Notícias do petróleo hoje, preço do petróleo, cotação do petróleo, gráfico do petróleo em tempo real, preço do barril de petroleo hoje, petroleo wti, barril petroleo historico, preço do barril de petroleo 2017, ações petrobras, petroleo brent, o que é petroleo, cotação petrobras, e muito mais…

Veja também…

> Mercado Financeiro
> Indicadores Financeiros
> Dólar Hoje
> BitCoin Hoje
> Minério de Ferro Hoje
> Aço Hoje

 

Cotação da Petrobras

Veja abaixo o gráfico de cotação da Petrobras atualizado…
Gráfico fornecido pela TradingView

 

Cotação do Petróleo Brent Futuro

Para entender como é definido o preço do barril de petróleo hoje, lembramos que essa matéria-prima é uma energia fóssil produzida somente por alguns países como Arábia Saudita, Estados-Unidos, Rússia, Irã, Iraque, ou ainda China ou México. Ele é coletado por meio de perfuração e depois entregue, refinado ou não, aos países consumidores, principalmente europeus, americanos e asiáticos, permitindo produzir combustíveis, tal como gasolina ou óleo diesel, depois de refinado e tratado quimicamente. Em função de sua origem e destino final, o petróleo ganha nomes distintos e seu preço também pode variar.

Gráfico fornecido pela TradingView

Nas cotações do petróleo hoje, duas referências sobre tipos do barril são usadas no mercado: WTI e Brent. Há ainda o barril de Dubai, menos conhecido como preço de referência. Este diferencial de preço reflete basicamente as diferenças de qualidade e de custos de refino e transporte do petróleo.

O WTI (West Texas Intermediate) é o petróleo comercializado na Bolsa de Nova York, e se refere ao produto extraído principalmente na região do Golfo do México. Já o Brent é comercializado na Bolsa Londres, tendo como referência tanto o petróleo extraído no Mar do Norte como no Oriente Médio. Por esse motivo, o Brent é referência de valor para a commodity no mercado europeu e o WTI, no mercado americano.

Mas as diferenças vão além da geografia. Há diferenças também no grau de leveza desses petróleos. O WTI é mais leve e, portanto, mais fácil de ser refinado, o que geralmente confere um preço mais alto em relação ao Brent.

Vale a Pena Comprar Ações da Petrobras?

A Petrobras (PETR3 / PETR4) é, com toda certeza, uma das empresas que mais atrai a atenção de investidores e interessados em investir na Bolsa de Valores, e quando o assunto é investimento em ações, é sempre a ação da Petrobras que é a mais lembrada.

Alvo de inúmeras investigações, escândalos de corrupção e com uma gestão que se mostrou ineficiente nos últimos anos, a empresa acabou por enfrentar um cenário adverso, o que levou suas ações, que um dia já valeram mais de R$ 40,00 a custarem cerca de R$ 12,00, tendo atingido um valor próximo a R$ 6,00 no ano passado.

Assim, neste relatório especial, a Suno Research avaliou a Petrobras tentando mostrar se comprar suas ações é interessante para o investidor.

Petróleo WTI

Petróleo WTI é a sigla de West Texas Intermediate. A região do West Texas concentra a exploração de petróleo nos EUA.

  • É negociado em Nova York;
  • Serve de referência para os mercados de derivados dos EUA;
  • Tecnicamente, é um petróleo com grau API entre 38º e 40º e teor de enxofre de 0,3%, cuja cotação diária no mercado spot reflete o preço dos barris entregues em Cushing, Oklahoma, nos EUA;
  • Grau API é uma escala utilizada para medir a densidade relativa de líquidos. A escala API varia inversamente com a densidade relativa, isto é, quanto maior a densidade relativa, menor o grau API.

Petróleo Brent

Petróleo Brent refere-se ao óleo produzido no Mar do Norte (Europa).

  • É negociado em Londres;
  • Serve de referência para os mercados de derivados da Europa e Ásia;
  • Brent era o nome de uma antiga plataforma de petróleo (Brent Spar)da Shell no mar do Norte;
  • Tecnicamente, é uma mistura de petróleos produzidos no mar do Norte, oriundos dos sistemas petrolíferos Brent e Ninian, com grau API de 39,4º e teor de enxofre de 0,34%;
  • A cotação Brent é publicada diariamente pela Platt’s Crude Oil Marketwire, que reflete o preço de cargas físicas do petróleo Brent embarcadas de 7 a 17 dias após a data de fechamento do negócio, no terminal de Sullom Voe, na Inglaterra.

Preço do Petróleo e Outros Combustíveis

É por meio de uma unidade, o barril, que o petróleo bruto é cotado nos mercados financeiros, qualquer seja sua origem. É preciso saber que um barril corresponde a aproximadamente 159 litros. A cotação do barril de petróleo ocorre no mercado internacional 24 horas por dia. Veja abaixo o preço da Gasolina RBOB, o preço do Gasóleo Londres, o preço da Gás Natural e o preço do Petróleo.

