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Cotação da Petrobras

Veja abaixo o gráfico de cotação da Petrobras atualizado…
Gráfico fornecido pela TradingView

 

Cotação do Petróleo Brent Futuro

Para entender como é definido o preço do barril de petróleo hoje, lembramos que essa matéria-prima é uma energia fóssil produzida somente por alguns países como Arábia Saudita, Estados-Unidos, Rússia, Irã, Iraque, ou ainda China ou México. Ele é coletado por meio de perfuração e depois entregue, refinado ou não, aos países consumidores, principalmente europeus, americanos e asiáticos, permitindo produzir combustíveis, tal como gasolina ou óleo diesel, depois de refinado e tratado quimicamente. Em função de sua origem e destino final, o petróleo ganha nomes distintos e seu preço também pode variar.

Gráfico fornecido pela TradingView

Nas cotações do petróleo hoje, duas referências sobre tipos do barril são usadas no mercado: WTI e Brent. Há ainda o barril de Dubai, menos conhecido como preço de referência. Este diferencial de preço reflete basicamente as diferenças de qualidade e de custos de refino e transporte do petróleo.

O WTI (West Texas Intermediate) é o petróleo comercializado na Bolsa de Nova York, e se refere ao produto extraído principalmente na região do Golfo do México. Já o Brent é comercializado na Bolsa Londres, tendo como referência tanto o petróleo extraído no Mar do Norte como no Oriente Médio. Por esse motivo, o Brent é referência de valor para a commodity no mercado europeu e o WTI, no mercado americano.

Mas as diferenças vão além da geografia. Há diferenças também no grau de leveza desses petróleos. O WTI é mais leve e, portanto, mais fácil de ser refinado, o que geralmente confere um preço mais alto em relação ao Brent.



Petróleo WTI

Petróleo WTI é a sigla de West Texas Intermediate. A região do West Texas concentra a exploração de petróleo nos EUA.

  • É negociado em Nova York;
  • Serve de referência para os mercados de derivados dos EUA;
  • Tecnicamente, é um petróleo com grau API entre 38º e 40º e teor de enxofre de 0,3%, cuja cotação diária no mercado spot reflete o preço dos barris entregues em Cushing, Oklahoma, nos EUA;
  • Grau API é uma escala utilizada para medir a densidade relativa de líquidos. A escala API varia inversamente com a densidade relativa, isto é, quanto maior a densidade relativa, menor o grau API.

Petróleo Brent

Petróleo Brent refere-se ao óleo produzido no Mar do Norte (Europa).

  • É negociado em Londres;
  • Serve de referência para os mercados de derivados da Europa e Ásia;
  • Brent era o nome de uma antiga plataforma de petróleo (Brent Spar)da Shell no mar do Norte;
  • Tecnicamente, é uma mistura de petróleos produzidos no mar do Norte, oriundos dos sistemas petrolíferos Brent e Ninian, com grau API de 39,4º e teor de enxofre de 0,34%;
  • A cotação Brent é publicada diariamente pela Platt’s Crude Oil Marketwire, que reflete o preço de cargas físicas do petróleo Brent embarcadas de 7 a 17 dias após a data de fechamento do negócio, no terminal de Sullom Voe, na Inglaterra.

Preço do Petróleo e Outros Combustíveis

É por meio de uma unidade, o barril, que o petróleo bruto é cotado nos mercados financeiros, qualquer seja sua origem. É preciso saber que um barril corresponde a aproximadamente 159 litros. A cotação do barril de petróleo ocorre no mercado internacional 24 horas por dia. Veja abaixo o preço da Gasolina RBOB, o preço do Gasóleo Londres, o preço da Gás Natural e o preço do Petróleo.

