O Uozinho já recebeu a vacina BCG e a primeira dose da Hepatite B na rede pública (posto de saúde). Já fez também o teste do pezinho (clique aqui para ver) cujo resultado foi negativo para todas as doenças analisadas. Como pais, temos consciência que seguir o calendário de vacinação infantil é fundamental para garantir a saúde do nosso filho bem como proteger a população em geral de epidemias de doenças.

No Brasil existe o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Em 40 anos de existência, o PNI se destacou por ser um dos melhores programas do mundo e vem atuando na ampliação da prevenção, no combate ao controle e erradicação de doenças, além de disponibilizar diversas vacinas à população.

O Brasil é um dos países que oferece o maior número de vacinas à população, são oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos utilizados na prevenção e/ou tratamento de doenças, incluindo 25 vacinas. Atualmente, 96% das vacinas oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS) são produzidas no Brasil ou estão em processo de transferência. Isso porque o País tem um parque produtor de vacinas e imunobiológicos.

O esforço para imunizar a população está dando resultados. O Brasil alcançou a erradicação da poliomielite e da varíola, e a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo, desde 2000, e da rubéola, desde 2009. Também foi registrada queda acentuada nos casos e incidências das doenças imunopreveníveis, como as meningites por meningococo, difteria, tétano neonatal, entre outras.

Abaixo temos uma figura do calendário de vacinação infantil preparado pela UNIMED segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

calendario de vacinacao infantil

Vacinas

A vacina é importante para nos proteger de doenças. A maioria tem que ser tomada na infância por meio de injeção, pois muitas infecções ocorrem nessa fase. Além disso, em alguns casos, a proteção funciona melhor no organismo da criança do que no do adulto.

A tarefa é estimular os linfócitos (células de defesa) a produzirem anticorpos, que combatem agentes causadores de determinadas doenças. Quando alguém vacinado entra em contato com o vírus ou bactéria, as células de proteção logo são fabricadas em grande quantidade para combater a infecção.

Há dois tipos principais de vacinas: as atenuadas e as inativadas.

As atenuadas contém organismos vivos causadores da enfermidades. Passam por mutação no laboratório para que fiquem fracos. Desse modo, mantêm as características, mas são incapazes de provocar a doença em pessoas saudáveis. Esse tipo de vacina tem resultado duradouro e, em geral, precisa ser tomada em menos doses. Combatem, por exemplo, o sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela.

As chamadas inativadas são feitas com partes de organismos que não estão mais vivos, como proteínas capazes de induzir a produção de anticorpos sem causar a doença. Em algum casos, podem exigir várias doses. Entre as principais vacinas estão as contra hepatite A e B, raiva, meningite, cólera e febre tifoide.

Atualmente, no calendário de vacinação infantil só as vacinas que combatem poliomielite (paralisia infantil) e rotavírus (infecção que causa diarreia) são tomadas por meio de gotinhas.

Calendário de Vacinação Infantil

A produção de vacinas está entre as intervenções de saúde pública com maior impacto na prevenção de doenças infecto-contagiosas. A prática da imunização possibilitou a erradicação da várias doenças e diminuiu significativamente os índices de mortalidade. Estatisticamente, levantamentos de órgãos internacionais mostram que cerca de 76% dos pacientes não completam os calendários básicos de vacinação. Destes, apenas 7% recebem a orientação adequada. Essa falha no calendário vacinal de rotina torna necessário o uso de imunização passiva difícil de adquirir, por se tratar e medicamentos especiais, e extremamente onerosos. É primordial, portanto, que em toda consulta médica, seja ela de rotina ou de emergência, verifique-se o calendário de vacinação infantil e oriente-se sobre as vacinas que estejam faltando.

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Vacinação ao Nascer

Públicas: BCG / Hepatite B

O que o esquema particular tem de diferente: Nada.