Preço do Petróleo Bruto em Dólar Americano

MêsPreçoTaxa de variação
jul 2012103,14-
ago 2012113,349,89%
set 2012113,380,04%
out 2012111,97-1,24%
nov 2012109,71-2,02%
dez 2012109,64-0,06%
jan 2013112,933,00%
fev 2013116,463,13%
mar 2013109,24-6,20%
abr 2013102,88-5,82%
mai 2013103,030,15%
jun 2013103,110,08%
jul 2013107,724,47%
ago 2013110,963,01%
set 2013111,620,59%
out 2013109,48-1,92%
nov 2013108,08-1,28%
dez 2013110,632,36%
jan 2014107,57-2,77%
fev 2014108,811,15%
mar 2014107,41-1,29%
abr 2014107,880,44%
mai 2014109,681,67%
jun 2014111,872,00%
jul 2014106,98-4,37%
ago 2014101,92-4,73%
set 201497,34-4,49%
out 201487,27-10,35%
nov 201478,44-10,12%
dez 201462,16-20,75%
jan 201548,42-22,10%
fev 201557,9319,64%
mar 201555,79-3,69%
abr 201559,396,45%
mai 201564,568,71%
jun 201562,35-3,42%
jul 201555,87-10,39%
ago 201546,99-15,89%
set 201547,230,51%
out 201548,121,88%
nov 201544,42-7,69%
dez 201537,72-15,08%
jan 201630,80-18,35%
fev 201633,207,79%
mar 201639,0717,68%
abr 201642,258,14%
mai 201647,1311,55%
jun 201648,482,86%
jul 201645,07-7,03%
ago 201646,142,37%
set 201646,190,11%
out 201649,737,66%
nov 201646,44-6,62%
dez 201654,0716,43%
jan 201754,891,52%
fev 201755,491,09%
mar 201751,97-6,34%
abr 201753,062,10%
mai 201750,87-4,13%
jun 201746,89-7,82%

Previsões para o Mercado de Energia e Petróleo

De acordo com um relatório recente do CME Group, os mercados de energia estão em sintonia com forças de curto e longo prazos colidindo para criar mais que a usual parcela de incerteza. Durante o curso de 2016, vimos a continuação do ambiente de preços baixos para o petróleo e o gás natural, embora com considerável volatilidade enquanto preços giram em torno de largas faixas de negociação. No longo prazo, digamos de 2017 a 2020, o nosso cenário base envolve uma divergência entre as dinâmicas de preço do petróleo e do gás natural, e uma maior confiança no WTI como a referência global para o petróleo.

barril de petroleo

Crescimento contínuo da produção dos Estados Unidos apesar dos preços menores manterem os preços do petróleo baixos

Quando os preços do petróleo entraram em colapso e caíram pela metade no quarto trimestre de 2015, muitos analistas esperavam uma resposta relativamente rápida de oferta em modelos ensinados em todas as aulas de Microeconomia. Infelizmente, a versão de economia básica não conhece nada sobre dívida, tempo, e fluxo de caixa, entre muitas outras coisas. Muitos poços nos Estados Unidos foram fechados, mas o foco em conseguir mais petróleo de poços mais eficientes tem mantido a produção em alta.

E isto terá que apreciar a diferença entre o fluxo de caixa e os balanços. Os produtores de petróleo, assim como as lojas de conveniência da família, sabem que o dinheiro é rei. É muito fácil incluir itens não monetários como a depreciação, assim como um certo investimento ou custo de capital, nos cálculos da soma de dinheiro exigida na produção de um barril de petróleo.

O que realmente importa ao produtor de petróleo, entretanto, é o atual custo à vista do próximo barril de petróleo, e estes custos à vista podem ser substancialmente menores que os custos aferidos pelos princípios de contabilidade e parecem representar o custo em dólar por barril. Isto significa que, em uma base monetária futura, muitos poços que parecem não lucrativos em uma base contábil ainda são positivos no fluxo de caixa líquido. Então, o produtor mantém-se bombeando – petróleo e dinheiro.

A dívida importa também, porque muitos produtores de petróleo têm um monte delas. Se eles fechassem seus poços, não haveria mais fluxo de petróleo, além de fluxo de caixa e o dinheiro necessário para pagar suas dívidas. Extrair petróleo com perda faz sentido se o produtor pode manter-se no jogo por um prazo maior e evitar a falência.

Aumento da produção do Oriente Médio contribui para um ambiente de preço baixo.

Na maioria, os produtores do Oriente Médio trabalham com custos de margens extremamente baixos. Não há qualquer incentivo para que estes produtores de custo extremamente baixo reduzam a produção de petróleo, enquanto há incentivos de longo prazo para a extração de mais petróleo, incluindo a necessidade de renda, assim como o desejo de colocar mais pressão na concorrência.

E ainda há a dinâmica das políticas do Oriente Médio. O acordo das cinco nações com o Irã sobre a geração de energia nuclear e o surgimento de sanções econômicas seguem conforme o previsto. Isto significa uma maior produção do Irã entrando nos mercados. Além disso, os vários conflitos no Oriente Médio têm uma nova dimensão. O objetivo de várias rebeliões é ter o controle das reservas de petróleo para seus propósitos e não para a capacidade de produção de petróleo, como o Iraque fez quando recuou do Kuwait nos anos 1990.

O resultado líquido é que a política no Oriente Médio, por muito tempo associada com rupturas de abastecimento, contribuem atualmente para uma maior oferta. Certamente, isto pode mudar num instante, mas ignora esta nova realidade à sua própria sorte.

Impacto do El Nino no inverno dos EUA de 2015-2016 poderá reduzir a demanda por gás temporariamente.

O último fator de curto prazo teve impacto no gás natural nos Estados Unidos. Um padrão de clima do El Nino desenvolvido pelo equador no Oceano Pacífico entre março e julho de 2015. Mesmo que o El Nino comece a enfraquecer neste inverno, terá ganhado força suficiente para influenciar a trilha de tempestades dos Estados Unidos com potencial para maior precipitação e clima de inverno mais ameno.

