Carta Mensal aos Cotistas (Março/2018)

Esta é a compilação dos indicadores econômicos em março de 2018: A SELIC fechou o mês com rendimento de 0,53%. O CDI fechou o mês com rendimento de 0,53%. O CDB fechou o mês com rendimento de 0,50%. A poupança antiga teve rendimento de 0,50% e a poupança nova teve rendimento de 0,39%. O IBOV fechou praticamente no zero a zero com valorização de 0,01% enquanto o IFIX teve expressiva alta de 2%. O Dólar americano Ptax teve alta de 2,43% enquanto o Euro apresentou alta de 3,20%. O IGP-M registrou inflação de 0,64% enquanto o IPCA está estimado em 0,15%.

Não fosse o último pregão de março, a bolsa teria terminado o mês com queda de 2%. O IBOV fechou com alta de 1,78%, aos 85.365 pontos, em seu melhor pregão desde 12 de fevereiro, quando subiu 3,27%. Com esse desempenho, o índice salvou o mês de março, encerrando com leve ganho de 0,01% e encerrando o primeiro trimestre de 2018 com valorização de 11,73%. Enquanto isso, o dólar comercial terminou o mês cotado a R$ 3,3001 na venda e no ano a moeda tem queda de -0,31%. A tabela de  indicadores econômicos abaixo apresenta os principais índices financeiros registrados em março de 2018.

indicadores economicos marco 2018

Estes dados são compilados pelo portal Valor Data e podem ser encontrados sempre atualizados nesta página.

Taxa SELIC em Março de 2018

A taxa SELIC em março de 2018 ficou em 0,53%. Nos últimos 12 meses, o acumulado da taxa SELIC é de 8,40%. Em 2018, o acumulado é de 1,59%.

CDI em Março de 2018

O CDI em março de 2018 ficou em 0,53%. Nos últimos 12 meses, o acumulado do CDI é de 8,39%. Em 2018, o acumulado é de 1,59%.

CDB em Março de 2018

O CDB em março de 2018 ficou em 0,50%. Nos últimos 12 meses, o acumulado do CDB é de 7,58%. Em 2018, o acumulado é de 1,54%.

Poupança em Março de 2018

O rendimento da poupança antiga em março de 2018 foi de 0,50%. A poupança nova rendeu 0,39%. Nos últimos 12 meses, o acumulado da poupança antiga é de 6,43% e da nova foi de 5,86%. Em 2018, o acumulado da poupança antiga é de 1,51% e o da nova de 1,19%.

IBovespa em Março de 2018

O IBovespa fechou março de 2018 com alta de 0,01%. Nos últimos 12 meses, o ganho é de 31,36%. Em 2018 o índice acumula alta de 11,73%.

grafico ibov marco 2018

IBovespa em tendência de alta no médio prazo e consolidado no curto prazo

IFIX em Março de 2018

O IFIX fechou março de 2018 com alta de 2,00%. Nos últimos 12 meses, o ganho é de 15,99%. Em 2018, o índice acumula alta de 5,89%.

grafico ifix marco 2018

IFIX em tendência de alta no médio prazo e no curto prazo

Dólar em Março de 2018

O Dólar Ptax (BC) subiu 1,88% em março de 2018 acumulando alta de 4,90% nos últimos 12 meses. O Dólar Comercial (mercado) subiu 1,88% acumulando alta de 5,51% nos últimos 12 meses. No ano, o Dólar tem queda de -0,31%.

grafico dolar marco 2018

O Dólar apresentou alta em março mas ainda continua congestionado no médio prazo

Euro em Março de 2018

O Euro medido pelo Banco Central teve alta de 3,20% em março de 2018 acumulando alta de 20,52% nos últimos 12 meses. Já o Euro comercial teve alta de 2,73% acumulando alta de 21,59% nos últimos 12 meses. No ano, o Euro tem alta de 2,57%.

grafico euro marco 2018

O Euro apresenta congestão no curto prazo mas no médio prazo o movimento é de alta

IGP-M em Março 2018

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) teve variação de 0,64% em março de 2018. No ano, o índice acumula alta de 1,47%. Já o índice dos últimos 12 meses, que é referência para a maioria dos reajustes de contratos imobiliários, subiu 0,20%. Em março de 2017, o índice havia subido 0,01% e acumulava alta de 4,86% em 12 meses.

