Brasileirão Histórico

Ontem (02/12/2018), o Palmeiras recebeu o troféu de campeão brasileiro 2018 do presidente eleito Jair Bolsonaro. A presença do político no jogo da entrega da taça ao Palmeiras, que terminou com vitória por 3 a 2 sobre o Vitória, extrapolou o protocolo inicial previsto pelos organizadores. Ao participar da cerimônia a convite da CBF, entregar as medalhas aos jogadores, erguer o troféu e até dar a volta olímpica com o time, Bolsonaro foi aplaudido pela maioria dos 41 mil presentes ao Allianz Parque.

Jair Bolsonaro chegou à arena do Palmeiras pouco antes das 15h, cercado por assessores e forte esquema de segurança, para assistir ao jogo do Palmeiras contra o já rebaixado Vitória. A princípio, Bolsonaro apenas acompanharia o jogo do camarote da presidência. Mas no final do jogo, desceu ao gramado para fazer parte da festa. Bolsonaro ainda ajudou a erguer a taça ao lado do capitão Bruno Henrique.

Com uma camisa do Palmeiras com o número 10, Bolsonaro foi exaltado pela grande maioria do público. “Mito, mito” foram alguns dos gritos ouvidos enquanto o presidente eleito fazia seu característico gesto de armas com as mãos no palco montado no centro do gramado. Houve também algumas vaias, abafadas pela maior parte dos presentes, e um tímido protesto do lado de fora, com cartazes que mostravam o político vestindo a camisa de vários times diferentes.

bolsonaro brasileirao

O palmeirense e presidente eleito Jair Bolsonaro participou da festa do título brasileiro do Palmeiras, ontem (02/12/2018), no Allianz Parque.

Veja a seguir a classificação final do campeonato brasileiro de 2018:

Posição Time Pontos
Palmeiras 80
Flamengo 72
Internacional 69
Grêmio 66
São Paulo 63
Atlético-MG 59
Atlético-PR 57
Cruzeiro 53
Botafogo 51
10° Santos 50
11° Bahia 48
12° Fluminense 45
13° Corinthians 44
14° Chapecoense 44
15° Ceará 44
16° Vasco 43
17° Sport (rebaixado) 42
18° América-MG (rebaixado) 40
19° Vitória (rebaixado) 37
20° Paraná Clube (rebaixado) 23

História do Brasileirão: Ufania e Integração Nacional

De acordo com matéria publicada no site Trivela, o início da história do Campeonato Brasileiro – O famoso Brasileirão – teve fortes influências políticas. O governo militar tinha a motivação política necessária para promover uma “integração nacional” através do futebol. O contexto da época era de vender o espetáculo do “milagre econômico”, do Plano de Integração Nacional e das obras gigantescas. Daí usar o futebol para divulgar estes programas foi uma estratégia política. O Brasileirão nasceu então como um instrumento para promover o ufanismo e uma imagem de país nacionalmente integrado.

Os primeiros campeonatos regulares que romperam as fronteiras regionais surgiram na década de 1950. A pioneira foi a Taça Brasil, nascida em para indicar o representante brasileiro na Copa dos Campeões das Américas, a futura Libertadores. Um torneio com os campeões estaduais mas longe de representar uma verdadeira integração nacional. Já o Torneio Roberto Gomes Pedrosa tornou-se uma expansão do Torneio Rio-São Paulo. Em sua primeira edição, em 1967, agregou clubes de Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, enquanto no ano seguinte também começou a contar com representantes de Bahia e Pernambuco. Foi o protótipo do Brasileirão.

Apesar da abrangência, o Robertão não era visto como o verdadeiro Campeonato Brasileiro. Os times disputavam até 19 jogos em um intervalo de apenas três meses de competição. Em outubro de 1970, a Revista Placar publicou a matéria intitulada “O Robertão é quase um Campeonato Nacional. O Campeonato Nacional é nossa grande solução”. Nela, os técnicos de alguns dos principais clubes brasileiros reclamam da falta de viabilidade financeira e das viagens desordenadas. Além disso, havia uma discussão latente sobre a falta de abrangência do campeonato, com escolhas sem critérios dos times.

