Petróleo Hoje

Notícias do petróleo hoje, preço do petróleo e gráfico do petróleo em tempo real.

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Petróleo Hoje (11/01/2016 12:22) – Reuters:  Os preços do petróleo sobem pela primeira vez em três dias nesta quarta-feira, após notícias de cortes na oferta saudita para a Ásia, mas a dúvida sobre as reduções da produção e os sinais de remessas crescentes de outros produtores limitaram os ganhos.

“Poucos imaginam que o petróleo Brent a um preço inferior a US $ 50 por barril é um preço viável (no primeiro semestre de 2017) em meio a cortes na produção da OPEP que apertam o mercado”, disse Bjarne Schieldrop, estrategista de commodities da SEB.

A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, disse a alguns de seus clientes asiáticos que reduziria seu suprimento bruto em fevereiro. Mas ainda há muito petróleo para preencher as lacunas deixadas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A perfuração norte-americana está em alta, enquanto os comerciantes europeus e chineses estão enviando um recorde de 22 milhões de barris de petróleo do Mar do Norte e do Azerbaijão para a Ásia este mês.

Ainda há dúvida entre muitos observadores do mercado sobre se os cortes planejados serão suficientes para reequilibrar um mercado que tem sido excedido nos últimos dois anos. “Os comerciantes continuaram se preocupando com o aumento da oferta dos EUA eo cumprimento pela OPEP de cortes de produção acordados”.

A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) disse na terça-feira que a produção de crude nos Estados Unidos este ano aumentaria em 110 mil barris por dia para 9 milhões de bpd.

Petróleo Hoje (21/12/2016 08:30) – Reuters:  Os preços do petróleo subiram ontem devido às expectativas de um levantamento de estoques de petróleo bruto dos EUA, embora a atividade de negociação tenha diminuído à medida que os mercados começam a cair antes do fim de semana de Natal.

Os futuros de petróleo bruto do WEST (West Texas Intermediate, EUA), negociados a US $ 53,73 por barril às 0756 GMT, subiram 43 centavos, ou 0,81% de seu último pagamento. Os futuros Brent de petróleo bruto Bruto LCOc1 estavam em US $ 55,59 o barril, subindo 44 centavos, ou 0,79 por cento.

Os comerciantes disseram que os preços mais altos foram em grande parte devido a uma redução esperada nos estoques de petróleo bruto dos EUA. Jeffrey Halley, analista dos futuros OANDA em Cingapura disse que os estoques de petróleo dos EUA deveriam cair em 2.563 milhões de barris.

No próximo ano, o banco francês Societe Generale afirmou em seu relatório de dezembro que o acordo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros produtores de petróleo como a Rússia reduziu a produção em quase 1,8 milhão de barris por dia. A partir de janeiro de 2017 “deve empurrar os preços do petróleo bruto da faixa de US $ 40-50 em 2016 para a faixa de US $ 50-60 em 2017.”

As expectativas relativamente baixas dos preços para 2017 vêm porque os mercados de óleo devem permanecer bem fornecidos apesar dos cortes de saída previstos. A produção de petróleo da Rússia em 2016 deverá totalizar 547,5 milhões de toneladas (11 milhões de bpd), um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior, disse o ministro da Energia, Alexander Novak, a jornalistas na terça-feira.

Tirando proveito do crude abundante e relativamente barato, os refinadores, especialmente na Ásia, estão produzindo mais combustível do que o mercado pode absorver.

A China exportou 1,47 milhão de toneladas de diesel em novembro, um aumento de 61,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da alfândega na quarta-feira, já que a China, cheia de combustível, luta para lidar com a produção de suas refinarias.

As exportações de gasolina subiram 64,6% em novembro para 940 mil toneladas.

Petróleo Hoje (14/12/2016 08:30) – Finanças Inteligentes:  O acordo da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) alcançado na reunião do dia 30 de novembro em Viena provocou uma forte alta no preço do barril de petróleo.

A decisão dos países membros de reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhão de barris por dia durante seis meses a partir de janeiro do próximo ano impulsionou o barril para a máxima do ano, superando a principal resistência localizada na região dos 52 dólares por barril.