BCG: Dose única dada no primeiro mês depois de nascimento. Dada gratuitamente em postos de saúde e maternidades públicas. Se a cicatriz não se formar, recomenda-se uma segunda dose após 6 meses. A vacina BCG é feita com uma bactéria chamada Bacillus Calmette-Guérin e tem como objetivo prevenir contra as formas graves de tuberculose. Ela é aplicada no braço direito da criança, por via intradérmica (injetável). Alguns dias após a aplicação, forma-se um pequeno carocinho no local que irá abrir (supurar) e eliminar uma secreção branca e sem odor. Após alguns dias, a ferida se fecha e deixa uma pequena cicatriz arredondada no local. Esta reação é normal e demora em média um mês para se completar, mas há casos em que a ferida demora um pouco mais para evoluir, ou mesmo em outros casos, a ferida que já estava fechada pode voltar a abrir e fechar novamente. Se isto acontecer, não se preocupe, isto é normal. Não se deve espremer a lesão e também não se faz curativo no local.
Modo de aplicação: Picada no braço direito (aplicação intradérmica). A ferida que se forma é normal e esperada. Vai formar uma cicatriz.

Hepatite B: Primeira dose do total de três ou quatro, dependendo do tipo. Dada de preferência nas primeiras 12 horas de vida, na maternidade, ou então logo depois da alta. É gratuita em maternidades públicas e postos de saúde. Quando a mãe é portadora do vírus da hepatite B, a vacina é dada logo depois do nascimento – quanto antes melhor. Esta vacina protege contra a hepatite B, que é causada por um vírus, transmitido pelo contato com sangue e secreções de pessoas contaminadas. A hepatite B, em alguns casos, pode causar uma hepatite crônica, com maior risco de evolução para câncer de fígado. A vacina é injetável e o esquema completo de imunização é composto de três doses, sendo que a primeira dose pode ser aplicada já na maternidade ou durante o primeiro mês de vida. A vacina é aplicada no músculo da coxa do bebê e os efeitos colaterais são raros. Eventualmente, pode ocorrer dor local e febre baixa no mesmo dia e até no dia seguinte à aplicação. A vacina do posto, das clínicas e da maternidades são exatamente iguais.
Modo de aplicação: Picada no músculo lateral da coxa (intramuscular).

Vacinação aos 2 Meses

Públicas: Pentavalente brasileira (DTP + Hib + hepatite B) / Pólio inativada / Rotavírus monovalente / Pneumocócica conjugada 10-valente

O que o esquema particular tem de diferente: Existe a versão acelular da DTP (DTaP), que dá menos reação, e que inclui a pólio, eliminando uma picada (Hexavalente). Há uma vacina para o rotavírus protege contra cinco tipos do vírus (Rotavirus Penta), em vez de um só, mas se aplicada a rotavírus pentavalente serão necessárias três doses, em vez de duas. E existe uma pneumocócica que protege contra 13 tipos da bactéria (Prevenar 13), em vez de 10.

Pentavalente brasileira (DTP + Hib + hepatite B): Primeira dose. Contra difteria, tétano, coqueluche, infecções provocadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b. Esta bactéria é responsável por infecções como otites, pneumonias, sinusites e até mesmo meningite, principalmente em crianças com menos de 4 anos de idade. As vacinas contra o haemophylus influenzae dos postos de saúde e das clínicas são iguais. Nos postos de saúde, a vacina contra o haemophylus é aplicada juntamente com a vacina tríplice bacteriana e, por este motivo, se chama vacina tetrabacteriana e, neste caso, a tríplice será a de células inteiras. É gratuita em postos de saúde. Nas clínicas particulares, a vacina contra haemophylus influenzae é oferecida separadamente, ou junto com a tríplice acelular (tetravalente acelular), ou ainda dentro da vacina hexavalente ou dentro da vacina pentavalente.
Modo de aplicação: Picada no músculo lateral da coxa (intramuscular).

Pólio inativada: Primeira dose. Previne a poliomielite, ou paralisia infantil. A vacina dada gratuitamente nos postos de saúde substituiu a versão oral (VOP, ou Sabin), a da gotinha. Nos laboratórios particulares, pode ser encontrada junto com a pentavalente, formando a hexavalente, que economiza uma picada na criança. A poliomielite é causada por um vírus cuja aquisição se faz por via oral, ou seja, pela ingestão de água ou alimentos contaminados com o vírus. O vírus da pólio causa a tão temida ˜Paralisia Infantil”, uma doença que felizmente já foi erradicada do Brasil. Porém, a pólio ainda está presente em várias partes do mundo e, por este motivo, é fundamental que continuemos a vacinar as nossas crianças contra a pólio.
Modo de aplicação: Picada no músculo da lateral da coxa.