Um inverno mais quente que o normal poderia colocar alguma pressão de baixa temporária sobre os preços do gás, enquanto o gás natural serve tanto como combustível destinado diretamente para o aquecimento de casas, quanto como combustível para a geração de energia.
Sumário de curto-prazo.



O exemplo tem tudo a ver com oferta elevada e menor demanda, mesmo com a queda expressiva nos preços do petróleo no final de 2014. Isso dá suporte ao petróleo ficar em um ambiente de negociação relativamente baixo com pouca probabilidade de um retorno a US$ 100 por barril em um futuro próximo. Nós poderíamos colocar o petróleo WTI na faixa de US$ 35 a US$ 55. Uma baixa para US$20/barril poderia ser desencadeada por uma séria recessão global.

Apesar de nosso pessimismo sobre o lento crescimento global, vemos apenas uma probabilidade de 10% para o desenvolvimento de uma recessão global. E, um retorno de US$100/barril poderia exigir uma larga ruptura de oferta no Oriente Médio ou um retorno de 5% a 10% de crescimento de PIB real na China e outros países emergentes. Nenhuma destas possibilidades parece provável no curto prazo.

A produção de petróleo do Mar do Norte em queda faz do petróleo Brent uma referência menos atraente.

O Mar do Norte é um lugar desafiador para a produção de petróleo. Pergunte a um operador de equipamentos da indústria do petróleo nas águas geladas da Escócia e da Noruega, e ele deverá dizer a você sobre nove meses de inverno e três meses de clima ruim. Isto significa, então, que é um ambiente de preço baixo, onde manutenção e custos de investimento argumentam contra a expansão da produção do Mar do Norte.

E, o mercado do Mar do Norte tem visto a queda na produção por mais de uma década. A baixa na produção associada à probabilidade de aumento das interrupções de produção relacionadas à manutenção sugerem que a base entre o Brent e outros tipos de petróleo irá tornar-se muito mais volátil, e base volátil não é uma prescrição para uma referência de mercado robusta.

Descolamento dos preços do gás natural do petróleo na Europa e Ásia enfraquece ainda mais o Brent no mercado e sugere menores preços de gás natural na região.

No passado, o Brent se beneficiou como uma referência por ser usado para definir preço dos contratos europeus de gás natural de longo prazo. Esta ligação gás-petróleo vem se desfazendo e esta tendência se acelera. A implicação dos preços do gás natural na Europa e Ásia pode, agora, dançar com a própria música, e isso sugere a possibilidade de preços de gás natural menores nesta região, assim como o avanço no enfraquecimento do risco de gestão que usa o Brent como referência.

Potencial para o surgimento da proibição das exportações de petróleo dos EUA pode aumentar o uso do WTI como uma referência global.

De volta aos anos de 1970, os Estados Unidos estavam preocupados que a OPEP tivesse poder sobre a economia norte-americana e, com isso, foi aprovada legislação para a proibição da exportação de petróleo dos EUA. Esta proibição à exportação de petróleo foi marginalizada pelo boom de produção de petróleo. E o caso de permitir as exportações de produtos refinados, mas não do petróleo bruto quando a oferta é abundante, não faz muito sentido agora.

Dito isto, a política de Washington move-se muito lentamente, então uma revisão da proibição das exportações do petróleo provavelmente terá que esperar até depois das eleições presidenciais de 2016. Mesmo assim, no período de 2017 a 2020, uma ligação mais estreita entre o WTI e outros tipos de petróleo produzidos no Oriente Médio e Rússia sugerem um crescimento constante do WTI como a referência global favorita.

Notícias do Petróleo

Reuters – Commodities 

Photo

Oil steady as high U.S. output balances crude stock draw

LONDON Oil prices steadied on Thursday after U.S. data showed a big fall in crude stockpiles but also an increase in production, taking U.S. crude output to its highest in more than two years.

Photo

Brazil farmers run out of space as bumper crops pile up

SORRISO, Brazil At a warehouse in the heart of Brazil's agriculture sector, farmer Rafael Bilibio watches truck after truck line up to unload corn onto the ground outside the huge storage bins.

Photo

Booming thermal coal price on China demand cheers miners

SINGAPORE/SYDNEY Australian thermal coal prices for spot cargoes above $100 a tonne, lifted by reports of strikes and strong Chinese demand, are providing a boost in earnings and share prices for miners like Glencore and Whitehaven Coal.

From leader to loser: Australia risks missing next LNG wave: Russell

LAUNCESTON, Australia Should the arrival of the last major piece of kit in Australia's $180 billion liquefied natural gas (LNG) spree be a cause for celebration or for a wake?

Photo

BHP to spend $2.5 billion on extending life of Chilean copper mine

LONDON Mining major BHP said on Thursday it was spending $2.46 billion to extend the life of the Spence copper mine in northern Chile by more than 50 years, creating up to 5,000 jobs and bringing new output online from 2021.

Photo

Saudi Arabia crude oil exports fall slightly in June: JODI

KHOBAR, Saudi Arabia Saudi Arabia's crude oil exports in June fell slightly to 6.889 million barrels per day (bpd), 35,000 bpd lower than the May level, official data showed.

Photo

U.S. Gulf of Mexico oil, gas lease sale yields $121 million in high bids

WASHINGTON A sale of oil and gas leases in U.S. waters in the Gulf of Mexico generated $121.14 million in high bids for 90 tracts covering 508,096 acres (205,619 hectares), Interior Secretary Ryan Zinke said on Wednesday.

Photo

Buffett's Berkshire Hathaway will not increase its Oncor offer

The energy unit of Warren Buffett's Berkshire Hathaway Inc said on Wednesday it will "stand firm" on its $9 billion offer to acquire 80 percent of Oncor Electric Delivery Company LLC and will not increase its offer.