Preço do Petróleo Bruto em Dólar Americano

MêsPreçoTaxa de variação
jul 2013107,72-
ago 2013110,963,01%
set 2013111,620,59%
out 2013109,48-1,92%
nov 2013108,08-1,28%
dez 2013110,672,40%
jan 2014107,42-2,94%
fev 2014108,811,29%
mar 2014107,40-1,30%
abr 2014107,790,36%
mai 2014109,681,75%
jun 2014111,872,00%
jul 2014106,98-4,37%
ago 2014101,92-4,73%
set 201497,34-4,49%
out 201487,27-10,35%
nov 201478,44-10,12%
dez 201462,33-20,54%
jan 201548,07-22,88%
fev 201557,9320,51%
mar 201555,79-3,69%
abr 201559,396,45%
mai 201564,568,71%
jun 201562,34-3,44%
jul 201555,87-10,38%
ago 201546,99-15,89%
set 201547,240,53%
out 201548,121,86%
nov 201544,42-7,69%
dez 201537,72-15,08%
jan 201630,80-18,35%
fev 201633,207,79%
mar 201639,0717,68%
abr 201642,258,14%
mai 201647,1311,55%
jun 201648,482,86%
jul 201645,07-7,03%
ago 201646,142,37%
set 201646,190,11%
out 201649,737,66%
nov 201646,44-6,62%
dez 201654,0716,43%
jan 201754,891,52%
fev 201755,491,09%
mar 201751,97-6,34%
abr 201752,981,94%
mai 201750,87-3,98%
jun 201746,89-7,82%
jul 201748,693,84%
ago 201751,375,50%
set 201755,167,38%
out 201757,624,46%
nov 201762,578,59%
dez 201764,212,62%
jan 201868,997,44%
fev 201865,42-5,17%
mar 201866,451,57%
abr 201871,637,80%
mai 201876,657,01%

 

Matérias Sobre Consumo de Combustível

Dica do autor: Veja neste site dicas importantes para economizar combustível.

 

Notícias do Mercado de Óleo e Gás

 

O Que é o Petróleo

O Mercado do Petróleo

Embora o petróleo faça parte do nosso quotidiano, poucas pessoas conhecem realmente sua origem e sua composição. O termo petróleo significa, literalmente, “óleo de pedra”, pode se dizer que é uma rocha em estado líquido. O petróleo é hoje uma das principais fontes de energia do planeta e portanto um agente de importância significativa na economia mundial.

Para que lençóis de petróleo se formem, é preciso que o solo sofra três etapas importantes, a saber:

Acumulação de matérias orgânicas: Embora a maioria das matérias-orgânicas seja reciclada pela natureza, uma pequena parte permanece e se sedimenta. Então, ela é coberta pelos minerais que a rodeiam. Para que esse processo seja possível, a situação geográfica deve ser de um delta ou uma lagoa.

Processo de maturação das matérias orgânicas: Uma vez penetradas no solo, as matérias-orgânicas são cobertas aos poucos com várias camadas de sedimentos. A camada de matérias-orgânicas é então chamada de “rocha fonte”. Sob o efeito da pressão exercida e da mudança de temperatura,ela se transforma em querogênio que vai, por sua vez, sofrer alterações (gêneses) progressivas. Esse querogênio é a matéria de base para a formação do petróleo. Em função da composição e das condições de soterramento das matérias orgânicas, esse processo pode também gerar gás natural. Após vários milhões de anos, os fluídos assim produzidos pelo querogênio se separam enquanto o querogênio permanece no mesmo lugar.

Acumulação dos hidrocarbonetos: A maior parte dos hidrocarbonetos tende a migrar para a superfície devido a sua leveza. Aí, são oxidados ou se degradam naturalmente. Entretanto, uma pequena quantidade desses hidrocarbonetos permanece retida na rocha, em uma parte permeável do solo frequentemente composta de areia. Chama-se tal zona de “rocha reservatório”. Essa rocha, recoberta por uma camada impermeável, impede os hidrocarbonetos de subirem para a superfície.

Uma jazida de petróleo, portanto, é o resultado desse processo em três etapas. Porém, por causa da movimentação permanente das placas tectônicas, não é raro que o petróleo siga viagem por debaixo do solo e se encontre em níveis mais ou menos profundos podendo se tornar gás natural.