Rússia e outros países produtores de petróleo que não fazem parte da OPEP também concordaram em reduzir a produção em 562 mil barris por dia neste último sábado, o que em tese abre mais espaço para manutenção do rali no barril de petróleo.

Apesar de a principal barreira de resistência ter sido superada nesta última segunda-feira, o candle formado (estrela cadente), posicionado após uma puxada forte, juntamente com a formação de um GAP de alta relativamente incomum ao barril do tipo light, não transmite confiança para manutenção de posições compradas de curto prazo, principalmente com lucros significativos acumulados nas últimas semanas.

A expectativa dominante entre analistas é de manutenção do quadro positivo para a commodity, mas, além das condições técnicas, a supremacia da força compradora está ameaçada pelo retorno dos produtores de xisto nos Estados Unidos.

Em função dos custos mais elevados, os produtores de xisto nos Estados Unidos pisaram fortemente no freio nos últimos meses, mas, ao mesmo tempo, conseguiram melhorias tecnológicas significativas que permitem, agora, retomarem a produção em alguns poços com o preço do barril do tipo light na casa dos 50,00 dólares ou mesmo abaixo disso.

Portanto, a retomada dos preços provocada pelo corte de produção a ser praticado ano que vem entre os principais países produtores de petróleo do mundo está reabrindo o mercado aos produtores de xisto nos Estados Unidos.

O esperado aumento na produção de xisto atuará como contrapeso à redução da produção articulada pela OPEP. Isso significa que o nível de oferta tende a continuar elevado no próximo ano, o que inviabilizará a manutenção do rali no barril de petróleo do tipo light.

Cotação do Petróleo Brent Futuro

Para entender como é definido o preço do barril de petróleo hoje, lembramos que essa matéria-prima é uma energia fóssil produzida somente por alguns países como Arábia Saudita, Estados-Unidos, Rússia, Irã, Iraque, ou ainda China ou México. Ele é coletado por meio de perfuração e depois entregue, refinado ou não, aos países consumidores, principalmente europeus, americanos e asiáticos, permitindo produzir combustíveis, tal como gasolina ou óleo diesel, depois de refinado e tratado quimicamente. Em função de sua origem e destino final, o petróleo ganha nomes distintos e seu preço também pode variar.

Nas cotações do petróleo hoje, duas referências sobre tipos do barril são usadas no mercado: WTI e Brent. Há ainda o barril de Dubai, menos conhecido como preço de referência. Este diferencial de preço reflete basicamente as diferenças de qualidade e de custos de refino e transporte do petróleo.

O WTI (West Texas Intermediate) é o petróleo comercializado na Bolsa de Nova York, e se refere ao produto extraído principalmente na região do Golfo do México. Já o Brent é comercializado na Bolsa Londres, tendo como referência tanto o petróleo extraído no Mar do Norte como no Oriente Médio. Por esse motivo, o Brent é referência de valor para a commodity no mercado europeu e o WTI, no mercado americano.

Mas as diferenças vão além da geografia. Há diferenças também no grau de leveza desses petróleos. O WTI é mais leve e, portanto, mais fácil de ser refinado, o que geralmente confere um preço mais alto em relação ao Brent.

Petróleo WTI

Petróleo WTI é a sigla de West Texas Intermediate. A região do West Texas concentra a exploração de petróleo nos EUA.

  • É negociado em Nova York;
  • Serve de referência para os mercados de derivados dos EUA;
  • Tecnicamente, é um petróleo com grau API entre 38º e 40º e teor de enxofre de 0,3%, cuja cotação diária no mercado spot reflete o preço dos barris entregues em Cushing, Oklahoma, nos EUA;
  • Grau API é uma escala utilizada para medir a densidade relativa de líquidos. A escala API varia inversamente com a densidade relativa, isto é, quanto maior a densidade relativa, menor o grau API.

Petróleo Brent

Petróleo Brent refere-se ao óleo produzido no Mar do Norte (Europa).

