O Fim da Mídia Impressa e o Sensacionalismo na Internet: Causa ou Consequência?

O caso mais recente de sensacionalismo na internet – que revoltou milhares de pessoas no país inteiro – foram as matérias do site Catraca livre pegando carona na tragédia do time de futebol Chapecoense. A pergunta que faço é: Até onde a imprensa pode ir na exploração de tragédias como esta? Sabemos que os canais de notícias sobrevivem de audiência, sem público não há anunciantes, e sem anunciantes não há imprensa. Porém, em alguns casos, os veículos acabam ultrapassando a linha do bom senso gerando sensacionalismo desmedido em busca de audiência.

Com o avento da internet e com a popularização das mídias sociais as notícias agora correm na velocidade da luz. Muitos analistas de mercado indicam que a mídia impressa para notícias já morreu, porém, os veículos de notícias tradicionais ainda não conseguiram encontrar a melhor forma de posicionamento na rede. A falta de uma estratégia eficiente para atração e cativação do público por parte da imprensa acaba criando campanhas de atração equivocadas como esta do site Catraca Livre. Que conclusões podemos tirar dos fatos ocorridos nestes últimos dias?

Sensacionalismo na Internet


728x90_BLACK_FRIDAY

Reportagem Sensacionalista: Catraca Livre

Ontem o Brasil se consternou ao receber a notícia da queda do avião que levava a equipe do Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, na Colômbia. Entre as vítimas estavam jogadores, tripulantes, jornalistas e narradores. No entanto, foi um dia em que os internautas expressaram indignação contra o site Catraca Livre que se aproveitou do momento de comoção nacional para ganhar clicks e lucrar com visualização.

A revolta foi tanta que seguidores da página Catraca Livre no Facebook começaram a desfazer o vínculo. Na manhã de ontem a página tinha mais de 8,3 milhões de seguidores e o número já havia caído para 7,9 milhões no período da noite. Nesta quarta o número se seguidores já caiu para 7,8 milhões.

Em meio à comoção geral esboçada por internautas no país e no mundo todo o site começou a colocar no ar matérias oportunistas como: “Medo de voar? Saiba como lidar com isso!”, “Passageiros que filmam pânico em avião” e “10 mitos e verdades sobre viajar de avião”.

catraca livre chapecoense

Com a repercussão negativa entre os leitores, o site tentou se defender através de uma nota argumentando que que considerava “relevante jornalisticamente mostrar outros aspectos da tragédia” e que “precisamos não apenas lamentar, mas informar”. No entanto, no período da tarde, a equipe do site caiu na real postando o seguinte pedido de desculpas:

Diante do impacto da notícia do acidente com o time do Chapecoense e premido pela rapidez, o Catraca Livre fez posts que feriram a sensibilidade de seus leitores, ao mostrar diferentes ângulos da tragédia. Lamentamos que nossa abordagem tenha provocado essa dor e fosse interpretada como desrespeito. Erramos ao não sermos mais cuidadosos. Pedimos, assim, desculpas ao leitor e agradecemos suas críticas que nos ajudam a fazer um jornalismo cada vez melhor.

Não sei se os jornalistas se sensibilizaram com a dor das pessoas. Imagino que se houvesse de fato um cuidado, teriam pensado duas vezes antes de colocar as matérias no ar. Pode ter pesado mesmo a fuga em massa dos fãs da página no Facebook que é um dos principais chamariz de acesso hoje em dia.

E a lambança não parou por aí, tentando se redimir do erro, o site finalmente prestou uma homenagem às pessoas que morreram, em especial ao time Chapecoense. Porém, usaram uma figura do site Fera. O Estadão então rebateu com a seguinte mensagem:

Pessoal, você usaram nossa homenagem ao time mas esqueceram de linkar nossa página, o Fera. A cobertura completa da tragédia está lá.

Pronto, estava criada aí uma briga entre dois veículos de notícias em torno da busca por audiência da tragédia. No final, o fundador do site Catraca Livre, o jornalista Gilberto Dimenstein, assumiu a responsabilidade pelas matérias equivocadas isentando toda a redação do site. No pedido de desculpas frisou já que ganhou muitos prêmios como escritor e jornalista. Concluiu dizendo que errar é uma fonte de aprendizado.

Fonte

Propaganda Sensacionalista? Netshoes

Outra bola fora foi dada pela empresa Netshoes que colocou no ar uma campanha de venda da camisa do time de futebol valorizando o produto.