Mas todos os petróleos não são idênticos. É o que explica que hoje se diferenciem os petróleos em função de sua origem e sua composição, a saber, a densidade, a fluidez e a quantidade de enxofre que contêm.

Os Choques Petrolíferos e sua Influencia na Evolução dos Preços do Petróleo

Muito se ouve falar de choques petrolíferos como momentos propícios para um súbito disparo dos preços do petróleo. Vários desses choques, de fato, marcaram a história do petróleo, dentre os quais os de 1973 e 1980 que contribuíram para um aumento espetacular das cotações, triplicando até o preço do barril em apenas algumas semanas. Assim, o barril atingiu a marca de USD 40,00 em 1980, antes de oscilar entre 15 e 35 dólares entre 1986 e 1999. A guerra do Golfo, em 1991, provocou uma nova especulação altista das cotações. Porém, a partir daí, o preço do barril continuou em alta com o terceiro choque petrolífero de 2003 e um pico em 145,00 dólares em 2008.

A instabilidade política no Oriente Médio tem causado grande preocupação em relação ao acesso ao petróleo, já que a região é responsável por uma grande quantidade da oferta de petróleo mundial. Em julho de 2008, os preços do petróleo atingiram 145,00 dólares o barril devido às preocupações globais sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão. Uma das principais razões para que os preços do petróleo subissem tão vertiginosamente durante este período de tempo foi devido ao fato de que os fornecedores não foram capazes de convencer os compradores de que seriam capazes de entregar o petróleo corretamente.

Correções Baixistas Frequentes nos Preços do Petróleo, mas Pouco Duráveis

Considerando que a linha de tendência do petróleo bruto em longo prazo é resolutamente altista, essa tendência ampla é pontuada, às vezes, de movimentos baixistas. Foi, por exemplo, o caso entre 2008 e 2009 com uma queda do preço do barril de USD 145 para USD 40.

Mas tal queda deixou lugar muito rapidamente para uma nova alta até USD 100 em 2011. Pois a oferta e a demanda não são os únicos fatores que influenciam a evolução da cotação do petróleo e as decisões políticas também possuem um papel importante nessa definição. É o que explica, entre outros motivos, a queda de 2011 seguidamente ao anúncio da AIE (Agência Internacional de Energia)em fornecer 2 milhões de barris por dia durante um mês.

O efeito de rumores e os diversos conflitos que afetam atualmente os países produtores e os países consumidores têm tendência a fazer com que aumente o preço do barril ou, ao contrário, levá-lo para a baixa. No entanto, a tendência em longo prazo permanece definitivamente altista.


Variações Recentes no Preço do Petróleo

Uma reviravolta aconteceu no mercado internacional de petróleo há dois anos. Depois de atingir um pico de US$ 110, em fevereiro de 2014, o preço do barril brent iniciou um movimento de queda profunda. Um ano depois, o óleo era comercializado pela metade do valor. No início de 2016, os negócios eram fechados a menos de US$ 30 o barril.

Os efeitos de tal variação foram crises em países produtores – em especial Rússia, Irã e Venezuela –, uma situação de pressão sobre a nova modalidade de exploração nos Estados Unidos, a partir de rochas de xisto, cara e agressiva ao meio ambiente.

Guerras, recessões e clima devastadores são os principais fatores externos que podem afetar os preços do petróleo. Em 2005, o furacão Katrina, em Nova Orleans, EUA, interrompeu a produção de petróleo ao longo do golfo da Costa Sul dos Estados Unidos.

Como o fornecimento foi cortado abruptamente e a demanda permaneceu no mesmo preço, o petróleo subiu para mais de US $ 70 por barril em um curto período de tempo. Como os preços na bomba atingiram seu pico, o presidente Bush lançou 30 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), para recuar o valor do petróleo.

Oferta e Demanda de Petróleo

Uma das explicações para esta recente queda nos preços do petróleo é o aumento da oferta e expectativa de diminuição do consumo de forma simultânea, ainda que o petróleo tenha uma demanda pouco elástica.