  • É negociado em Londres;
  • Serve de referência para os mercados de derivados da Europa e Ásia;
  • Brent era o nome de uma antiga plataforma de petróleo (Brent Spar)da Shell no mar do Norte;
  • Tecnicamente, é uma mistura de petróleos produzidos no mar do Norte, oriundos dos sistemas petrolíferos Brent e Ninian, com grau API de 39,4º e teor de enxofre de 0,34%;
  • A cotação Brent é publicada diariamente pela Platt’s Crude Oil Marketwire, que reflete o preço de cargas físicas do petróleo Brent embarcadas de 7 a 17 dias após a data de fechamento do negócio, no terminal de Sullom Voe, na Inglaterra.



Preço do Petróleo e Outros Combustíveis

É por meio de uma unidade, o barril, que o petróleo bruto é cotado nos mercados financeiros, qualquer seja sua origem. É preciso saber que um barril corresponde a aproximadamente 159 litros. A cotação do barril de petróleo ocorre no mercado internacional 24 horas por dia. Veja abaixo o preço da Gasolina RBOB, o preço do Gasóleo Londres, o preço da Gás Natural e o preço do Petróleo.

Preço do Petróleo Bruto em Dólar Americano

MêsPreçoTaxa de variação
dez 2011107,97-
jan 2012110,992,80%
fev 2012119,707,85%
mar 2012124,934,37%
abr 2012120,59-3,47%
mai 2012110,52-8,35%
jun 201295,59-13,51%
jul 2012103,147,90%
ago 2012113,349,89%
set 2012113,380,04%
out 2012111,97-1,24%
nov 2012109,71-2,02%
dez 2012109,64-0,06%
jan 2013112,933,00%
fev 2013116,463,13%
mar 2013109,24-6,20%
abr 2013102,88-5,82%
mai 2013103,030,15%
jun 2013103,110,08%
jul 2013107,724,47%
ago 2013110,963,01%
set 2013111,620,59%
out 2013109,48-1,92%
nov 2013108,08-1,28%
dez 2013110,632,36%
jan 2014107,57-2,77%
fev 2014108,811,15%
mar 2014107,41-1,29%
abr 2014107,880,44%
mai 2014109,681,67%
jun 2014111,872,00%
jul 2014106,98-4,37%
ago 2014101,92-4,73%
set 201497,34-4,49%
out 201487,27-10,35%
nov 201478,44-10,12%
dez 201462,16-20,75%
jan 201548,42-22,10%
fev 201557,9319,64%
mar 201555,79-3,69%
abr 201559,396,45%
mai 201564,568,71%
jun 201562,35-3,42%
jul 201555,87-10,39%
ago 201546,99-15,89%
set 201547,230,51%
out 201548,121,88%
nov 201544,42-7,69%
dez 201537,72-15,08%
jan 201630,80-18,35%
fev 201633,207,79%
mar 201639,0717,68%
abr 201642,258,14%
mai 201647,1311,55%
jun 201648,482,86%
jul 201645,07-7,03%
ago 201646,142,37%
set 201646,190,11%
out 201649,737,66%
nov 201646,44-6,62%
dez 201654,0716,43%

Notícias do Petróleo

Reuters – Commodities 

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China-U.S. trade tensions high on Big Oil's worry list

DAVOS, Switzerland Oil executives and Middle East producers are concerned that trade tensions between the United States and China risk clouding the outlook for global energy demand growth and a recovery in the price of oil.

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Indonesia 'will not negotiate' with Freeport over new rules: mining ministry official

JAKARTA Indonesia will not negotiate with Freeport McMoRan Inc on new rules requiring its local unit to convert its 'contracts of work' to a new 'special mining permit' in order to resume copper concentrate exports, a mining ministry official said on Saturday.

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Exclusive: China quietly shelves plans to launch Shanghai crude oil futures

SINGAPORE/BEIJING China's plans to create a new crude futures contract to compete with global pricing benchmarks have been shelved due to market resistance, five sources with knowledge of the matter said, dealing a blow to Shanghai's ambitions to be a leading energy trading hub.

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Odebrecht group ready to return $5 billion pipeline contract to Peru

LIMA A consortium controlled by Brazilian builder Odebrecht S.A. will miss a financing deadline on Monday for a natural gas pipeline project in Peru and awaits government notification that it will lose the $5 billion contract, the company said on Friday.