Vários outros elementos além dos campos contribuíram para o surgimento do Brasileirão. Para Daniel de Araújo dos Santos, historiador especializado em futebol e política, o Campeonato Brasileiro foi criado em 1971. A unificação que a CBF promoveu depois é uma aberração, analisa…

“A criação do campeonato faz parte de um processo. Em 1969, a loteria esportiva é lançada pelo governo para promover ideias de otimismo, de ficar rico. Já a Copa de 1970 foi bastante usada por Médici. A partir da conquista, houve uma pressão pela CBD feita pelos meios de comunicação pela criação do Campeonato Brasileiro, especialmente a Placar e os grandes jornais. E isso chegou até o ministro da educação e cultura, Jarbas Passarinho, que apresentou sugestões para mudar as estruturas do esporte.”

Dentro dessa evolução, a conquista do tricampeonato tem um papel fundamental. É neste momento que o regime militar usa de maneira mais aberta os resultados do futebol em sua própria máquina de propaganda. Quem explica é Gerson Wasen Fraga, historiador com doutorado voltado ao estudo do futebol, com vários artigos relacionando esporte e política no período da ditadura…

“Aproveitaram muito mais um elemento novo que foi a vitória na Copa de 1970 do que planejaram o campeonato. Antes da Copa já existia a ideia de que, se o Brasil fosse campeão, isso seria aproveitado. O governo sabia que poderia capitalizar com o futebol, uma percepção muito antiga, anterior à ditadura”.

A Zebrinha do Fantástico: Do Milagre Econômico à Crise do Petróleo

Quem é mais velho como eu deve lembrar da “Zebrinha do Fantástico”. Em tempos do “Milagre Econômico”, os meios de comunicação e a loteria esportiva atuaram em conjunto para que o Brasileirão ganhasse o público, especialmente na década de 1970, quando os estaduais ainda eram unanimidades. A loteria esportiva começou a chamar atenção de quem também não estava tão ligado no futebol. Foi aí que o Fantástico da Rede Globo, em um momento no qual as famílias começavam a ter um acesso maior aos televisores, criou o famoso quadro da durante a veiculação dos gols da rodada.

Desde a criação do Campeonato Brasileiro em 1971, o número de clubes e estados representados na competição só cresceu. Dos 20 times da primeira edição, o torneio passou a contar com 94 times em 1979. Isto fazia parte do processo de integração promovido pelo governo Médici, através do Campeonato Brasileiro. Mas não era apenas com o acréscimo de clubes minúsculos no Brasileirão que o projeto de integração nacional da ditadura se fazia sentir através do futebol.

Como símbolos da força econômica que o governo queria passar, foram construídos grandes estádios em diversas cidades. A maioria com capacidades exageradas. Segundo Gerson Fraga, por meio dos estádios, a grandeza do futebol se alinhava à grandeza do projeto político: eles eram construídos em bolsões do país que não estavam em pleno desenvolvimento, muitos no Norte e no Nordeste. Eram obras gigantescas para dar visibilidade ao governo.

Foram construídos e ampliados consideravelmente 52 estádios significativos durante o período da ditadura militar, 32 deles durante a década de 1970, quando Médici e Geisel conduziram uma política bem mais clara de investimento ao futebol nacional. Em tempos nos quais não havia controle dos gastos públicos, os rombos nos cofres para distribuir agrados políticos não podiam ser medidos.

A partir de 1980, o futebol brasileiro começa a viver um novo momento. A crise econômica faz a fonte de dinheiro secar. Os estádios também deixam de ser construídos. E, com as mudanças políticas vividas na recém-criada CBF, o Campeonato Brasileiro é enxugado. Em 1980, a liga teve 44 times, embora todos os estados continuassem presentes. A crise do petróleo foi o golpe final para derrubar a economia brasileira, e fez a ditadura perder um de seus pilares. Além disso, o custo dos combustíveis subiu rapidamente, encarecendo as viagens.