Zinc rush: China construction spree, alloyed with steel fee hike, diverts money flow

MELBOURNE Chinese traders are diverting money from steel to zinc on the Shanghai Futures Exchange after a hike in trading fees on Monday cut the appeal of steel itself even as booming construction activity fuels demand for steel-making essentials like zinc.

Photo

Petronas 2.0: tougher on costs and more downstream

KUALA LUMPUR When Wan Zulkiflee Wan Ariffin took over as CEO of Malaysian state energy firm Petronas in April 2015, the price of a barrel of Brent crude oil had tumbled to around $55, half the level of the previous year.

  • Thank finance for sharp oil price decline
    on 01/01/1970 at 00:00

    Already, crude oil prices are down by well more than 18% compared to early 2017. Oil production has risen in countries like Libya and Nigeria. Quite naturally, with above 'target' production in Saudi Arabia too, oil supply rose by 720,000 barrels a day across the world including 340,000 barrels a […]

  • Shale producers won OPEC's oil price war
    on 01/01/1970 at 00:00

    Some wars are fought on the sidelines. They too are full of ideas, intrigue and bravado. Some backfire thoroughly. The Saudis took a brunt of it in their war with shale. In the US, after the peak oil production of early seventies, the oil industry went into a limbo. It even looked like the US […]

  • Oil prices gyrate amid geopolitical concerns
    on 01/01/1970 at 00:00

    Well, only three months into the year and so far 3 of our 9 initial predictions for 2017 have already unraveled and the rest are in the process of doing so. keystone pipeline is happening oil prices remain in the $50 range major new pipelines are being built to corner the European energy market […]

  • Effects of massive pipelines on oil prices
    on 01/01/1970 at 00:00

    Decidedly, 2017 will be the year of pipelines. Let's draw a parallel with the internet if we should. This article comes to your computer reliably through a series of pipes that did not exist 20 years ago. In many aspects, today's oil delivery infrastructure is still like the internet of two […]

  • Russian gas pipelines and hacking the elections
    on 01/01/1970 at 00:00

    Russia has been in the news lately, amid allegations that it "hacked the vote". Yes, the very 'vote' that granted ascendancy to Trump as the 45th president of America. What a day January 20 is going to be, so! Many believe that Russia with a volatile, if not belligerent, President aided […]

  • 9 oil price forecasts during Trump presidency
    on 01/01/1970 at 00:00

    We're on a roll when it comes to accurately predicting major geopolitical events and their impact on oil prices. In our article titled Takeover of Oil by Militias" published in 2012, we successfully anticipated that Islamic militants (ISIS) would use oil revenues to fund the formation of […]

  • Trump, Clinton and oil prices
    on 01/01/1970 at 00:00

    The November elections will hoist either Donald Trump or Hillary Clinton into the Presidency. Given that the US is one of the leading producers of oil , what will change with a new President? Well, to answer the question, the shortcut is to look at the 'one' the oil industry favors. Through it […]

  • The downside of low oil prices
    on 01/01/1970 at 00:00

    At first sight it appears that low oil prices are good for society. A low oil price helps us save dollars at the pump, acts as an economic catalyst making exchanges cheaper and thereby stimulating the economy. However, there are downsides as well, often out-of-sight-out-of-mind and we will […]

  • Brexit, the Turkish coup and oil prices
    on 01/01/1970 at 00:00

    We've been hearing a lot about Brexit. What is Brexit, by the way? Well, in June a referendum was held in Britain to decide whether the nation should remain with the European Union or not. The British people embraced uncertainty and voted to 'exit' the European Zone which is termed, Brexit. In a […]



WorldOil

O Que é o Petróleo

O Mercado do Petróleo

Embora o petróleo faça parte do nosso quotidiano, poucas pessoas conhecem realmente sua origem e sua composição. O termo petróleo significa, literalmente, “óleo de pedra”, pode se dizer que é uma rocha em estado líquido. O petróleo é hoje uma das principais fontes de energia do planeta e portanto um agente de importância significativa na economia mundial.

Para que lençóis de petróleo se formem, é preciso que o solo sofra três etapas importantes, a saber:

Acumulação de matérias orgânicas: Embora a maioria das matérias-orgânicas seja reciclada pela natureza, uma pequena parte permanece e se sedimenta. Então, ela é coberta pelos minerais que a rodeiam. Para que esse processo seja possível, a situação geográfica deve ser de um delta ou uma lagoa.

Processo de maturação das matérias orgânicas: Uma vez penetradas no solo, as matérias-orgânicas são cobertas aos poucos com várias camadas de sedimentos. A camada de matérias-orgânicas é então chamada de “rocha fonte”. Sob o efeito da pressão exercida e da mudança de temperatura,ela se transforma em querogênio que vai, por sua vez, sofrer alterações (gêneses) progressivas. Esse querogênio é a matéria de base para a formação do petróleo. Em função da composição e das condições de soterramento das matérias orgânicas, esse processo pode também gerar gás natural. Após vários milhões de anos, os fluídos assim produzidos pelo querogênio se separam enquanto o querogênio permanece no mesmo lugar.

Acumulação dos hidrocarbonetos: A maior parte dos hidrocarbonetos tende a migrar para a superfície devido a sua leveza. Aí, são oxidados ou se degradam naturalmente. Entretanto, uma pequena quantidade desses hidrocarbonetos permanece retida na rocha, em uma parte permeável do solo frequentemente composta de areia. Chama-se tal zona de “rocha reservatório”. Essa rocha, recoberta por uma camada impermeável, impede os hidrocarbonetos de subirem para a superfície.