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Saudi Arabia's Falih says 1.5 million barrels/day cut from market in January

ABU DHABI Saudi Arabian Energy Minister Khalid al-Falih said on Friday that 1.5 million of an agreed upon 1.8 million barrels per day (bpd) of oil had been taken out of the market in January.

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TrailStone buys Cargill's power and gas group: sources

HOUSTON Commodities trader and investor TrailStone Group has purchased Cargill Inc's gas and power trading group, three sources familiar with the deal said this week.

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Oil prices jump two percent ahead of producers' compliance meeting

NEW YORK Oil prices rose more than 2 percent on Friday on expectations that this weekend's meeting of the world's top oil producers would demonstrate compliance to a global output cut deal, but rising U.S. drilling activity limited gains.

U.S. gas market has eliminated storage surplus despite warm winter: Kemp

LONDON The U.S. gas market has tightened significantly over the last nine months as low prices have spurred strong consumption and exports while slashing drilling of new wells.

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Money managers boost bullish bets on U.S. crude to highest in over two years

NEW YORK Hedge funds rushed to place bullish wagers on U.S. crude oil last week, boosting it to the highest levels since mid 2014, data showed on Friday, as prices rallied on hopes that Saudi Arabia and the world's top producers were sticking to a plan to rein in output.

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Copper market focus shifts back to unpredictable supply: Andy Home

LONDON Last year it was the strength of demand that caught the copper market by surprise.

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    Posted on 01/01/1970 at 00:00

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    Posted on 01/01/1970 at 00:00

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  • Trump, Clinton and oil prices
    Posted on 01/01/1970 at 00:00

    The November elections will hoist either Donald Trump or Hillary Clinton into the Presidency. Given that the US is one of the leading producers of oil , what will change with a new President? Well, to answer the question, the shortcut is to look at the 'one' the oil industry favors. Through it […]

  • The downside of low oil prices
    Posted on 01/01/1970 at 00:00

    At first sight it appears that low oil prices are good for society. A low oil price helps us save dollars at the pump, acts as an economic catalyst making exchanges cheaper and thereby stimulating the economy. However, there are downsides as well, often out-of-sight-out-of-mind and we will […]

  • Brexit, the Turkish coup and oil prices
    Posted on 01/01/1970 at 00:00

    We've been hearing a lot about Brexit. What is Brexit, by the way? Well, in June a referendum was held in Britain to decide whether the nation should remain with the European Union or not. The British people embraced uncertainty and voted to 'exit' the European Zone which is termed, Brexit. In a […]

  • Saudis lose US clout over oil price war
    Posted on 01/01/1970 at 00:00

    In an event that went largely unnoticed, we have, in fact, passed the point in human history where OPEC's key member Saudi Arabia can dictate oil prices any longer. No one seems to have taken in the momentous occasion if not comprehended its historical significance. Much hasn't been said or […]

  • Six reasons why oil prices reached new 2016 highs
    Posted on 01/01/1970 at 00:00

    Crude oil was at a 13-year record $25 low in mid-January 2016 and has soared more than 70 per cent since. The battle is on again. We are talking about the mighty forces whipping up the oil prices. How does the investor work out where the oil price will go? Ultimately, you have to make your own […]

  • Oil price at $35 amid bribery scandals
    Posted on 01/01/1970 at 00:00

    The Brent Crude Index hit $27.1 on January 20th this year - its lowest point since June 2003. The index's lowest point in the last 20 years was at $10.19 back in December 1998. As the price slid at the beginning of January this year, many analysts dusted down the history books and predicted that […]

  • How oil price volatility explains these uncertain times
    Posted on 01/01/1970 at 00:00

    The numbers say that these should be the best of times for America. The economy has been growing for five years. Unemployment is low. Inflation is almost nonexistent and gas is cheap. Yet, many Americans feel deeply uneasy about their future prospects. Uncertainty is the catchword of the moment. […]




WorldOil

O Mercado do Petróleo

Embora o petróleo faça parte do nosso quotidiano, poucas pessoas conhecem realmente sua origem e sua composição. O termo petróleo significa, literalmente, “óleo de pedra”, pode se dizer que é uma rocha em estado líquido. O petróleo é hoje uma das principais fontes de energia do planeta e portanto um agente de importância significativa na economia mundial.