Vacina hexavalente: É uma vacina que combina 6 vacinas em uma única injeção: Salk (pólio inativada), tríplice acelular (difteria, tétano e coqueluche), haemophylus influenzae e hepatite B. Esta vacina está disponível somente nas clínicas particulares e pode ser utilizada aos 2 e 6 meses de vida do bebê.

Rotavírus: Primeira dose. Evita infecções pelo rotavírus, que causa vômito e diarreia. A vacina monovalente é dada de graça nos postos de saúde. Na rede particular, também existe uma versão que protege contra mais tipos de vírus, também oral, mas o esquema completo será de três doses, em vez de duas.
Modo de aplicação: gotinhas.

Pneumocócica conjugada: Primeira dose. Evita alguns tipos de pneumonia e outras doenças causadas pela bactéria pneumococo. Passou a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações em 2010, portanto é gratuita. A da rede pública é contra 10 tipos da bactéria. Na rede particular existe uma versão que evita 13 tipos da bactéria (13-valente). O Streptococcus pneumoniae ou pneumococo é uma bactéria que pode causar infecções como otites, sinusites e também outras mais graves, como meningites e pneumonias. Há dezenas de tipos de pneumococos, mas ainda não há uma vacina que proteja contra todos os tipos de pneumococos. As vacinas disponíveis protegem contra os tipos que circulam com maior freqüência na população. O esquema completo de vacinação, tanto para as vacinas dos postos como das clínicas, é composto de 3 doses e um reforço após um ano de idade. Nas clínicas, ela costuma ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida, com um reforço após um ano de idade.
Modo de aplicação: picada no músculo lateral da coxa (intramuscular).


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Vacinação aos 3 Meses

Pública: Meningococo C conjugada

O que o esquema particular tem de diferente: Nada.

Meningococo C conjugada: Primeira dose. Protege contra a meningite e outras doenças disseminadas pela bactéria meningococo C. Desde 2010 é aplicada gratuitamente nos postos de saúde. Esta vacina protege contra a meningite causada pelo meningococo do tipo C, que é o tipo de meningococo mais freqüente em circulação no Brasil. As vacinas contra meningococo C do posto e das clínicas particulares são exatamente iguais, tanto na eficácia como na frequência de efeitos colaterais. É uma injeção que é aplicada na coxa do bebê, sendo que o esquema completo é composto por duas doses, que são aplicadas geralmente aos 3 e 5 meses de vida, com um reforço com 1 ano de idade. Os efeitos colaterais incluem dor no local da aplicação e febre que podem ocorrer no dia da aplicação e no dia seguinte.
Modo de aplicação: Picada no músculo da lateral da coxa (intramuscular).

Vacinação aos 4 Meses

Pentavalente (DTP + Hib + hepatite B): Segunda dose.

Pólio inativada: Segunda dose.

Rotavírus: Segunda dose.

Pneumocócica: Segunda dose.

Vacinação aos 5 Meses

Meningococo C conjugada: Segunda dose.

Vacinação aos 6 Meses

DTP + Hib + hepatite B: Terceira dose.

Pólio: Terceira dose.

Rotavírus: Terceira dose.

Pneumocócica: Terceira dose.

Gripe: A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a aplicação da vacina contra a gripe (influenza) todos os anos para crianças de 6 meses a 5 anos. A cada ano o Ministério da Saúde oferece a vacina gratuitamente para determinada faixa etária (atualmente de 6 meses a 2 anos). A vacina da gripe deve ser aplicada de preferência durante o outono. Na primeira vez que a criança toma a vacina da gripe, são necessárias duas doses, com intervalo de um mês. É preciso reaplicar a vacina todo ano, porque todo ano o vírus muda.

Vacinação aos 9 Meses

Pública: Febre amarela

O que o esquema particular tem de diferente: Nada.

Febre amarela: Dose única da vacina contra o vírus da febre amarela para crianças residentes em áreas consideradas de risco, ou que se dirijam a elas. Estados em que se recomenda a vacinação: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, partes dos Estados de São Paulo, Bahia, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Informe-se com o pediatra ou na unidade básica de saúde. Dada gratuitamente nos postos de saúde. Também disponível na rede particular.
Modo de aplicação: Picada subcutânea (com agulha curtinha) normalmente no braço, mas pode ser no bumbum ou na lateral da coxa.