Outra polêmica envolveu uma campanha de publicidade da empresa Netshoes. Internautas notaram um aumento no preço da camisa do time Chapecoense e se revoltaram:

netshoes chapecoense

Com a repercussão negativa sobre a campanha, a empresa recuou e divulgou a seguinte nota:

Em virtude da Black Friday, a camisa da Chapecoense estava com preço promocional e, na manhã de hoje, teve suas últimas unidades vendidas (camisa II) por R$ 159,00. Com o esgotamento do produto, por uma programação de sistema, o valor retornou ao preço original R$ 249,00, junto com o alerta de indisponibilidade do produtos.

Estratégia Clickbait

De acordo com a Wiki, clickbait (também conhecido por sua tradução “isca de cliques”) é um termo que se refere a conteúdo da internet que é destinado à geração de receita de publicidade online, normalmente às custas da qualidade e da precisão da informação, por meio de manchetes sensacionalistas e/ou imagens em miniatura chamativas para atrair cliques e incentivar o compartilhamento do material pelas redes sociais. Manchetes clickbait costumam prover somente o mínimo necessário para deixar o leitor curioso, mas não o suficiente para satisfazer essa curiosidade sem clicar no conteúdo vinculado.

As matérias colocadas no ar pelo Catraca Livre e compartilhadas na sua página do Facebook foram uma clara demonstração da prática de clickbait. Não podemos condenar a prática em si, mesmo porque o internauta está hoje imerso em um oceano de informações e para atrair a tenção do leitor é útil usar estratégias de posicionamento. Porém, o editor deve ter o bom senso para avaliar se a matéria é conveniente para o momento. É óbvio que explorar este tema como foi feito não traria bons resultados. Os clique viriam como de fato ocorreu, mas me surpreende jornalistas premiados optarem por tal prática, talvez a ganância por audiência falou mais alto.

clickbait

O Fim da Mídia Impressa

O aumento de demissões na imprensa nos últimos anos tem demonstrado que o setor está em declínio. Grandes grupos como Estadão, Abril e SBT estão colocando à venda patrimônios, maquinários, antenas e não conseguem compradores. O destino delas pode ser os museus. O Grupo Abril, por exemplo, fechou várias revistas, demitiu funcionários e desocupou metade do prédio sede da empresa.

O Brasil, segundo o IBGE, é o país em que mais cresce o acesso à internet superando até o Japão. É também o 6º país com o maior número de smartphones (dados de 2015). Isso quer dizer que os conteúdos estão na palma da mão e não mais na banca de revista ou na TV da sala.

Ou seja, grandes grupos de comunicação estão agora disputando espaço na rede em condições iguais com qualquer outro estabelecido ou que queira se estabelecer. A questão que fica é a capacidade de se produzir conteúdo de qualidade em um ecossistema tão diverso.

Drogaria Araujo - 728x90

A queda de audiência e das tiragens dos impressos fizeram com que os anunciantes migrassem para a internet. Com isso as receitas dos meios tradicionais, TVs, jornais, revistas e rádio despencaram. Isso por que a internet chegou para ficar e está colocando em xeque um modelo, principalmente de imprensa, que sofre como nunca a perda de credibilidade, conforme apontam pesquisas de opinião.

A internet deu voz ativa a todo mundo, através das redes sociais todos dão opiniões e compartilham ideias. Além das redes sociais, os editores independentes lançam sites onde postam todas as informações que consideram importantes para seus eleitores. Sem falar nas blogosferas dos mais variados assuntos: finanças, política, economia, artes, etc.

E nesse ecossistema tão diverso e heterogêneo sobreviverá apenas quem produzir informações de qualidade. Será?!

Fonte

O Fim da Mídia Impressa Prejudica o Jornalismo de Qualidade?

Em um passado não muito distante, grandes jornais e revistas eram vistos como garantia de jornalismo de qualidade. Porém, a migração meio desordenada destes veículos para a internet pode estar gerando efeitos colaterais. Incidentes como este do site Catraca Livre podem parecer casos isolados mas podemos esta diante de um movimento em que a notícia pouco importa, o que passa a ser importante é a manchete e não o conteúdo.

É importante lembrar que jornal impresso sensacionalista existe há décadas, isto não é exclusividade da internet. Porém, em um meio em que o apelo visual sobressai sobre o texto bem escrito, o internauta passa a colocar em descrédito a informação que lhe chega.