Para que lençóis de petróleo se formem, é preciso que o solo sofra três etapas importantes, a saber:

Acumulação de matérias orgânicas: Embora a maioria das matérias-orgânicas seja reciclada pela natureza, uma pequena parte permanece e se sedimenta. Então, ela é coberta pelos minerais que a rodeiam. Para que esse processo seja possível, a situação geográfica deve ser de um delta ou uma lagoa.

Processo de maturação das matérias orgânicas: Uma vez penetradas no solo, as matérias-orgânicas são cobertas aos poucos com várias camadas de sedimentos. A camada de matérias-orgânicas é então chamada de “rocha fonte”. Sob o efeito da pressão exercida e da mudança de temperatura,ela se transforma em querogênio que vai, por sua vez, sofrer alterações (gêneses) progressivas. Esse querogênio é a matéria de base para a formação do petróleo. Em função da composição e das condições de soterramento das matérias orgânicas, esse processo pode também gerar gás natural. Após vários milhões de anos, os fluídos assim produzidos pelo querogênio se separam enquanto o querogênio permanece no mesmo lugar.

Acumulação dos hidrocarbonetos: A maior parte dos hidrocarbonetos tende a migrar para a superfície devido a sua leveza. Aí, são oxidados ou se degradam naturalmente. Entretanto, uma pequena quantidade desses hidrocarbonetos permanece retida na rocha, em uma parte permeável do solo frequentemente composta de areia. Chama-se tal zona de “rocha reservatório”. Essa rocha, recoberta por uma camada impermeável, impede os hidrocarbonetos de subirem para a superfície.

Uma jazida de petróleo, portanto, é o resultado desse processo em três etapas. Porém, por causa da movimentação permanente das placas tectônicas, não é raro que o petróleo siga viagem por debaixo do solo e se encontre em níveis mais ou menos profundos podendo se tornar gás natural.

Mas todos os petróleos não são idênticos. É o que explica que hoje se diferenciem os petróleos em função de sua origem e sua composição, a saber, a densidade, a fluidez e a quantidade de enxofre que contêm.

barril de petroleo

Os Choques Petrolíferos e sua Influencia na Evolução dos Preços do Petróleo

Muito se ouve falar de choques petrolíferos como momentos propícios para um súbito disparo dos preços do petróleo. Vários desses choques, de fato, marcaram a história do petróleo, dentre os quais os de 1973 e 1980 que contribuíram para um aumento espetacular das cotações, triplicando até o preço do barril em apenas algumas semanas. Assim, o barril atingiu a marca de USD 40,00 em 1980, antes de oscilar entre 15 e 35 dólares entre 1986 e 1999. A guerra do Golfo, em 1991, provocou uma nova especulação altista das cotações. Porém, a partir daí, o preço do barril continuou em alta com o terceiro choque petrolífero de 2003 e um pico em 145,00 dólares em 2008.

Correções Baixistas Frequentes nos Preços do Petróleo, mas Pouco Duráveis

Considerando que a linha de tendência do petróleo bruto em longo prazo é resolutamente altista, essa tendência ampla é pontuada, às vezes, de movimentos baixistas. Foi, por exemplo, o caso entre 2008 e 2009 com uma queda do preço do barril de USD 145 para USD 40.

Mas tal queda deixou lugar muito rapidamente para uma nova alta até USD 100 em 2011. Pois a oferta e a demanda não são os únicos fatores que influenciam a evolução da cotação do petróleo e as decisões políticas também possuem um papel importante nessa definição. É o que explica, entre outros motivos, a queda de 2011 seguidamente ao anúncio da AIE (Agência Internacional de Energia)em fornecer 2 milhões de barris por dia durante um mês.

O efeito de rumores e os diversos conflitos que afetam atualmente os países produtores e os países consumidores têm tendência a fazer com que aumente o preço do barril ou, ao contrário, levá-lo para a baixa. No entanto, a tendência em longo prazo permanece definitivamente altista.

