou em 63,3 pontos. O Icei de novembro também está acima da média histórica, que é de 54,2 pontos. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quanto mais acima dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança dos empresários. O aumento da confiança é generalizado. Empresários da maioria dos setores pesquisados passaram a registrar Icei acima dos 60 pontos, com vários setores registrando variações superiores a 10 pontos.

Para o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a melhora na confiança está relacionada à expectativa de mudança devido ao processo eleitoral: “Conhecidos os resultados das eleições, há expectativas muito positivas em relação às mudanças que virão e às reformas que podem estimular o crescimento econômico e melhorar o ambiente de negócios”, disse Castelo Branco em nota. “Empresários mais confiantes têm mais disposição para investir, tomar riscos, contratar trabalhadores e comprar mais matérias-primas. Isso torna o ambiente mais propício ao crescimento”, acrescentou.

indicadores economicos novembro 2018

Estes dados são compilados pelo portal Valor Data e podem ser encontrados sempre atualizados nesta página.

Taxa SELIC em Novembro de 2018

A taxa SELIC em novembro de 2018 ficou em 0,49%. Nos últimos 12 meses, o acumulado da taxa SELIC é de 6,48%. Em 2018, o acumulado é de 5,91%.

CDI em Novembro de 2018

O CDI em novembro de 2018 ficou em 0,49%. Nos últimos 12 meses, o acumulado do CDI é de 6,47%. Em 2018, o acumulado é de 5,9%.

CDB em Novembro de 2018

O CDB em novembro de 2018 ficou em 0,51%. Nos últimos 12 meses, o acumulado do CDB é de 6,17%. Em 2018, o acumulado é de 5,64%.

Poupança em Novembro de 2018

O rendimento da poupança antiga em novembro de 2018 foi de 0,50%. A poupança nova rendeu 0,37%. Nos últimos 12 meses, o acumulado da poupança antiga é de 6,17% e da nova foi de 4,68%. Em 2018, o acumulado da poupança antiga é de 5,64% e o da nova de 4,24%.

IBovespa em Novembro de 2018

O IBovespa fechou novembro de 2018 aos 89.504 pontos, registrando alta de 2,38%. Nos últimos 12 meses, o acumulado do índice é de 24,36%. No ano, o índice sobe 17,15%.

ibov novembro 2018

Gráfico IBovespa 

IFIX em Novembro de 2018

O IFIX fechou novembro de 2018 aos 2.300 pontos, registrando alta de 2,59%. Nos últimos 12 meses, o acumulado do índice é de 3,95%. No ano, o índice sobe 3,32%.

ifix novembro 2018

Gráfico IFIX

Dólar em Novembro de 2018

O Dólar Ptax (BC) subiu 3,92% em novembro de 2018 acumulando alta de 18,45% nos últimos 12 meses. O Dólar Comercial (mercado) subiu 3,64% acumulando alta de 17,96% nos últimos 12 meses. No ano, o Dólar tem alta de 16,79%.

dolar novembro 2018

Gráfico Dólar

Ouro em Novembro de 2018

O ouro fechou novembro de 2018 com alta 3,23%. Nos últimos 12 meses, o acumulado do ouro é de 14,17%. No ano, o ouro sobe 11,38%.

IGP-M em Novembro 2018

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para correção de contrato de aluguel residencial, registrou queda de 0,49% em novembro. Apesar da deflação em novembro, o índice ainda acumular alta de 8,71% no ano e de 9,68% em 12 meses, bem acima da inflação oficial.

Carta Mensal aos Cotistas

“Estamos diante de um tsunami vindo em nossa direção. A água já recuou. Agora nós temos de sair correndo, mas muito rápido, para ir para o ponto mais alto da montanha e tentar rezar para que essa água toda não nos pegue.”

Esse é um bom resumo da palestra do fundador da SPX Capital, Rogério Xavier, durante Fórum de Gestores organizado pelo Itaú. O tsunami vem do mercado externo, onde a mudança na política monetária dos países desenvolvidos, notadamente nos EUA, vai promover uma realocação global de ativos, e os emergentes, Brasil incluso, serão afetados.

“Para emergentes e Brasil, quanto melhor a gente for, menos a gente vai sofrer. Não vamos nos beneficiar de cenário externo adverso, mas se a gente fizer o dever de casa, como Coreia do Sul e Colômbia, sofreremos menos. Mas que vamos sofrer não há dúvida”, disse.

Sobre o mercado local, Xavier disse estar “relativamente otimista” com a agenda que está sendo proposta pelo novo governo, mas tem grande dúvida sobre sua implementação e execução. A agenda de cunho liberal agrada muito e caso se consiga avançar nas ideias, o país pode passar por um processo de transformação. Isso deixaria a “corrida para cima da montanha” mais rápida, tirando um lastro gigantesco das nossas costas.

No lado político, o gestor avalia que a composição do Congresso continua favorável à aprovação de medidas. A dúvida é sobre como será a negociação com o Congresso. Bem ou mal tinha uma negociação que funcionava, até por compra de deputado (algo que depois deixou de funcionar), mas agora não se sabe como será essa nova maneira de fazer política, sem o “toma lá, dá cá” dos últimos anos.

No lado fiscal, Xavier acredita que a aprovação do projeto de cessão onerosa da Petrobras pode resultar em um superávit primário (receitas menos despesas do governo sem considerar gastos com juros) em 2019. Também se prevê um aumento de receitas do governo e recursos provenientes de privatizações e devolução dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

4 comentários em “Carta Mensal aos Cotistas (Novembro/2018)

  1. Diário de um Poupador Responder

    Show de Bola, esse post sempre com muitas informações importantíssimas, é quase que um jornal! Parabéns! Deus te abençoe, continue com esse ótimo trabalho.

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