Segundo a pesquisa realizada pela PBM (Pesquisa Brasileira de Mídia), em 2015, apenas 30% dos usuários de internet acreditam nos conteúdos publicados na web. De outro lado, o índice de confiabilidade quase dobra quando falamos da publicação em meios tradicionais – TVs, Rádio, Jornais e Revistas.

E não só de conteúdo esta pesquisa trata. Quando perguntados sobre os anunciantes, campanhas de marketing e áreas relacionadas, o número é ainda menor. Cerca de 25% do público consumidor da internet confia no que é divulgado.

confianca na midia impressa

Pesquisa Brasileira de Mídia, 2015 – Fonte da Imagem

O Rádio também continua com uma presença forte no dia-a-dia dos entrevistados: 81% afirmam ouvi-lo diariamente e quase todos, mais precisamente 97% deles, declararam acessar sites de notícias com frequência.

Daí surge uma dado interessante: Foi perguntado se estes profissionais planejam substituir por completo os veículos impressos pelos digitais. Para 49%, é importante conciliar as duas fontes de informação. Somente 14% declararam já ter abandonado o papel para se informar.

Ou seja, que a mídia impressa está em decadência, todo mundo já sabe. Mas a questão que fica nos deixa uma indagação: será possível “profissionalizar” o uso da internet e das redes sociais a fim de trazer para a rede o jornalismo de qualidade?

O Fim da Rádio Guarani e a Crise dos Diários Associados

Observação: O texto deste capítulo foi publicado originalmente no meu blog antigo (Blog d’Uó). Como está relacionado ao tema tratado neste artigo, decidi republicar para enriquecer o post. O blog antigo tem alguns posts interessantes  e futuramente irei republicar outros aqui no site novo.

A queda de circulação evidencia a crise vivida pelos jornais diários brasileiros. Em 2014, segundo dados do IVC (Instituto Verificador de Circulação), a tiragem dos 16 maiores veículos juntos caiu 8,4%. É como se o quinto maior jornal brasileiro tivesse parado de ser impresso. Aliado a isso, há a redução do valor aplicado em anúncios. De 2000 a 2003, segundo a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), houve decréscimo de 9,5% da soma investida pelos anunciantes em jornais.

fim da imprensa jornais

A baixa nos números começou no ano 2000, reflexo da instabilidade da moeda em relação ao dólar, que fez aumentar o preço dos insumos (especialmente o papel de imprensa), engrossar a dívida dos empresários que haviam investido em parques gráficos poucos anos antes e reduzir o poder de compra dos leitores.

Há também explicações de outra ordem que contribuem para engrossar esses dados. Os próprios chefes de redação admitem que os jornais estão se tornando menos atrativos para o leitor, com conteúdo jornalístico pouco analítico. O jornal brasileiro hoje é previsível e traz notícias que já estão na boca do povo.

A crise é ainda agravada pela concorrência com outras mídias. Muito embora o jornal já tenha superado o impacto de duas grandes revoluções na comunicação – uma com o surgimento do rádio, nos anos de 1930; outra com o aparecimento da televisão, na década de 1950 -, agora a disputa ganha maiores proporções com a cada vez mais massiva adesão à Internet dos potenciais leitores de jornal.

Sobre essa competição recaem dois aspectos: um, editorial; outro, comercial. O primeiro remete à dificuldade de produzir conteúdo jornalístico que não redunde com aquele feito para a web. O segundo aspecto, comercial, alude à complexa disputa por frações do dinheiro do moderno consumidor da informação. A TV, o rádio e a Internet oferecem as notícias de graça e antes do jornal, que sofre com esse problema.

fim da imprensa selfies

Os críticos dizem que pouco foi feito para fazer do jornal um produto competitivo. O jornal está optando pelo suicídio, porque não mudou suas características diante de outros meios mais ágeis. O leitor deveria ser surpreendido com textos mais analíticos e aprofundados, diferentes da Internet. Um bom exemplo é norte-americano The New York Times: O jornal investe em coberturas extensas, com tratamento sociológico e temas desconhecidos pelo leitor. Outra possível mudança gira em torno da redução do número de páginas do jornal.Os jornais são extensos demais, têm assuntos demais. Devem ficar mais enxutos, porque se gasta muito papel com o que não é vital para o leitor.

Além do volume, também é questionado o formato do jornal brasileiro, tradicionalmente standard. No Brasil, a única exceção de sucesso é o tablóide Zero Hora, do Rio Grande do Sul. No mundo todo as pesquisas mostram que o tabloide é preferido pelo leitor, mas o conservadorismo impede o empresário de mudar. Veja ao lado o Vaticano em dois momentos 2005/2013.