Dívidas e Receitas dos Times de Futebol

Se a origem do Campeonato Brasileiro na década de 70 teve cunho político, a sua manutenção nos tempos atuais está mais calcada em interesses econômicos do que futebolísticos por assim dizer. Mas isto não é um caso nacional. Os campeonatos de futebol pelo mundo agora, incluindo a Copa do Mundo, são verdadeiras máquinas de gerar dinheiro. Basicamente um sistema muito bem arquitetado com o objetivo de gerar para os dirigentes e outros figurações que atuam nos bastidores. Se você liga a TV ou vai a um estádio pensando que verá um espetáculo esportivo, sinto lhe dizer que está enganado. Nada mais é do que um belo – nem sempre tão belo – espetáculo preparado para tirar do seu bolso seu suado dinheiro sem você perceber.

Para os clubes, o grosso da receita vem da venda dos direitos de transmissão para a TV. Em 2016, a receita gerada pelos direitos de transmissão equivale a 51% do total. Os clubes com maior receita em 2016 foram Flamengo (R$ 510,1 mi), Corinthians (R$ 485,4 mi) e Palmeiras (R$ 468,6 mi). Desses três, o Rubro-Negro é o que tem maior porcentagem de TV, com 58% de participação na receita, contra 47% do Timão e 27% do Verdão. Veja estudo abaixo publicado no site Globo Esporte.

receita de tv clubes de futebol

Receita total dos maiores clubes de futebol brasileiros

A receita de TV aumentou muito, mas a dívida não caiu muito. Há um grande aumento de dívida nos últimos anos. Claramente 2016 foi um ano atípico. O déficit tende a aparecer em 2017. Os dirigentes vão falar que é um ano maravilhoso. Eles estão divulgando um balanço um pouco falso porque tem o adiantamento da cota de TV. Em 2015 teve o Profut e ano passado teve esse adiantamento. A gente só vai saber a real situação financeira em abril de 2018.

dividas dos times de futebol

Dívidas dos maiores clubes de futebol brasileiros

Por mais que alguns clubes consigam chegar em um superávit com a antecipação das luvas dos contratos de televisão e também com a receita de venda de jogadores, essas são fontes que os dirigentes não podem contar a longo prazo. Se você analisar as duas tabelas acima e comprar as receitas com as dívidas, notará que a maioria dos times de futebol continuará no negativo.

Um gráfico que chama a atenção é o de receita de bilheteria dos 20 times com o maior faturamento do futebol brasileiro. O Palmeiras lidera com R$ 30 mi a mais do que o segundo colocado Flamengo. Sem seguida vem São Paulo, Cruzeiro, Atlético e Santos. O que chama atenção é a diferença entre a receita com bilheteria e as dívidas de cada time. Ou seja, os dirigentes terão que rebolar para tornar seus clubes adimplentes, se é que eles tem este objetivo.

bilheteria times de futebol

Bilheteria dos times de futebol

Maior Campeão Nacional

O Flamengo é o dono da marca mais valiosa do futebol brasileiro em 2017. Um estudo realizado pela empresa de consultoria e auditoria BDO destacou que o Rubro-Negro está avaliado em R$ 1,6938 bilhão, seguido por Corinthians, com 1,5935 bilhão e Palmeiras, com 1,1239 bilhão. A avaliação tem 40 indicadores, sendo que os três pilares são: torcida (gama de consumidores), mercado (onde ele está inserido) e receita (tudo o que ele consegue reverter com a sua marca). O patrimônio físico dos clubes não faz parte do estudo.

valor dos times de futebol

Times de futebol mais valiosos

Apesar de Flamengo e Corinthians serem os times maias valiosos atualmente, o maior campeão em termos de Campeonato Brasileiro é o Palmeiras. O Palestra tem 10 títulos de campeão e 3 títulos de vice. É seguido de perto pelo Santos que tem 8 títulos de campeão e 7 títulos de vice. Veja na tabela abaixo os grandes campeões nacionais…