Pelo lado da oferta, a grande novidade recente foi o aumento da produção nos EUA. Entre 2012 e 2015, o país (maior consumidor e, até então, o maior importador mundial) se tornou o principal produtor de petróleo do mundo, por meio da extração não convencional de óleo nas rochas de xisto. Aumentou sua produção de 10 milhões para surpreendentes 14 milhões de barris por dia, ultrapassando a Rússia e a Arábia Saudita. Esse adicional de quatro milhões de barris equivale ao que Nigéria, Angola e Líbia produzem conjuntamente no mesmo período.

O Iraque também aumentou seus números, mesmo no cenário de queda de preços, atingindo seu recorde: passou de 3,3 milhões de barris diários, em 2014, para 4,3 milhões no final de 2015.

Ao mesmo tempo, a economia chinesa – a segunda maior consumidora de petróleo do mundo – deu sinais de desaceleração. Em maio de 2012, o noticiário internacional mostrava que, pela primeira vez em três anos, a demanda do gigante asiático por petróleo registrava uma queda. Em 2013, houve o menor aumento em duas décadas. Para 2016, a previsão ainda é de que não haja aumento dessa demanda.

produtores de petroleo

Arábia Saudita

Em 2014, uma decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), capitaneada pela Arábia Saudita, acelerou a derrubada dos preços em escala global. Mesmo com a queda vertiginosa do preço do barril e a mudança de status dos EUA, o país optou por aumentar a sua produção. O ato foi recebido com surpresa pela comunidade internacional.

Desde 1973, a posição da OPEP sempre foi a de desacelerar a produção – através de uma política de cotas para cada país-membro – quando surgiam sinais de queda nos preços, de modo a diminuir a oferta e reequilibrar as cotações. A Arábia Saudita resolveu cruzar os braços diante da queda dos preços.

Duas hipóteses ajudam a explicar essa decisão. Na área econômica, seria uma manobra para limitar a expansão do xisto, através de uma concorrência predatória. Com o preço baixo, não há mais estímulo para se produzir a partir do xisto, porque se trata de um investimento caro. Já na área política, a deliberação se relacionaria ao interesse de criar dificuldades ao Irã e à Rússia, em função das disputas geopolíticas travadas pelos dois países frente aos sauditas.

Os custos de produção na Arábia Saudita são relativamente baixos. Isso se deve a poços já antigos e ao fato de a região não demandar muitos investimentos novos em prospecção. O fenômeno coloca o país em vantagem em relação a outros, onde os custos são mais elevados, como Irã, Rússia e Venezuela. Na verdade, a decisão política de Riad estabelece uma quebra do pacto produtivo acertado entre os países da OPEP.

Quem Determina o Preço do Petróleo

Um fator que influencia muito o preço do petróleo são os estoques mundiais. Nos últimos quatro anos eles foram se elevando em decorrência do aumento da produção. Já quando houve a queda mais acentuada dos preços, essas reservas, principalmente dos EUA, cresceram relativamente ainda mais.

Por isso, ao fixar os preços no mercado, os analistas sempre observam o nível de estoque nos Estados Unidos. Geralmente, toda vez que há uma notícia de queda do estoque, o preço aumenta.

Pelo fato de o mercado funcionar com base em expectativa, a tendência é que os preços subam – não se sabe quando, nem se alcançarão novamente o patamar de três dígitos. Os baixos preços inibem investimentos. Como o petróleo é um bem não renovável, a tendência é que, com o passar do tempo, se reduza a reposição das reservas, que vão se esgotando.

OPEP

Em função dos preços baixos e da produção menos dependente da OPEP, é natural que o cartel tenha menor poder de barganha em relação a um passado recente. A participação da Organização na produção mundial, que já foi maior do que 50%, hoje está perto de 30%.

Isso não significa, porém, que a OPEP esteja fadada à irrelevância. Primeiro, porque a produção nos poços tradicionais pode ultrapassar os 50 anos, ao passo que, nos de xisto, dificilmente ultrapassam 10 ou 15 anos – a partir desse ponto, a extração começa a minguar e, em geral, buscam-se outras fontes para se ter novo aumento na produção.