IPCA em Março 2018

A prévia da inflação oficial – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) – desacelerou a alta para 0,10% em março, a menor taxa para o mês desde 2000. Dessa forma, o índice de preços acumulado em 12 meses desacelerou na passagem dos meses: de 2,86% na prévia de fevereiro para 2,80% em março.

Carta Mensal aos Cotistas

A bolsa brasileira subiu e operou no campo positivo por alguns dias, depois caiu e operou no negativo por mais alguns dias. Mas no último pregão do mês, engatou uma forte alta e acabou fechando março de 2018 no zero a zero. Os gringos, que até fevereiro vinham aportando forte na bolsa, resolveram, em março, realizar lucro, o que contribui para a queda da bolsa a partir do dia 13. Movimento este que coincidiu com fortes quedas nas bolsas americanas.

Percebe-se que a bolsa brasileira está seguindo de perto os movimentos das bolsas americanas, isto é, quando sobe lá sobe aqui e vice-versa. Na medida em que o cenário político brasileiro encontra-se em momento de indefinição, o mercado não tem sofrido maiores solavancos por fatores internos. Mas existe sim uma grande expectativa em relação ao “Dia D” para o ex-presidente Lula.

O adiamento da sessão de julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente no último dia 22 de março colocou o Supremo Tribunal Federal sob os olhares atentos da população brasileira. Depois de uma discussão preliminar para decidir se analisariam ou não o pedido, os ministros adiaram o julgamento para o dia 4 de abril. Negando haver qualquer benefício a Lula, a presidente Cármen Lúcia disse que o julgamento foi suspenso por limite físico dos ministros.

Mas se a possibilidade de prisão de Lula era só uma expectativa naquele momento, ela se tornou real com a rejeição dos embargos de declaração da defesa do petista pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) no último dia 26. Concluído o processo em segunda instância, Lula só não foi preso graças ao salvo-conduto do STF.

lula livre

Manifestantes favoráveis ao ex-presidente Lula protestaram em Brasília, durante sessão do STF, que julgou o habeas corpus preventivo do petista em 22/03/2018 – O STF decidiu adiar para o dia 4 de abril a conclusão do julgamento, mas concedeu uma liminar para suspender qualquer ordem de prisão contra o petista até que a Corte conclua a análise do processo. (Foto Ueslei Marcelino/Reuters)

Diante da péssima repercussão com o adiamento, o cenário mais provável é de conclusão do julgamento no dia 4. Neste caso, os ministros concedem ou negam o habeas corpus pedido por Lula. Se permitirem ao petista recorrer em liberdade, falta saber até que ponto. Isso porque forma-se nos bastidores um solução intermediária entre a prisão em segunda instância e após o trânsito em julgado, sendo o Superior Tribunal de Justiça o último grau de recurso.

Contudo, um novo adiamento ainda é provável. Votos demorados, apartes, discussões e outras “intempéries” a que os ministros estão sujeitos em plenário podem levar à interrupção da sessão, repetindo o desfecho da reunião de 22 de março. Neste caso, a votação seria retomada na quinta-feira, em uma sessão extraordinária, ou na semana seguinte, em um dos encontros semanais dos ministros.

Em tese, não há nada que demande pedido de vista para que algum ministro possa se inteirar melhor do caso, já que ele deve responder a uma questão simples e o processo é conhecido. Entretanto, esse tipo de pedido também carrega uma carga política e tem sido usado de forma estratégica para esfriar uma discussão.