Uma jazida de petróleo, portanto, é o resultado desse processo em três etapas. Porém, por causa da movimentação permanente das placas tectônicas, não é raro que o petróleo siga viagem por debaixo do solo e se encontre em níveis mais ou menos profundos podendo se tornar gás natural.

Mas todos os petróleos não são idênticos. É o que explica que hoje se diferenciem os petróleos em função de sua origem e sua composição, a saber, a densidade, a fluidez e a quantidade de enxofre que contêm.

Os Choques Petrolíferos e sua Influencia na Evolução dos Preços do Petróleo

Muito se ouve falar de choques petrolíferos como momentos propícios para um súbito disparo dos preços do petróleo. Vários desses choques, de fato, marcaram a história do petróleo, dentre os quais os de 1973 e 1980 que contribuíram para um aumento espetacular das cotações, triplicando até o preço do barril em apenas algumas semanas. Assim, o barril atingiu a marca de USD 40,00 em 1980, antes de oscilar entre 15 e 35 dólares entre 1986 e 1999. A guerra do Golfo, em 1991, provocou uma nova especulação altista das cotações. Porém, a partir daí, o preço do barril continuou em alta com o terceiro choque petrolífero de 2003 e um pico em 145,00 dólares em 2008.

A instabilidade política no Oriente Médio tem causado grande preocupação em relação ao acesso ao petróleo, já que a região é responsável por uma grande quantidade da oferta de petróleo mundial. Em julho de 2008, os preços do petróleo atingiram 145,00 dólares o barril devido às preocupações globais sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão. Uma das principais razões para que os preços do petróleo subissem tão vertiginosamente durante este período de tempo foi devido ao fato de que os fornecedores não foram capazes de convencer os compradores de que seriam capazes de entregar o petróleo corretamente.

Correções Baixistas Frequentes nos Preços do Petróleo, mas Pouco Duráveis

Considerando que a linha de tendência do petróleo bruto em longo prazo é resolutamente altista, essa tendência ampla é pontuada, às vezes, de movimentos baixistas. Foi, por exemplo, o caso entre 2008 e 2009 com uma queda do preço do barril de USD 145 para USD 40.

Mas tal queda deixou lugar muito rapidamente para uma nova alta até USD 100 em 2011. Pois a oferta e a demanda não são os únicos fatores que influenciam a evolução da cotação do petróleo e as decisões políticas também possuem um papel importante nessa definição. É o que explica, entre outros motivos, a queda de 2011 seguidamente ao anúncio da AIE (Agência Internacional de Energia)em fornecer 2 milhões de barris por dia durante um mês.

O efeito de rumores e os diversos conflitos que afetam atualmente os países produtores e os países consumidores têm tendência a fazer com que aumente o preço do barril ou, ao contrário, levá-lo para a baixa. No entanto, a tendência em longo prazo permanece definitivamente altista.

Variações Recentes no Preço do Petróleo

Uma reviravolta aconteceu no mercado internacional de petróleo há dois anos. Depois de atingir um pico de US$ 110, em fevereiro de 2014, o preço do barril brent iniciou um movimento de queda profunda. Um ano depois, o óleo era comercializado pela metade do valor. No início de 2016, os negócios eram fechados a menos de US$ 30 o barril.

Os efeitos de tal variação foram crises em países produtores – em especial Rússia, Irã e Venezuela –, uma situação de pressão sobre a nova modalidade de exploração nos Estados Unidos, a partir de rochas de xisto, cara e agressiva ao meio ambiente.

Guerras, recessões e clima devastadores são os principais fatores externos que podem afetar os preços do petróleo. Em 2005, o furacão Katrina, em Nova Orleans, EUA, interrompeu a produção de petróleo ao longo do golfo da Costa Sul dos Estados Unidos.

Como o fornecimento foi cortado abruptamente e a demanda permaneceu no mesmo preço, o petróleo subiu para mais de US $ 70 por barril em um curto período de tempo. Como os preços na bomba atingiram seu pico, o presidente Bush lançou 30 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), para recuar o valor do petróleo.

Oferta e Demanda de Petróleo

Uma das explicações para esta recente queda nos preços do petróleo é o aumento da oferta e expectativa de diminuição do consumo de forma simultânea, ainda que o petróleo tenha uma demanda pouco elástica.

Pelo lado da oferta, a grande novidade recente foi o aumento da produção nos EUA. Entre 2012 e 2015, o país (maior consumidor e, até então, o maior importador mundial) se tornou o principal produtor de petróleo do mundo, por meio da extração não convencional de óleo nas rochas de xisto. Aumentou sua produção de 10 milhões para surpreendentes 14 milhões de barris por dia, ultrapassando a Rússia e a Arábia Saudita. Esse adicional de quatro milhões de barris equivale ao que Nigéria, Angola e Líbia produzem conjuntamente no mesmo período.

O Iraque também aumentou seus números, mesmo no cenário de queda de preços, atingindo seu recorde: passou de 3,3 milhões de barris diários, em 2014, para 4,3 milhões no final de 2015.

Ao mesmo tempo, a economia chinesa – a segunda maior consumidora de petróleo do mundo – deu sinais de desaceleração. Em maio de 2012, o noticiário internacional mostrava que, pela primeira vez em três anos, a demanda do gigante asiático por petróleo registrava uma queda. Em 2013, houve o menor aumento em duas décadas. Para 2016, a previsão ainda é de que não haja aumento dessa demanda.

produtores de petroleo

Arábia Saudita

Em 2014, uma decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), capitaneada pela Arábia Saudita, acelerou a derrubada dos preços em escala global. Mesmo com a queda vertiginosa do preço do barril e a mudança de status dos EUA, o país optou por aumentar a sua produção. O ato foi recebido com surpresa pela comunidade internacional.