Em segundo lugar, a Organização pode se associar a diversos produtores nas tomadas de decisão. Quando ela se reúne com a Rússia, que é o terceiro maior produtor mundial, ganha uma força, pois a participação da OPEP e de outros países não pertencentes a ela aumenta muito o poder de barganha.

opep

Os preços do petróleo são impulsionados pelas mudanças globais de oferta e procura, juntamente com uma série de outros fatores geopolíticos. A produção mundial de petróleo é controlada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que visa manter um preço estável por barril para o petróleo bruto.

Quem Ganha e Quem Perde?

Os países que geralmente ganham com a queda dos preços do petróleo são os grandes importadores que podem aproveitar para impulsionar seu crescimento econômico.

Mas em linhas gerais, pode-se dizer que o petróleo com preço muito baixo não interessa a quase ninguém. Provoca uma perda de renda e de emprego, de produção enorme nos países produtores em geral. A queda beneficia o consumidor, por exemplo, dos EUA, que tem mais renda para gastar e que usa bastante combustível nos seus carros. Mas o estrago que o preço baixo provocou nas indústrias foi muito intenso.

Entre os países, o caso mais emblemático é o da Venezuela. A expressão “maldição do petróleo”, criada pelo venezuelano Juan Pablo Pérez Alfonso (1903-1979), fundador da OPEP, caracteriza a situação de um país que praticamente só apresenta essa mercadoria em sua pauta de exportações. Outros produtores, como Rússia e México, enfrentam dificuldades econômicas. A crise também chegou a Angola, país membro da OPEP.

Além dos efeitos negativos para os países e seus orçamentos, muitas companhias têm fechado as portas ou reduzido seu tamanho, quando não são engolidas pelas multinacionais. Um relatório da consultoria CreditSights, especializada em analisar dívidas corporativas, apontou que quase metade das empresas norte-americanas no setor de óleo e gás poderá falir até 2017.

No Brasil, a situação não é muito diferente. Os preços baixos impactaram decisivamente no caixa da Petrobras, que também sofreu as consequências da escalada do dólar ante o real. A produção da Petrobras é em reais, mas todos os seus gastos são em dólar.

Xisto e Fraturamento Hidráulico

Xisto é um nome utilizado para identificar rochas sedimentares e muito porosas, ricas em material orgânico e fruto de transformações de resíduos vegetais sofridas durante milhões de anos. Delas é possível extrair gás e petróleo por vias não tradicionais, uma vez que a forma de produção e o próprio reservatório são diferentes.

Em razão da porosidade das rochas, é preciso realizar o fraturamento dessas cavidades com água para que o gás saia, em uma técnica conhecida como fraturamento hidráulico – ou fracking, no termo em inglês. Por estar comprimido, esse gás é de extração complexa e requer alta tecnologia para perfuração, que ocorre, inicialmente, de modo vertical.

Por meio da tubulação, despejam-se grandes quantidades de água e solventes químicos comprimidos, sob alta pressão, o que provoca explosões e fragmentação das rochas. Da mesma forma, são injetadas grandes quantidades de areia a fim de evitar que o terreno ceda.

Segundo ambientalistas, a extração do óleo de xisto, além de provocar grande desperdício de água, pode causar contaminação do solo, de lençóis freáticos, rios e lagos, impactando faunas e floras locais em razão dos produtos químicos utilizados. Adicionalmente, alerta-se para as emissões de gases de enxofre envolvidas no processo e para o risco de combustão espontânea.

Fonte



Fatores que Influenciam os Preços dos Combustíveis

Um estudo publicado no site Nova Cana apontou alguns fatores que devem influenciar os preços dos combustíveis nos próximos anos:

Ampliação da Oferta do Petróleo

No período 2004-2010, a oferta de petróleo no mundo tem se mantido relativamente constante, em um patamar próximo a 80 milhões de barris/dia. No entanto, as sucessivas inovações nos processos de prospecção e produção estão possibilitando a identificação de novos e mais profundos reservatórios de petróleo e gás natural no Brasil, no Golfo do México e na Costa da Guiné.