Queda da Taxa de Juros

O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu em 21/03/2018 cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, de 6,75% para 6,5% ao ano. Esse foi o 12º corte seguido da Selic, que segue em seu menor nível na história. A decisão, que foi unânime, era esperada pelo mercado. Mas o que surpreendeu os analistas foi o comunicado após a decisão: o BC indicou que deve seguir com os cortes da Selic na próxima reunião do Copom, em maio.

“Para a próxima reunião, o Comitê vê, neste momento, como apropriada uma flexibilização monetária (queda nos juros) moderada adicional. O Comitê julga que este estímulo adicional mitiga o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas ou seja, juros menores podem ajudar a inflação a ficar dentro da meta do BC”.

A redução da taxa básica de juros para os menores níveis da história desperta, cada vez mais, a atenção do investidor em busca por alternativas para seu dinheiro render mais. Este cenário, aliado à queda da inflação, resulta em boas perspectivas de valorização para os fundos de investimento imobiliários (FIIs). Os fundos já subiram bastante dese janeiro de 2016, mas os analistas acreditam que ainda há espaço para novas altas.

grafico historico fiis

O IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários) foi inaugurado em 2012 tendo em sua carteira diversos fundos. Cada FII possui um peso diferente dentro da carteira. De forma bem similar ao Ibovespa, o IFIX é uma métrica para avaliar o desempenho médios dos FIIs.

A redução da Selic somada à expectativa de melhora real do setor imobiliário, aumento das vagas de emprego, aumento da renda e do crédito, torna o cenário ideal para que este tipo de investimento, pois encontra um ambiente propício para diminuição da vacância no setor.

“O mercado ainda não está 100% recuperado da crise mas ficou claro no fechamento do ano passado que o pior ficou para trás… 2018 tende a ser bom e pode ser espetacular se tivermos um cenário eleitoral benigno ao fim do primeiro semestre”, afirmou à Reuters o presidente da NAI Brazil, Marcelo da Costa dos Santos.

Santos explicou que o mercado de escritórios corporativos tende a operar normalmente até julho, dando continuidade ao desempenho positivo do último trimestre de 2017, mas a indefinição na política pode retardar o ritmo de atividade até as eleições.

Na cidade de São Paulo, cujo estoque nas principais zonas empresariais somava mais de 5 milhões de metros quadrados, as locações superaram o total de desocupações em 194.845 metros quadrados em 2017, alta de 267% ante os 53.084 metros quadrados apurados em 2016.

“O ano de 2017 foi o melhor da série histórica desde 2012 tanto na absorção líquida quanto bruta”, observou Daniel Iannicelli, diretor de serviços corporativos, escritórios e varejo da NAI Brazil.

Com isso, a disponibilidade em São Paulo caiu a 21%, frente a 22,3% do ano anterior. Apenas no segmento de alto padrão, essa taxa recuou para 20,3%, de 25,1% em 2016. Para imóveis intermediários, o percentual foi a 21,8%, de 19,2%.

Diferentemente do setor de escritórios corporativos, 2017 foi o pior ano para o mercado brasileiro de galpões industriais e logísticos, com queda de 24% nas ocupações ano a ano, apontou o levantamento da NAI Brazil.

O desempenho negativo foi puxado principalmente pelo Rio de Janeiro, onde a disponibilidade cresceu de 19,2 para 25,3%, ofuscando números mais positivos em outras praças, notavelmente São Paulo, que respondeu por 71% de tudo que foi locado em 2017.

“São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais estão perto de uma retomada mais contundente, enquanto o Rio de Janeiro e o Paraná estão um pouco atrás e devem ter lentidão na recuperação”, disse Abiner Oliveira, diretor de serviços industriais e logísticos da NAI Brazil.