Variações Recentes no Preço do Petróleo

Uma reviravolta aconteceu no mercado internacional de petróleo há dois anos. Depois de atingir um pico de US$ 110, em fevereiro de 2014, o preço do barril brent iniciou um movimento de queda profunda. Um ano depois, o óleo era comercializado pela metade do valor. No início de 2016, os negócios eram fechados a menos de US$ 30 o barril.

Os efeitos de tal variação foram crises em países produtores – em especial Rússia, Irã e Venezuela –, uma situação de pressão sobre a nova modalidade de exploração nos Estados Unidos, a partir de rochas de xisto, cara e agressiva ao meio ambiente.

Oferta e Demanda de Petróleo

Uma das explicações para esta recente queda nos preços do petróleo é o aumento da oferta e expectativa de diminuição do consumo de forma simultânea, ainda que o petróleo tenha uma demanda pouco elástica.

Pelo lado da oferta, a grande novidade recente foi o aumento da produção nos EUA. Entre 2012 e 2015, o país (maior consumidor e, até então, o maior importador mundial) se tornou o principal produtor de petróleo do mundo, por meio da extração não convencional de óleo nas rochas de xisto. Aumentou sua produção de 10 milhões para surpreendentes 14 milhões de barris por dia, ultrapassando a Rússia e a Arábia Saudita. Esse adicional de quatro milhões de barris equivale ao que Nigéria, Angola e Líbia produzem conjuntamente no mesmo período.

O Iraque também aumentou seus números, mesmo no cenário de queda de preços, atingindo seu recorde: passou de 3,3 milhões de barris diários, em 2014, para 4,3 milhões no final de 2015.

Ao mesmo tempo, a economia chinesa – a segunda maior consumidora de petróleo do mundo – deu sinais de desaceleração. Em maio de 2012, o noticiário internacional mostrava que, pela primeira vez em três anos, a demanda do gigante asiático por petróleo registrava uma queda. Em 2013, houve o menor aumento em duas décadas. Para 2016, a previsão ainda é de que não haja aumento dessa demanda.

produtores de petroleo

Arábia Saudita

Em 2014, uma decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), capitaneada pela Arábia Saudita, acelerou a derrubada dos preços em escala global. Mesmo com a queda vertiginosa do preço do barril e a mudança de status dos EUA, o país optou por aumentar a sua produção. O ato foi recebido com surpresa pela comunidade internacional.

Desde 1973, a posição da OPEP sempre foi a de desacelerar a produção – através de uma política de cotas para cada país-membro – quando surgiam sinais de queda nos preços, de modo a diminuir a oferta e reequilibrar as cotações. A Arábia Saudita resolveu cruzar os braços diante da queda dos preços.

Duas hipóteses ajudam a explicar essa decisão. Na área econômica, seria uma manobra para limitar a expansão do xisto, através de uma concorrência predatória. Com o preço baixo, não há mais estímulo para se produzir a partir do xisto, porque se trata de um investimento caro. Já na área política, a deliberação se relacionaria ao interesse de criar dificuldades ao Irã e à Rússia, em função das disputas geopolíticas travadas pelos dois países frente aos sauditas.

Os custos de produção na Arábia Saudita são relativamente baixos. Isso se deve a poços já antigos e ao fato de a região não demandar muitos investimentos novos em prospecção. O fenômeno coloca o país em vantagem em relação a outros, onde os custos são mais elevados, como Irã, Rússia e Venezuela. Na verdade, a decisão política de Riad estabelece uma quebra do pacto produtivo acertado entre os países da OPEP.

Quem Determina o Preço do Petróleo

Um fator que influencia muito o preço do petróleo são os estoques mundiais. Nos últimos quatro anos eles foram se elevando em decorrência do aumento da produção. Já quando houve a queda mais acentuada dos preços, essas reservas, principalmente dos EUA, cresceram relativamente ainda mais.

Por isso, ao fixar os preços no mercado, os analistas sempre observam o nível de estoque nos Estados Unidos. Geralmente, toda vez que há uma notícia de queda do estoque, o preço aumenta.