Desde 1973, a posição da OPEP sempre foi a de desacelerar a produção – através de uma política de cotas para cada país-membro – quando surgiam sinais de queda nos preços, de modo a diminuir a oferta e reequilibrar as cotações. A Arábia Saudita resolveu cruzar os braços diante da queda dos preços.

Duas hipóteses ajudam a explicar essa decisão. Na área econômica, seria uma manobra para limitar a expansão do xisto, através de uma concorrência predatória. Com o preço baixo, não há mais estímulo para se produzir a partir do xisto, porque se trata de um investimento caro. Já na área política, a deliberação se relacionaria ao interesse de criar dificuldades ao Irã e à Rússia, em função das disputas geopolíticas travadas pelos dois países frente aos sauditas.

Os custos de produção na Arábia Saudita são relativamente baixos. Isso se deve a poços já antigos e ao fato de a região não demandar muitos investimentos novos em prospecção. O fenômeno coloca o país em vantagem em relação a outros, onde os custos são mais elevados, como Irã, Rússia e Venezuela. Na verdade, a decisão política de Riad estabelece uma quebra do pacto produtivo acertado entre os países da OPEP.

Quem Determina o Preço do Petróleo

Um fator que influencia muito o preço do petróleo são os estoques mundiais. Nos últimos quatro anos eles foram se elevando em decorrência do aumento da produção. Já quando houve a queda mais acentuada dos preços, essas reservas, principalmente dos EUA, cresceram relativamente ainda mais.

Por isso, ao fixar os preços no mercado, os analistas sempre observam o nível de estoque nos Estados Unidos. Geralmente, toda vez que há uma notícia de queda do estoque, o preço aumenta.

Pelo fato de o mercado funcionar com base em expectativa, a tendência é que os preços subam – não se sabe quando, nem se alcançarão novamente o patamar de três dígitos. Os baixos preços inibem investimentos. Como o petróleo é um bem não renovável, a tendência é que, com o passar do tempo, se reduza a reposição das reservas, que vão se esgotando.

OPEP

Em função dos preços baixos e da produção menos dependente da OPEP, é natural que o cartel tenha menor poder de barganha em relação a um passado recente. A participação da Organização na produção mundial, que já foi maior do que 50%, hoje está perto de 30%.

Isso não significa, porém, que a OPEP esteja fadada à irrelevância. Primeiro, porque a produção nos poços tradicionais pode ultrapassar os 50 anos, ao passo que, nos de xisto, dificilmente ultrapassam 10 ou 15 anos – a partir desse ponto, a extração começa a minguar e, em geral, buscam-se outras fontes para se ter novo aumento na produção.

Em segundo lugar, a Organização pode se associar a diversos produtores nas tomadas de decisão. Quando ela se reúne com a Rússia, que é o terceiro maior produtor mundial, ganha uma força, pois a participação da OPEP e de outros países não pertencentes a ela aumenta muito o poder de barganha.

opep

Os preços do petróleo são impulsionados pelas mudanças globais de oferta e procura, juntamente com uma série de outros fatores geopolíticos. A produção mundial de petróleo é controlada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que visa manter um preço estável por barril para o petróleo bruto.

Quem Ganha e Quem Perde?

Os países que geralmente ganham com a queda dos preços do petróleo são os grandes importadores que podem aproveitar para impulsionar seu crescimento econômico.

Mas em linhas gerais, pode-se dizer que o petróleo com preço muito baixo não interessa a quase ninguém. Provoca uma perda de renda e de emprego, de produção enorme nos países produtores em geral. A queda beneficia o consumidor, por exemplo, dos EUA, que tem mais renda para gastar e que usa bastante combustível nos seus carros. Mas o estrago que o preço baixo provocou nas indústrias foi muito intenso.

Entre os países, o caso mais emblemático é o da Venezuela. A expressão “maldição do petróleo”, criada pelo venezuelano Juan Pablo Pérez Alfonso (1903-1979), fundador da OPEP, caracteriza a situação de um país que praticamente só apresenta essa mercadoria em sua pauta de exportações. Outros produtores, como Rússia e México, enfrentam dificuldades econômicas. A crise também chegou a Angola, país membro da OPEP.

Além dos efeitos negativos para os países e seus orçamentos, muitas companhias têm fechado as portas ou reduzido seu tamanho, quando não são engolidas pelas multinacionais. Um relatório da consultoria CreditSights, especializada em analisar dívidas corporativas, apontou que quase metade das empresas norte-americanas no setor de óleo e gás poderá falir até 2017.

No Brasil, a situação não é muito diferente. Os preços baixos impactaram decisivamente no caixa da Petrobras, que também sofreu as consequências da escalada do dólar ante o real. A produção da Petrobras é em reais, mas todos os seus gastos são em dólar.

Xisto e Fraturamento Hidráulico

Xisto é um nome utilizado para identificar rochas sedimentares e muito porosas, ricas em material orgânico e fruto de transformações de resíduos vegetais sofridas durante milhões de anos. Delas é possível extrair gás e petróleo por vias não tradicionais, uma vez que a forma de produção e o próprio reservatório são diferentes.

Em razão da porosidade das rochas, é preciso realizar o fraturamento dessas cavidades com água para que o gás saia, em uma técnica conhecida como fraturamento hidráulico – ou fracking, no termo em inglês. Por estar comprimido, esse gás é de extração complexa e requer alta tecnologia para perfuração, que ocorre, inicialmente, de modo vertical.