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Vacinação com 1 Ano

Públicas: Pneumocócica / Tríplice viral / Hepatite A (Obs.: No Estado de São Paulo, estão previstas com 1 ano a tríplice viral e a meningocócica C, em vez da pneumocócica. É apenas uma troca de ordem.)

O que o esquema particular tem de diferente: Tem uma dose a mais da vacina contra catapora, sendo a primeira com 1 ano e a segunda com 1 ano e 3 meses. No esquema gratuito, a vacina contra catapora é dada apenas com 1 ano e 3 meses. No esquema particular, a vacina contra hepatite A é dada em duas doses, uma agora e uma depois de 6 meses. No público, ela é dada em dose única. No esquema particular, já se
recomenda a vacinação contra meningocócica e a pneumocócica (disponível em versão mais completa), enquanto pelo programa público o reforço da meningocócica é feito em geral com 1 ano e 3 meses.

Tríplice viral (SRC, ou MMR): Primeira dose. Protege contra rubéola, sarampo e caxumba. Faz parte do calendário do Ministério da Saúde, portanto é aplicada gratuitamente nas unidades básicas de saúde.
Também disponível na rede particular. A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Também é conhecida como MMR que é a sigla em inglês da vacina: Measles, Mumps, Rubella. Ela é feita com os vírus vivos atenuados (enfraquecidos) causadores do sarampo, da caxumba e da rubéola. Os vírus das três doenças estão contidos dentro de uma mesma vacina, ou seja, a criança recebe uma só injeção que protege contra as três doenças. As vacinas dos postos e das clínicas particulares são exatamente iguais, tanto na eficácia como na ocorrência de eventuais efeitos colaterais. Ao contrário da maioria das outras vacinas, os efeitos colaterais ocorrem em média de 7 a 10 dias após a aplicação. Pode ocorrer febre, mal-estar e até lesões de pele semelhantes àquelas causadas pelo sarampo e rubéola, porém, em intensidade muito menor. Na grande maioria dos casos, os efeitos colaterais ou não ocorrem, ou são tão leves que não chegam a ser percebidos pelos pais. O esquema vacinal consiste em uma dose quando a criança completa um ano de idade e um reforço entre quatro e seis anos de idade, preferencialmente, aos quatro anos.
Modo de aplicação: Picada subcutânea (agulha curtinha) preferencialmente no braço.

Catapora (Varicela): Primeira dose de duas. Pode ser dada em uma picada isolada, no mesmo dia que a tríplice viral, ou na mesma picada, na quádrupla viral. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, observou-se que na versão com duas picadas separadas houve menos ocorrência de febre como efeito colateral. No Programa de Nacional de Imunizações é dada dentro da quádrupla viral, com aplicação única com 1 ano e 3 meses.
Modo de aplicação: Picada subcutânea (com agulha curtinha) normalmente no braço.

Hepatite A: No esquema público, dada em dose única. No particular, é dada em duas doses. O esquema sugerido é com 1 ano, mas o início pode ser adiado por alguns meses para dividir o número de aplicações. A segunda dose, no esquema particular, é dada seis meses depois da primeira.
Modo de aplicação: Picada no músculo da lateral da coxa (intramuscular).

Meningococo C conjugada: Dose de reforço. No calendário do governo, o reforço gratuito está previsto para 1 ano e 3 meses. Para a Sociedade Brasileira de Pediatria, o reforço pode ser dado em qualquer momento entre 1 ano e 1 ano e 6 meses, e no Estado de São Paulo ela é aplicada nos postos de saúde com 1 ano.

Pneumocócica conjugada: Dose de reforço, segundo o calendário do Programa Nacional de Imunizações. Pode ser aplicada a qualquer momento entre 1 ano e 1 ano e 11 meses, mas a versão gratuita é dada com 1 ano. Em São Paulo, os postos de saúde a aplicam com 1 ano e 3 meses. Não há problema se houver diferença entre o tipo de vacina das primeiras doses e do reforço (10-valente ou 13-valente).