Bolsa Acima dos 160 Mil Pontos

Marcio Appel, sócio-fundador da Adam Capital, reforçou sua expectativa quanto a bolsa brasileira e acredita que o IBOV irá atingir 160 mil pontos no prazo de um ano. Quanto ao rumo do mercado de ações brasileiro. Em palestra no XP Investor Day, um dos mais respeitados gestores de fundos do país reforçou seu call dito com exclusividade ao portal Infomoney:

“Acho razoável o Ibovespa dobrar em 12 meses, dado o novo cenário de juros real muito baixo por muito tempo e o baixo nível de alocação dos fundos em bolsa”, afirmou. Por isso, o gestor não ficaria surpreso se o mercado, inclusive, superasse os 160 mil pontos tendo em vista a migração de investimentos da renda fixa para a renda variável, o que poderia gerar uma espécia de bolha no mercado de ações.

Para chegar nos 160 mil pontos, Appel leva em conta o upside de 21 mil pontos derivado da queda da Selic e mais 54 mil pontos da normalização do lucro das empresas, que soma-se ao patamar médio que o índice tem se mantido nos últimos meses na faixa de 85 mil pontos.

Ibovespa Pode Subir 1.000%

O time da Gestora Alaska Asset, composto pelos gestores Henrique Bredda, Ney Miyamoto e Luiz Alves Paes de Barros concedeu, em março, uma entrevista de 4 horas ao portal Infomoney. Durante a conversa, o trio mostrou através dos ciclos de mercado porque o Ibovespa em dólar tem potencial subir até 1.000% até o final deste ciclo – que podem durar até 8 anos.

Olhando para o Ibovespa em dólar, o circuito é esse mesmo: reta e curva, reta e curva… São altas multiplicadas por 20 a 30 vezes, com quedas intercaladas em divisões de 5 a 10 vezes (quedas de 50% a 90%). Fazendo um exercício simplista, o pior upside foi 15 vezes de alta em 1983/1986 e o maior foi 34 vezes em 1991/1997. De 15x a 30x, saindo dos 9.000 pontos do Ibovespa em dólar em 2016, o upside é entre 135.000 a 270.000 pontos em dólar. Em relação aos atuais 25.000 pontos, temos um potencial para subir entre 440% e 1000%!

Quer dizer que é garantido que vamos subir até lá? Não. E mesmo que a gente chegue lá, todo mundo vai conseguir segurar a posição até lá? Também não! Mas isso aqui é pra dar a ideia de magnitude dos ciclos. Se você imaginar que o real vai se valorizar bastante, só pra tirar um pouco de ganho do Ibovespa, a gente sai de 270.000 pontos em dólar para 540.000 pontos. Impensável hoje, mas deve ter sido impensável em outros ciclos anteriores.

A gente tem uma seleção bem distribuída em suas posições e sempre que precisamos mudar o esquema tático temos um banco de reservas bem diversificado de ações que, embora não estejam dentro da carteira, estão no nosso radar. Na defesa, temos um goleirão que é a Comgás, que faça chuva ou faça sol paga um dividendo espetacular. Na defesa temos uma zaga que está voando que é a Fibria e a Suzano e nas laterais Randon e Marcopolo. Temos um meio de campo dividido entre Braskem, Sonae Sierra e Valid. No ataque temos a Magazine Luiza de centroavante goleador faz dois anos, temos também na frente a Vale faz um tempo e a Petrobras que chegou faz um mês.

Se a bolsa cair lá nos EUA, de fato reflete aqui, mas só nos primeiros dias. Na nossa opinião, se lá cair uns 10%, aqui a tendência é “não subir”, enquanto se lá cair 40% ou mais, aqui não vai ceder porque já caiu. Vamos lembrar que de 2008 até aqui 2016, o Ibovespa em dólar saiu de 44.000 pontos para 9.000, dividiu por 5. Lá nos EUA, a bolsa triplicou. Então se lá sobe e aqui cai, e quando lá cai aqui cai, parece que aqui só cai. E quando você vê, na verdade, esses movimentos têm aderência com o lucro das empresas.

Veja a matéria completa neste link.

2 comentários em “Carta Mensal aos Cotistas (Março/2018)

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Obrigado DIL, sempre acompanhando nosso site.

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