Por meio da tubulação, despejam-se grandes quantidades de água e solventes químicos comprimidos, sob alta pressão, o que provoca explosões e fragmentação das rochas. Da mesma forma, são injetadas grandes quantidades de areia a fim de evitar que o terreno ceda.

Segundo ambientalistas, a extração do óleo de xisto, além de provocar grande desperdício de água, pode causar contaminação do solo, de lençóis freáticos, rios e lagos, impactando faunas e floras locais em razão dos produtos químicos utilizados. Adicionalmente, alerta-se para as emissões de gases de enxofre envolvidas no processo e para o risco de combustão espontânea.

Fonte

Fatores que Influenciam os Preços dos Combustíveis

Um estudo publicado no site Nova Cana apontou alguns fatores que devem influenciar os preços dos combustíveis nos próximos anos:

Ampliação da Oferta do Petróleo

No período 2004-2010, a oferta de petróleo no mundo tem se mantido relativamente constante, em um patamar próximo a 80 milhões de barris/dia. No entanto, as sucessivas inovações nos processos de prospecção e produção estão possibilitando a identificação de novos e mais profundos reservatórios de petróleo e gás natural no Brasil, no Golfo do México e na Costa da Guiné.

A oferta potencial de petróleo também tem aumentado por crescimento de reservas, seja por uma revisão do método utilizado em estimativas anteriores, seja por se haverem subestimado os recursos iniciais existentes na jazida. A terceira forma de crescimento das reservas é por meio do avanço tecnológico no processo de recuperação do petróleo existente, hoje limitado a cerca de 35% do volume presente nos campos.

Fontes de mercado hoje estimam ser necessário um adicional de produção de 9 bilhões de barris/ano para atender à expansão de demanda até 2020. O consumo de derivados médios (como diesel) e leves (como gasolina) tem aumentado recentemente, enquanto se reduz o consumo de derivados pesados (como óleo combustível).

No entanto, o crescimento futuro da demanda tende a ser atendido, gradualmente, por volumes crescentes de petróleo pesado (como as areias petrolíferas do Canadá e o petróleo extrapesado da Venezuela, além de campos de petróleo pesado em países do Oriente Médio), tornando necessário o aumento da capacidade de conversão nas refinarias, condição técnica para ampliar a oferta de derivados leves, com maior valorização no mercado.

Ampliação da Capacidade Produtiva de Etanol

O consumo de etanol como combustível automotivo vem se ampliando desde a década de 1980 a uma taxa de 5,6% ao ano no Brasil e de 13,4% ao ano nos Estados Unidos. Novos processos de produção de etanol, no entanto, deverão se tornar comercialmente viáveis, gerando ganhos substanciais de retorno energético e reduzindo a pegada de carbono da produção de biocombustíveis.

Estima-se que o potencial produtivo do etanol de celulose dos EUA corresponda a 11 milhões de barris de petróleo equivalentes (boe) por dia, o equivalente a cerca de 60% do consumo atual de petróleo daquele país. No entanto, apesar dos incentivos substanciais, os investimentos não estão seguindo o ritmo previsto pelos planos e mandatos fixados pelo Energy Independence Security Act de 2007. Embora os mandatos sejam direcionadores dos investimentos e promovam o financiamento por garantir a venda do produto, com a crise de 2008, os fundos disponíveis para energia limpa foram orientados para projetos de energia eólica e solar, que dispunham de maior apoio por parte do governo dos EUA.

Esse atraso levou a EPA (Agência de Proteção Ambiental do governo dos Estados Unidos) a reduzir o volume do mandato estabelecido para 2010 e 2011 para 1,72 e 1,74 milhão de litros de etanol de celulose. O cronograma original fixa, para 2022, o mandato de 4,3 bilhões de litros de etanol de celulose. Mandatos envolvendo a oferta de etanol de celulose exigem que as empresas distribuidoras misturem volumes determinados do produto à gasolina. Uma penalidade incide sobre as empresas de petróleo caso a oferta de etanol de celulose não atenda ao volume previsto no mandato, levando-as a financiar a construção de plantas de etanol de celulose.

Os EUA atualmente lideram a pesquisa e desenvolvimento comercial de tais processos, mas, à medida que a produção em larga escala se mostrar comercialmente viável, o etanol de segunda geração tem o potencial de se tornar um dos principais componentes da matriz energética em nível mundial, sendo objeto de investimento nos grandes países produtores de etanol, como Brasil, China e Índia.

Políticas de Subsídios à Produção de Etanol

Em alguns países, os subsídios à produção de etanol têm funcionado como garantia de competitividade em face da gasolina e do etanol importados. Com a implantação de mandatos que fixam a proporção de mistura na gasolina, há uma garantia de mercado e os subsídios ficam caracterizados como apoio às condições locais de produção e barreira adicional ao etanol importado.

Nos Estados Unidos, um conjunto de subsídios federais e estaduais fornece incentivos ao longo da cadeia de valor do etanol. Além disso, uma tarifa de importação de US$ 0,14/litro também contribui para garantir a competitividade do etanol de milho em face do produto importado. A política de subsídios ao etanol teve início na década de 1970, e hoje estima-se que, graças a isso, o etanol produzido nos EUA seja, em média, 30% mais barato. Entretanto, diante da frágil situação econômica e fiscal dos EUA, bem como ao crescente reconhecimento político de que o etanol importado será necessário para atender à demanda futura, muitos acreditam que a tendência durante a próxima década envolverá a gradual redução dos subsídios.