Vacinação com 1 Ano e 3 Meses

Públicas: DTP /Pólio (gotinha) / Meningocócica C conjugada / Quádrupla viral (incluindo varicela). Em São Paulo, o reforço é da pneumocócica, pois a meningocócica é dada com 1 ano.

O que o esquema particular tem de diferente: Há a opção de usar a versão acelular da DPT (DPaT), que dá menos reação. Esta versão pode incluir um reforço de Hib e de pólio inativada, tudo na mesma picada,
como recomenda a Sociedade Brasileira de Pediatria, enquanto na rede pública a DTP é dada isolada.

DTP (tríplice bacteriana): Dose de reforço. Não há obrigatoriedade de usar a mesma formulação das doses anteriores, elas são intercambiáveis.
Modo de aplicação: Picada no músculo lateral da coxa (intramuscular).

Pólio: Dose de reforço.

Hib: Dose de reforço. Nesse caso o reforço vai dentro da vacina pentavalente (pólio inativada + DPaT + Hib), aplicada normalmente em clínicas particulares. Esse reforço da Hib não faz parte do Programa Nacional de Imunizações.

Quadriviral: Protege contra rubéola, sarampo, caxumba e catapora. É aplicada gratuitamente nas unidades básicas de saúde. Na segunda dose não há diferença nas reações dando-se a quadriviral (como na rede pública) ou dando-se a tríplice viral mais a varicela, em picadas diferentes (como há opção na rede particular). Por isso, mesmo na rede particular, costuma-se usar a quadriviral.
Modo de aplicação: Picada subcutânea (agulha curtinha) preferencialmente no braço.Meningococo C conjugada: Dose de reforço.

Vacinação com 1 Ano e 6 Meses

Particular: Hepatite A

Hepatite A: Segunda dose. No calendário do governo, é dada em dose única, entre 1 e 2 anos. No esquema particular, a segunda dose é aplicada seis meses depois da primeira, e alguns pediatras preferem
fazer o esquema um pouco mais tarde.

Vacinação com 4 Anos

Pública: DTP

O que o esquema particular tem de diferente: Versão acelular da DPT, que dá menos reação (DTaP), e um reforço da pólio, em forma de gotinha ou na forma inativada, na mesma picada da tríplice.

DTP (tríplice bacteriana): Segunda dose de reforço.

Pólio: Dose de reforço. Pode ser aplicada em combinação com a DPaT (tetravalente), ou então na forma oral. Recomenda-se que as crianças recebam a vacina oral nas campanhas de vacinação, desde que já tenham tomado duas doses da vacina inativada (aos 2 e 4 meses).
Modo de aplicação: A vacina Sabin é oral, em forma de gotinhas. Já a VIP é dada em conjunção com a DTaP, com a mesma picada no músculo da lateral da coxa.

Vacinação com 5 a 6 Anos

Particular: Meningocócica C conjugada

Meningocócica C conjugada: Reforço.

Vacinação com 10 Anos

Pública: Febre amarela

Febre amarela: Dose de reforço.

Vacinas Públicas x Vacinas Particulares

As vacinas são uma grande conquista da medicina. Elas protegem o corpo humano contra vírus e bactérias que causam vários tipos de doenças graves e que podem afetar a vida das pessoas e até mesmo levá-las a morte. As vacinas acabaram com muitas doenças que antigamente atingiam as crianças, como a paralisia infantil, o sarampo e tantas outras. Hoje, com as vacinas, não se vê tantas crianças sofrendo dessas doenças. É muito mais fácil a gente prevenir as doenças do que ficar tratando. E sobre as vacinas particulares, vale a pena gastar mais de R$ 600 reais em uma dose de vacina que não faz parte do calendário de vacinação infantil do SUS?!

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Vacina tríplice bacteriana (DPT): no PNI (Programa Nacional de Imunizações) usa-se a vacina produzida no instituto Butantan, a DPT de célula inteira, uma vacina que causa índice alto de reações adversas. Nas clínicas particulares, só existe a DPaT, a vacina acelular, usada em todos os países “desenvolvidos” do mundo. Nesta vacina o componente da coqueluche é feito por engenharia genética, não se usa o capside da bactéria. Resultado: muito menos reações.