Clube Títulos Vices Edições em que foi campeão Edições em que foi vice
São Paulo Palmeiras 10 3 1960, 1967, 1967, 1969, 1972, 1973, 1993, 1994, 2016 e 2018 1970, 1978, 1997
São Paulo Santos 8 7 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 e 2004 1959, 1966, 1983, 1995, 2003, 2007, 2016
São Paulo Corinthians 7 3 1990, 1998, 1999, 2005, 2011, 2015 e 2017 1976, 1994, 2002
São Paulo São Paulo 6 6 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008 1971, 1973, 1981, 1989, 1990, 2014
Rio de Janeiro Flamengo 6 1 1980, 1982, 1983, 1992, 2009 e 2018 1964
Minas Gerais Cruzeiro 4 5 1966, 2003, 2013 e 2014 1969, 1974, 1975, 1998, 2010
Rio de Janeiro Vasco da Gama 4 4 1974, 1989, 1997 e 2000 1965, 1979, 1984, 2011
Rio de Janeiro Fluminense 4 0 1970, 1984, 2010 e 2012
Rio Grande do Sul Internacional 3 6 1975, 1976 e 1979 1967, 1968,1988, 2005, 2006, 2009
Rio Grande do Sul Grêmio 2 3 1981 e 1996 1982, 2008, 2013
Rio de Janeiro Botafogo 2 3 1968 e 1995 1962, 1972, 1992
Bahia Bahia 2 2 1959 e 1988 1961, 1963
Minas Gerais Atlético Mineiro 1 5 1971 1977, 1980, 1999, 2012, 2015
São Paulo Guarani 1 2 1978 1986, 1987
Paraná Atlético Paranaense 1 1 2001 2004
Paraná Coritiba 1 0 1985
Pernambuco Sport 1 0 1987

Um total de 157 clubes já participaram do Campeonato Brasileiro desde a sua primeira edição, em 1959. O Grêmio, embora tenha sido rebaixado duas vezes, é o clube recordista em participações: 58 no total, o clube gaúcho só não participou das edições de 1962, 1992 e 2005. O Cruzeiro aparece logo em seguida, com um total de 57 participações, além de ser o único que disputou todas as edições no período entre 1966 e 2017 (incluindo as duas edições de 1967 e de 1968).

Outras Estatísticas do Brasileirão

No período entre 1959 e 2016, nenhum jogador atuou mais no Campeonato Brasileiro que Rogério Ceni. Ao todo foram 575 partidas pelo São Paulo entre 1993 e 2015. Em seguida aparece Fábio, com 495 jogos, defendendo o Vasco da Gama entre 2000 e 2004 e o Cruzeiro de 2005 até os dias atuais.

De acordo com um estudo da CIES — Football Observatory, o Campeonato Brasileiro é o que tem menor percentual de jogadores estrangeiros entre as 37 principais ligas de futebol do mundo. Na última edição, 9,4% dos jogadores eram estrangeiros, número que corresponde a 67 (de 711 no total), entre os quais a maioria são de nacionalidade argentina. Desde 2003, é o maior número de jogadores estrangeiros atuando na primeira divisão. Isso se deve principalmente após a CBF aprovar, em 2014, uma norma que permite a inclusão de até 5 jogadores estrangeiros na lista de convocados para cada partida. Anteriormente, era permitido apenas a inclusão de 3.

Atualmente, Roberto Dinamite detém o recorde de maior número de gols no Campeonato Brasileiro, com 190, sendo artilheiro em duas edições (1974 e 1984). Durante a edição de 1989, ele se tornou o primeiro jogador a marcar cem gols. Desde então, quatorze jogadores atingiram essa marca. Na era dos pontos corridos, Fred detém o recorde de maior número de gols, com 152.

Sete jogadores já foram artilheiros por mais de uma vez, sendo que Dadá Maravilha, Túlio, Romário e Fred são os que por mais vezes conquistaram esse título (3 cada), sendo seguidos por Zico, Roberto Dinamite e Washington (2 vezes).

O Santos é o time com o melhor ataque do Campeonato Brasileiro (no período de 1959 a 2016), com 2 052 gols marcados (sendo o dono do melhor ataque em uma única edição: 103 gols em 2004, seguido pelo São Paulo que marcou 2 036 gols. Completando a lista, o Cruzeiro aparece com 2 023 tentos e é o melhor ataque da era dos pontos corridos (856 gols desde 2003).

Fonte

18 comentários em “Brasileirão Histórico

  1. Maria Milede Foschini Responder

    As receitas de 2.016 para 2.018 devem ter tido uma boa alteração! Em favor do meu Decacampeão, claro!!!

  2. Doutor Honorários Responder

    Foi difícil ver esse segundo tempo no domingo, tomar três gols depois de abrir o placar. Eu sou torcedor do Cruzeiro, pentacampeão da Copa do Brasil!