Acima de qualquer discussão em torno de mudanças que podem proteger contra a concorrência da Internet, até porque o empresariado não parece disposto a investir em nenhuma delas, está uma estratégia adotada pelos grandes jornais: em vez de fazer um conteúdo inovador, colocar o próprio jornal, com a credibilidade de que dispõe, na web para disputar leitores na Internet. Afinal, os jornais on-line mais lidos estão invariavelmente ligados a um jornal impresso de credibilidade. A maioria dos leitores de Internet se informam por meio de marcas de jornal corroborando a tese de que as empresas estão muito preocupadas em sobreviver como negócio, não necessariamente como jornal.

A Crise dos Diários Associados

O tradicional jornal mineiro “Estado de Minas”, carro-chefe dos Diários Associados, antigo império da imprensa de Assis Chateaubriand, está à beira da falência. Os rumores de sua crise financeira são antigos. Já se falava, há alguns anos, que o jornal estava à venda, procurando um grupo empresarial para tocar a empresa. Mas nenhum comprador apareceu até agora.

Hoje, no cume de sua agonia, colocou sua sede à venda e já começou processo de demissões de jornalistas e funcionários administrativos. O jornal completou 87 anos de circulação no último dia 7 de março em meio à maior crise que já enfrentou em sua história. O diário começou a circular em 7 de março de 1928.

jornal estado de minas crise

Os jornais impressos estão enfrentando problemas em todo o mundo. Recentemente o Washington Post também colocou sua sede à venda. Diariamente se tem notícia de jornais nos Estados Unidos e na Europa que estão fechando as portas ou reduzindo drasticamente suas tiragens em consequência das novas tecnologias que, indiscutivelmente, tem tido forte impacto no modelo de negócios destas publicações. No entanto, seria um equívoco atribuir à derrocada dos Associados e, em especial do jornal Estado de Minas, apenas às novas tecnologias. Os problemas são mais antigos e profundos.

Nas últimas eleições, o jornal deixou de lado a sua neutralidade – característica do seu perfil tradicional e conservador, que é a base da ética mineira – para apoiar abertamente Aécio Neves à Presidência da República. Publicou reportagens com grandes manchetes na primeira página sobre o envolvimento do PT na corrupção, em geral, e em especial na Petrobras. Naturalmente, com o resultado das eleições, sua opção comercial não contribuiu para sua sobrevivência empresarial. Pois o PT, que foi atacado, venceu para o governo de Minas e para a Presidência da República. Assim, o jornal ficou fora do loteamento da verba publicitária governamental em nível estadual e federal.

aecio no estado de minas

Mas isso não é só a causa principal de sua falência empresarial. As empresas mineiras enfrentam problemas com a crise nacional e internacional, e diminuíram as inserções de anúncios na mídia em geral. A Fiat, a VS Tubos, a Gerdau-Açominas, a Usiminas e outras estão em crise e dando férias coletivas a seus funcionários. Também estão demitindo. O que contribui para a diminuição do volume da publicidade para a imprensa em geral. Mas a crise do Estado de Minas não é de hoje, e sim resultado de décadas de erros e tentativas comerciais e editoriais mal pensadas.

Mais antigo, tradicional e conservador jornal de Minas Gerais, o Estado de Minas é mais um exemplo da decadência da mídia impressa. Está procurando comprador para o edifício onde está instalada sua redação. Trata-se de um prédio na Avenida Getúlio Vargas, na Savassi, um dos pontos mais valorizados de Belo Horizonte. De acordo com fontes do mercado imobiliário local, o jornal dos Diários Associados estaria pedindo R$ 50 milhões, mas teria ofertas de, no máximo, R$ 30 milhões. (A sede original do jornal, na Rua Goiás, no centro da capital mineira, ainda pertence ao grupo.)

A venda da sede do Estado de Minas é mais um capítulo da crise da mídia impressa. O jornal enfrenta uma crise de credibilidade, custos crescentes, queda de circulação e diminuição da receita publicitária. A direção do grupo deve transferir a redação para a sede da TV Alterosa, retransmissora do SBT em Minas Gerais. Outros jornais mineiros, como o Hoje em Dia e O Tempo, também passaram por reestruturações empresariais, corte de pessoal e alteração do formato e estilo de redação na luta pela sobrevivência.