Poliomielite: Os postos ainda usam a Polio Oral (Sabin), em desuso total em países como EUA, toda a Europa e Escandinávia, Japão e Israel. Nas clínicas particulares só se usa Polio Inativada, aplicada na mesma seringa que a DPT. Esta vacina confere alta proteção e risco zero de causar a PPV – poliomielite pós-vacinal – um raríssimo efeito colateral da vacina Sabin. Foi por este motivo, a PPV, e também para acabar com a circulação de um vírus vivo e inativado, que o mundo desenvolvido parou de usar a Sabin. A VOP (oral) antes de meados de 2012 era a vacina utilizada pelo Ministério da Saúde, após essa data ela passou a ser oferecida como 3ª e 4ª doses e também nas campanhas de vacinação. Para as 1ª e 2ª doses o Ministério passou a oferecer a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Como você já deve ter percebido existem dois tipos de vacina contra a polimielite, a VOP (oral) que é aquela das campanhas anuais do Ministério da Saúde que utiliza o vírus em estado atenuado e a VIP (injetável) que utiliza o vírus em estado inativado e que até meados de 2012 era oferecida apenas em clínicas especializadas.

Hepatite B: Aplicada nas clínicas particulares também na mesma seringa que a DPaT + Hemófilus + Polio (vacina Hexavalente), diminui o número de injeções na criança. Caso não seja este o problema, copio abaixo o trecho de um estudo sobre vacinas: “Estudo realizado pelo Dr. Reinaldo Menezes Martins (do Comitê Técnico Assessor do Ministério da Saúde) e col, comparando a imunogenicidade da vacina contra Hepatite B produzida pela GSK (Engerix) e a do instituto Butantã (Butang) demonstrou, entre outras coisas, que a porcentagem de soroproteção da vacina Butang em adultos entre 31 e 40 anos de idade foi de 79,8 % contra 92.4% da Engerix B®.”

Rotavírus: Os principais sintomas do rotavírus são vômito, febre e diarréia líquida constante, que se não for tratada pode levar a desidratação e até a morte. Os recém-nascidos são os principais alvos do vírus. A forma de contágio é fecal-oral. Nos locais onde as condições de higiene são inadequadas (áreas de manguezais e palafitas, por exemplo), o rotavírus contamina pessoas de qualquer idade: basta o contato com alimentos, objetos ou mesmo as mãos contaminadas. Nos postos existe à disposição a vacina contra rotavírus monovalente (da GSK). A vacina é belga, segura e bem produzida, mas só protege contra um sorotipo deste vírus, o que equivale a 70% dos casos no nosso meio. Nas clínicas particulares se aplica a vacina pentavalente, norte-americana, que protege contra cinco sorotipos de rotavírus – 99,5% dos casos brasileiros. Esta vacina (a pentavalente) é utilizada de rotina nos Estados Unidos e a mais indicada para nós.

Pneumococos: Nos postos utiliza-se a pneumocócica conjugada 10-valente (da GSK), também belga, segura e eficaz. Nas clínicas particulares usa-se a pneumo 13-valente (da Pfizer/Wieth). Estes 3 sorotipos a mais de pneumococos são extremamente importantes no Brasil, pois 2 deles são pneumococos muito comuns por aqui.  Esta vacina (a 13-valente) é utilizada de rotina nos Estados Unidos, no PNI deles.

Meningite C: Talvez a diferença menos contundente. O governo utiliza a vacina da Chiron. As clínicas aplicam a vacina da Baxter. Ambas são muito seguras, mas a vacina da Baxter é a única que apresenta níveis protetores a partir da primeira dose aplicada (com 2 ou 3 meses de vida). Dados demonstram que 60% das meningites, inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e medula espinhal, são causadas pela bactéria do meningococo C. A transmissão é de pessoa para pessoa por meio do beijo e secreções expelidas pela tosse, fala ou espirro. Não à toa, especialistas desaconselham as mães a assoprarem a sopinha da criança para esfriar antes de levar à boca do filho. Uma infinidade de bactérias reside na boca de uma pessoa adulta. A meningite caracteriza-se por febre alta, cefaléia e rigidez de nuca. Outros sinais e sintomas são vômitos, recusa alimentar, sonolência, irritabilidade e convulsões, principalmente em recém-nascidos e lactentes.

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Fontes Consultadas:

BabyCenter
Vaccinare
Cia Materna
Clínica Len
Express Yourself

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