A oferta potencial de petróleo também tem aumentado por crescimento de reservas, seja por uma revisão do método utilizado em estimativas anteriores, seja por se haverem subestimado os recursos iniciais existentes na jazida. A terceira forma de crescimento das reservas é por meio do avanço tecnológico no processo de recuperação do petróleo existente, hoje limitado a cerca de 35% do volume presente nos campos.

Fontes de mercado hoje estimam ser necessário um adicional de produção de 9 bilhões de barris/ano para atender à expansão de demanda até 2020. O consumo de derivados médios (como diesel) e leves (como gasolina) tem aumentado recentemente, enquanto se reduz o consumo de derivados pesados (como óleo combustível).

No entanto, o crescimento futuro da demanda tende a ser atendido, gradualmente, por volumes crescentes de petróleo pesado (como as areias petrolíferas do Canadá e o petróleo extrapesado da Venezuela, além de campos de petróleo pesado em países do Oriente Médio), tornando necessário o aumento da capacidade de conversão nas refinarias, condição técnica para ampliar a oferta de derivados leves, com maior valorização no mercado.

Ampliação da Capacidade Produtiva de Etanol

O consumo de etanol como combustível automotivo vem se ampliando desde a década de 1980 a uma taxa de 5,6% ao ano no Brasil e de 13,4% ao ano nos Estados Unidos. Novos processos de produção de etanol, no entanto, deverão se tornar comercialmente viáveis, gerando ganhos substanciais de retorno energético e reduzindo a pegada de carbono da produção de biocombustíveis.

Estima-se que o potencial produtivo do etanol de celulose dos EUA corresponda a 11 milhões de barris de petróleo equivalentes (boe) por dia, o equivalente a cerca de 60% do consumo atual de petróleo daquele país. No entanto, apesar dos incentivos substanciais, os investimentos não estão seguindo o ritmo previsto pelos planos e mandatos fixados pelo Energy Independence Security Act de 2007. Embora os mandatos sejam direcionadores dos investimentos e promovam o financiamento por garantir a venda do produto, com a crise de 2008, os fundos disponíveis para energia limpa foram orientados para projetos de energia eólica e solar, que dispunham de maior apoio por parte do governo dos EUA.



Esse atraso levou a EPA (Agência de Proteção Ambiental do governo dos Estados Unidos) a reduzir o volume do mandato estabelecido para 2010 e 2011 para 1,72 e 1,74 milhão de litros de etanol de celulose. O cronograma original fixa, para 2022, o mandato de 4,3 bilhões de litros de etanol de celulose. Mandatos envolvendo a oferta de etanol de celulose exigem que as empresas distribuidoras misturem volumes determinados do produto à gasolina. Uma penalidade incide sobre as empresas de petróleo caso a oferta de etanol de celulose não atenda ao volume previsto no mandato, levando-as a financiar a construção de plantas de etanol de celulose.

Os EUA atualmente lideram a pesquisa e desenvolvimento comercial de tais processos, mas, à medida que a produção em larga escala se mostrar comercialmente viável, o etanol de segunda geração tem o potencial de se tornar um dos principais componentes da matriz energética em nível mundial, sendo objeto de investimento nos grandes países produtores de etanol, como Brasil, China e Índia.

Políticas de Subsídios à Produção de Etanol

Em alguns países, os subsídios à produção de etanol têm funcionado como garantia de competitividade em face da gasolina e do etanol importados. Com a implantação de mandatos que fixam a proporção de mistura na gasolina, há uma garantia de mercado e os subsídios ficam caracterizados como apoio às condições locais de produção e barreira adicional ao etanol importado.

Nos Estados Unidos, um conjunto de subsídios federais e estaduais fornece incentivos ao longo da cadeia de valor do etanol. Além disso, uma tarifa de importação de US$ 0,14/litro também contribui para garantir a competitividade do etanol de milho em face do produto importado. A política de subsídios ao etanol teve início na década de 1970, e hoje estima-se que, graças a isso, o etanol produzido nos EUA seja, em média, 30% mais barato. Entretanto, diante da frágil situação econômica e fiscal dos EUA, bem como ao crescente reconhecimento político de que o etanol importado será necessário para atender à demanda futura, muitos acreditam que a tendência durante a próxima década envolverá a gradual redução dos subsídios.