O Fim da Rádio Guarani

Os ouvintes mineiros acabam de sofrer um duro golpe com o fim da Guarani FM de Belo Horizonte. A frequência está sendo assumida pela “Rede Gospel — Feliz FM”, sediada em São Paulo e que tem no comando o fundador e presidente da comunidade cristã “Paz e Vida”, pastor Juanribe Pagliarin.

fim da radio guarani

Há mais de trinta anos no ar, a emissora de propriedade do grupo Diários Associados se pautava pelo estilo musical e jornalístico adulto contemporâneo com boa música (clássica, blues, MPB, pop e jazz), agenda cultural destacando os eventos de qualidade da capital mineira e jornalismo com informação relevante. Mineiros apaixonados pela programação da já extinta rádio iniciaram dois movimentos em defesa da rádio. Na rede social Facebook, inicialmente foi criada a comunidade Órfãos da Guarani FM, que já conta com 6.000 seguidores.

fim da radio guarani

Fonte 1, Fonte 2 e Fonte 3

Homenagem

Tópicos Relacionados

14 comentários sobre “O Fim da Mídia Impressa e o Sensacionalismo na Internet: Causa ou Consequência?

  • Episódio lamentável este do Catraca Livre. O desespero para aumentar as receitas ficou evidente…

    O problema é que estamos nos primeiros momentos da mudança e, infelizmente, estão todos se nivelando por baixo: independentes e grande mídia usando de artimanhas e abrindo mão da qualidade para conseguir acessos e receita. Isso alinhado com um povo (não exclusivamente brasileiro) que tem preguiça de ler e se “informa” através de manchetes.

    Imagino que, no longo prazo, as notícias cheguem através de autônomos e independentes, enquanto a grande mídia aprofundaria o assunto com maior qualidade algum tempo após o fato. Só espero que aqueles que procuram informação correta e de qualidade aumentem em número também, porque senão este papel da grande mídia, para dar lucro, teria que ser pago devido ao baixo acesso…

    • Acho que os jornalistas sempre terão papel importante. São eles que correm atrás da notícia. Que vão aos locais, entrevistar, filmar, etc. Hoje tem milhões de blogueiros “gerando” notícia, mas tudo não passa de milhares de copy-paste. Este blogueiros não são jornalistas, não vão ao local do fato, não sujam o pé, ficam simplesmente na sua cadeira confortável pinçando notícias e republicando nos seus blogs.

    • Fala Oshiro!
      Faz parte do sistema atrair atenção nestes momentos, porém, deve-se medir as palavras para não magoar mais ainda quem está sensibilizado pela tragédia.
      Abraço!

  • Prezando a qualidade jornalística vocês deveriam corrigir o texto tb, a Netshoes não elevou o valor da camisa após o acidente, o valor apenas retornou ao valor que era antes depois que acabou a Black Friday.

  • Olá Uó! Excelente cobertura! Infelizmente alguns tentaram lucrar com a tragédia da Chapecoense…Mas o público não está mais tolerando esse tipo de atitude (ainda bem) Sinceramente não sei o que será do catraca livre e outros…

    E também ainda não caiu a ficha que o avião caiu, triste demais… :'(

    • A imprensa toda aproveita destas tragédias para lucrar, só que os espertos fazem as coisas de forma a não chocar as pessoas, fazem justamente o contrário, procuram criar mais comoção em busca de audiência. Porém, o Catraca Livre nem disfarçou.

  • Olá UÓ, excelente matéria.

    A tendência é o jornal impresso acabar.

    A mídia aproveita tragédias para ganhar audiência, infelizmente.

    Abraços.

    • Não sei se vai acabar, até coisas que acabaram estão voltando, vinil, fita cassete… e cultura é cíclica, rs.
      Abraço!

  • Mesmo com os diversos erros cometidos no passado recente, algumas pessoas ou empresas querem se aproveitar de algumas tragédias. Tivemos o caso do Luciano Huck que pegou carona no movimento “Somos todos Macacos”, ação criada para apoiar o jogador Daniel Alves que foi vítima de racismo.

    O apresentador iniciou a venda de camisetas com os dizeres do movimento e essa campanha de marketing acabou sendo um fiasco e recebeu inúmeras críticas.

    Muitos profissionais de marketing ensinam que para receber muitos visitantes, devemos surfar na onda de uma notícia, mas tudo tem um limite.

    Essa pergunta é fundamental:

    Até quando a imprensa continuará explorando as tragédias?

    • Olá Cleiton,

      Eu tenho resposta à pergunta: vai continuar explorando. Só que os mais atentos irão explorar de forma mais sensata.

      Abraço e valeu!

Comente...