Pelo fato de o mercado funcionar com base em expectativa, a tendência é que os preços subam – não se sabe quando, nem se alcançarão novamente o patamar de três dígitos. Os baixos preços inibem investimentos. Como o petróleo é um bem não renovável, a tendência é que, com o passar do tempo, se reduza a reposição das reservas, que vão se esgotando.

OPEP

Em função dos preços baixos e da produção menos dependente da OPEP, é natural que o cartel tenha menor poder de barganha em relação a um passado recente. A participação da Organização na produção mundial, que já foi maior do que 50%, hoje está perto de 30%.

Isso não significa, porém, que a OPEP esteja fadada à irrelevância. Primeiro, porque a produção nos poços tradicionais pode ultrapassar os 50 anos, ao passo que, nos de xisto, dificilmente ultrapassam 10 ou 15 anos – a partir desse ponto, a extração começa a minguar e, em geral, buscam-se outras fontes para se ter novo aumento na produção.

Em segundo lugar, a Organização pode se associar a diversos produtores nas tomadas de decisão. Quando ela se reúne com a Rússia, que é o terceiro maior produtor mundial, ganha uma força, pois a participação da OPEP e de outros países não pertencentes a ela aumenta muito o poder de barganha.

opep

Quem Ganha e Quem Perde?

Os países que geralmente ganham com a queda dos preços do petróleo são os grandes importadores que podem aproveitar para impulsionar seu crescimento econômico.

Mas em linhas gerais, pode-se dizer que o petróleo com preço muito baixo não interessa a quase ninguém. Provoca uma perda de renda e de emprego, de produção enorme nos países produtores em geral. A queda beneficia o consumidor, por exemplo, dos EUA, que tem mais renda para gastar e que usa bastante combustível nos seus carros. Mas o estrago que o preço baixo provocou nas indústrias foi muito intenso.

Entre os países, o caso mais emblemático é o da Venezuela. A expressão “maldição do petróleo”, criada pelo venezuelano Juan Pablo Pérez Alfonso (1903-1979), fundador da OPEP, caracteriza a situação de um país que praticamente só apresenta essa mercadoria em sua pauta de exportações. Outros produtores, como Rússia e México, enfrentam dificuldades econômicas. A crise também chegou a Angola, país membro da OPEP.

Além dos efeitos negativos para os países e seus orçamentos, muitas companhias têm fechado as portas ou reduzido seu tamanho, quando não são engolidas pelas multinacionais. Um relatório da consultoria CreditSights, especializada em analisar dívidas corporativas, apontou que quase metade das empresas norte-americanas no setor de óleo e gás poderá falir até 2017.

No Brasil, a situação não é muito diferente. Os preços baixos impactaram decisivamente no caixa da Petrobras, que também sofreu as consequências da escalada do dólar ante o real. A produção da Petrobras é em reais, mas todos os seus gastos são em dólar.

Xisto e Fraturamento Hidráulico

Xisto é um nome utilizado para identificar rochas sedimentares e muito porosas, ricas em material orgânico e fruto de transformações de resíduos vegetais sofridas durante milhões de anos. Delas é possível extrair gás e petróleo por vias não tradicionais, uma vez que a forma de produção e o próprio reservatório são diferentes.

Em razão da porosidade das rochas, é preciso realizar o fraturamento dessas cavidades com água para que o gás saia, em uma técnica conhecida como fraturamento hidráulico – ou fracking, no termo em inglês. Por estar comprimido, esse gás é de extração complexa e requer alta tecnologia para perfuração, que ocorre, inicialmente, de modo vertical.

Por meio da tubulação, despejam-se grandes quantidades de água e solventes químicos comprimidos, sob alta pressão, o que provoca explosões e fragmentação das rochas. Da mesma forma, são injetadas grandes quantidades de areia a fim de evitar que o terreno ceda.

Segundo ambientalistas, a extração do óleo de xisto, além de provocar grande desperdício de água, pode causar contaminação do solo, de lençóis freáticos, rios e lagos, impactando faunas e floras locais em razão dos produtos químicos utilizados. Adicionalmente, alerta-se para as emissões de gases de enxofre envolvidas no processo e para o risco de combustão espontânea.

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