De modo abrangente, a política comercial da União Europeia restringe a importação de biocombustíveis com uma tarifa de proteção ao etanol de 45% ad valorem (conforme o valor). Ao mesmo tempo, em 2008, por falta de matéria-prima, utilizou-se apenas 44% da capacidade de produção de etanol da União Europeia (de 5 milhões de toneladas). Isenções a impostos especiais de consumo, estimados em cerca de € 2,8 bi em 2008, contemplam o etanol produzido em vários países-membros.

Além disso, a União Europeia concede subsídios a investimentos em capacidade de produção que incluem tecnologias para a fabricação de etanol de segunda geração. Entretanto, a produção na região é incipiente em comparação com os grandes produtores, nos quais a sua política de subsídios tem relativamente menor impacto no mercado internacional.

precos dos combustiveis

Medidas de Eficiência e Substituição Energética

A intensidade energética vem se reduzindo em razão de melhorias na eficiência da energia, substituição de combustíveis e mudanças em indústrias intensivas. A necessidade de ganhos de eficiência energética conjuga-se com os objetivos de segurança energética e de redução das emissões, gerando incentivos para a substituição de fontes de energia.

Essa redução é diferenciada em cada país em função da estrutura econômica, da aplicação de medidas de eficiência energética, bem como de diversos fatores exógenos que incluem desde o modelo de urbanização (distância entre moradia e trabalho) e clima (necessidade ou não de climatização) até estrutura de produção (existência ou não de empresas intensivas em energia). Estima-se que diferenças na estrutura de produção respondam por quase 50% da variação de intensidade energética industrial entre países.

O preço dos combustíveis e a tributação têm efeito negativo sobre a intensidade energética. Isso explica a intensidade mais elevada nos Estados Unidos, bem como em países que subsidiam os combustíveis e em países produtores de petróleo. Também explica a menor intensidade demandada por economias com elevada tributação do consumo, como na União Europeia.

No setor de transportes, a necessidade de ganhos de eficiência energética conjuga-se com os objetivos de segurança energética e de redução das emissões, gerando incentivos substanciais não somente à adoção de medidas de eficiência e tecnologias de redução do consumo, como também à substituição de fontes de energia. Dentre estas, as principais são o carro elétrico híbrido de tomada (PHEV), o etanol e o biodiesel.

Cenário Cambial

A manutenção do dólar como moeda franca do comércio internacional vem se mostrando crescentemente frágil, em função da deterioração dos fatores que garantiram a ascensão e manutenção da moeda ao status de reserva de valor ao longo do século XX. Acredita-se que a perda de valor do dólar responda por uma fração dos aumentos de preços de commodities no mercado internacional, incluindo-se aí o petróleo.

Neste estudo, os preços estão denominados em valores constantes de 2010, sendo possível abstrair da análise os efeitos inflacionários. Entretanto, a evolução do mercado brasileiro de combustíveis é prejudicada no comportamento do real vis-à-vis a moeda americana, que deve ser considerada como um driver à parte, possuidor de particular relevância nesse mercado.

Embora a perda de valor do dólar no âmbito mundial, junto da evolução da economia brasileira, tenha se refletido em uma tendência geral de valorização do real desde o pico histórico de 2002 (interrompida esporadicamente por choques de confiança – tais como, ironicamente, a própria crise financeira, originada nos EUA), a estrutura de demanda pela moeda brasileira ainda tem fragilidades e é excessivamente exposta a incertezas e a especulações.

Ademais, há correntes segundo as quais o presente patamar de valor do real é incompatível com o nível de exportações desejável para um crescimento econômico robusto a longo prazo, sendo necessário um ajuste cambial. Desta forma, o cenário que se apresenta para a próxima década é de incerteza e potencial volatilidade.

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