    Aliás, parabéns por mais um excelente texto!

    Mas, sem querer posar de boleiro, futebol é isso: ganhar, perder ou empatar. Ou seja, às vezes o nosso time do coração perde, os amigos que torcem para o time rival zombam do resultado, dos lances, dos gols, e assim por diante. No final, como deve ser pelo menos, todos nós retornamos ao batente na segunda-feira.

    O problema está mesmo fora dos gramados. O esporte e a torcida sempre foram usados para outros objetivos, além do futebol. E a situação dos estádios do Corinthians e do Grêmio representa muito bem o que quero dizer, sobre essa mesma “cultura da corrupção” que empesta todo resto do País, do Congresso à Câmara de Vereadores, do Planalto à Prefeitura, da pequena empresa da esquina à empresa estatal.

    Alguns “saudosistas” pedem a intervenção militar, porém nessa época havia também corrupção.

    A solução infelizmente não é fácil, não é privatizar, não é estatizar, não é a volta de um governo militar, não é votar em tal partido ou em determinado candidato, é mudar essa cultura.

    É uma pena que estou assoberbado de trabalho, preciso voltar a participar da blogosfera.

    Grande abraço!

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Tá sumido mesmo Doutor.
      Confesso que comecei a ver o jogo mas depois que o Cruzeiro mostrou ser superior e fez o primeiro gol desliguei a TV e fui passear com o Uozinho. Fiquei ouvindo os foguetes na rua. Só de noite fiquei sabendo do resultado, kkk.
      Abraço!

  3. Anônimo Responder

    Muito legal seu post. Principalmente pra mim que adoro história e futebol.

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Estes mineiros que torcem pra time paulista, tsc tsc

  4. Cowboy Investidor Responder

    Parabéns UÓ pelo excelente post.

    Morei em BH e vejo que a rivalidade entre Cruzeiro e Atlético é bem grande.
    Cruzeiro o maior de Minas.

    Abraços.

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Aqui é como no Rio Grande do Sul por exemplo, como só tem 2 times de expressão, então tudo acaba polarizado.
      Obrigado e abraço!

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Fala Stifler!

      Corinthians e Grêmio não apresentam receita. Isso se dá por duas razões distintas. No caso do Corinthians, a bilheteria de sua Arena é revertida para um fundo de pagamento do estádio. Enquanto para o Grêmio, uma briga com a construtora OAS impede o repasse do lucro do estádio, fazendo com que o Tricolor tenha receita menor do que na época do Olímpico.

      A questão dos estádios é o grande problema para Corinthians e Grêmio. Para o Corinthians ser dono da Arena, teve que abrir mão das receitas. Ele fatura cerca de R$ 70 mi a R$ 80 mi por ano e esse valor fica retido para o fundo. É um dinheiro que não aparece no balanço.

      O caso do Grêmio é mais grave. Por causa da briga com a OAS, ela não repassa a bilheteria para o Grêmio. No caso do Corinthians não é briga, mas um acordo. É uma briga que acabou fazendo com que o Grêmio faturasse mais com o Olímpico, em questão de bilheteria.

      Fonte

      • Stifler Pobre

        Ahhh entendi, mas o autor poderia mesmo assim publicar, de qualquer forma há uma receita.

        O Allianz Parque eu acho que foi um negócio da China, pois o Palmeiras não gasta nada, sequer uma lâmpada o clube troca, quando joga fora por causa dos shows recebe uma indenização da Construtora além de receber participações dos shows que vai crescendo ao longo dos anos e por fim a Bilheteria do jogo é toda do clube !! A arena do Atlético MG, quer queira ou não, o clube terá gastos, e depois de pronto ainda terá o custo de manutenção, será que a torcida do Atlético consegue ter médias de 25 a 30 mil por jogo?

      • Ábaco Líquido Autor do post

        O Allianz realmente foi interessante para vocês. Sem precedente no Brasil.
        Sobre a Arena do Galo, acho difícil ter público alto em todos os jogos. Vai ter aqueles jogos que falta ingresso e aqueles que sobra cadeira. Não sei como ficaria média, vai depender também do preço do ingresso.
        Abraço!

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Jornalista tem que ser imparcial, kkk
      Abraço!

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