De modo abrangente, a política comercial da União Europeia restringe a importação de biocombustíveis com uma tarifa de proteção ao etanol de 45% ad valorem (conforme o valor). Ao mesmo tempo, em 2008, por falta de matéria-prima, utilizou-se apenas 44% da capacidade de produção de etanol da União Europeia (de 5 milhões de toneladas). Isenções a impostos especiais de consumo, estimados em cerca de € 2,8 bi em 2008, contemplam o etanol produzido em vários países-membros.

Além disso, a União Europeia concede subsídios a investimentos em capacidade de produção que incluem tecnologias para a fabricação de etanol de segunda geração. Entretanto, a produção na região é incipiente em comparação com os grandes produtores, nos quais a sua política de subsídios tem relativamente menor impacto no mercado internacional.

precos dos combustiveis

Medidas de Eficiência e Substituição Energética

A intensidade energética vem se reduzindo em razão de melhorias na eficiência da energia, substituição de combustíveis e mudanças em indústrias intensivas. A necessidade de ganhos de eficiência energética conjuga-se com os objetivos de segurança energética e de redução das emissões, gerando incentivos para a substituição de fontes de energia.

Essa redução é diferenciada em cada país em função da estrutura econômica, da aplicação de medidas de eficiência energética, bem como de diversos fatores exógenos que incluem desde o modelo de urbanização (distância entre moradia e trabalho) e clima (necessidade ou não de climatização) até estrutura de produção (existência ou não de empresas intensivas em energia). Estima-se que diferenças na estrutura de produção respondam por quase 50% da variação de intensidade energética industrial entre países.

O preço dos combustíveis e a tributação têm efeito negativo sobre a intensidade energética. Isso explica a intensidade mais elevada nos Estados Unidos, bem como em países que subsidiam os combustíveis e em países produtores de petróleo. Também explica a menor intensidade demandada por economias com elevada tributação do consumo, como na União Europeia.

No setor de transportes, a necessidade de ganhos de eficiência energética conjuga-se com os objetivos de segurança energética e de redução das emissões, gerando incentivos substanciais não somente à adoção de medidas de eficiência e tecnologias de redução do consumo, como também à substituição de fontes de energia. Dentre estas, as principais são o carro elétrico híbrido de tomada (PHEV), o etanol e o biodiesel.

Política de preços da Petrobras

A Petrobras tem praticado uma política de estabilização real dos preços internos dos derivados de petróleo, não repassando variações consideradas transientes e reduzindo efetivamente a exposição da economia nacional a choques nos preços internacionais do petróleo.

Essa política se evidencia em momentos de elevação rápida dos preços, como ocorreu em diversos momentos da década passada. É possível observar que o preço da gasolina nos Estados Unidos – país que não pratica o controle de preço – segue trajetória aproximadamente paralela à dos preços internacionais da matéria-prima, elevando-se em períodos de crise, enquanto o preço observado no Brasil permanece relativamente estável.

O nível de descolamento dos preços internos dos derivados do petróleo tem implicações significativas sobre os mercados energéticos nacionais, de forma que a trajetória futura dos preços do petróleo e derivados para o mercado brasileiro depende criticamente das premissas adotadas sobre o comportamento da Petrobras. Este comportamento é desvinculado dos preços internacionais (em função da viabilidade política e financeira de continuar assumindo esses custos), mas também é influenciado por outras considerações, como o papel da estabilização de preços no esquema mais amplo das políticas econômicas do governo.

Embora tal regra de decisão tenha sido mantida ao longo das condições bastante diversas que o mercado enfrentou ao longo na última década, muitos acreditam que a longo prazo tal política não é sustentável e deverá ser relaxada gradualmente mais cedo ou mais tarde.

A política de preços da Petrobras tem impactos substanciais também sobre o mercado de etanol. Sendo o Brasil um mercado relativamente fechado no que se refere ao álcool, os produtores de etanol dispõem não somente da opção de produzir açúcar, como também de priorizar o mercado externo de etanol em relação ao nacional, em função do diferencial entre as cotações interna e internacional do produto.

Cenário Cambial

A manutenção do dólar como moeda franca do comércio internacional vem se mostrando crescentemente frágil, em função da deterioração dos fatores que garantiram a ascensão e manutenção da moeda ao status de reserva de valor ao longo do século XX. Acredita-se que a perda de valor do dólar responda por uma fração dos aumentos de preços de commodities no mercado internacional, incluindo-se aí o petróleo.

Neste estudo, os preços estão denominados em valores constantes de 2010, sendo possível abstrair da análise os efeitos inflacionários. Entretanto, a evolução do mercado brasileiro de combustíveis é prejudicada no comportamento do real vis-à-vis a moeda americana, que deve ser considerada como um driver à parte, possuidor de particular relevância nesse mercado.

Embora a perda de valor do dólar no âmbito mundial, junto da evolução da economia brasileira, tenha se refletido em uma tendência geral de valorização do real desde o pico histórico de 2002 (interrompida esporadicamente por choques de confiança – tais como, ironicamente, a própria crise financeira, originada nos EUA), a estrutura de demanda pela moeda brasileira ainda tem fragilidades e é excessivamente exposta a incertezas e a especulações.

Ademais, há correntes segundo as quais o presente patamar de valor do real é incompatível com o nível de exportações desejável para um crescimento econômico robusto a longo prazo, sendo necessário um ajuste cambial. Desta forma, o cenário que se apresenta para a próxima década é de incerteza e potencial volatilidade.

suno research recomendação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.