Carta Mensal aos Cotistas (Fevereiro/2018)

Esta é a compilação dos indicadores econômicos em fevereiro de 2018: A SELIC fechou o mês com rendimento de 0,47%. O CDI fechou o mês com rendimento de 0,46%. O CDB fechou o mês com rendimento de 0,50%. A poupança antiga teve rendimento de 0,50% e a poupança nova teve rendimento de 0,40%. O IBOV apresentou alta de 0,52% enquanto e o IFIX teve alta de 1,15%. O Dólar americano Ptax teve alta de 2,61% enquanto o Euro apresentou alta de 0,46%. O IGP-M registrou inflação de 0,07% enquanto o IPCA está estimado para 0,34% para este mês.

Após um janeiro dourado para a bolsa de valores brasileira, o ouro liderou as aplicações financeiras em fevereiro de 2018, com ganho de 3,68%. O dólar também teve um mês positivo e registrou alta de 1,96%, após uma queda de mais de 4% em janeiro. O IBOV chegou a subir mais 3% mas perdeu fôlego nos dois últimos pregões do mês. Mesmo assim conseguiu sustentar um ganho em fevereiro de 0,52%. O desempenho é bom considerando que os principais indicadores americanos e europeus acumularam quedas. A tabela de indicadores econômicos abaixo apresenta os principais índices financeiros registrados em fevereiro de 2018.

indicadores economicos fevereiro 2018

Estes dados são compilados pelo portal Valor Data e podem ser encontrados sempre atualizados nesta página.

Taxa SELIC em Fevereiro de 2018

A taxa SELIC em fevereiro de 2018 ficou em 0,47%. Nos últimos 12 meses, o acumulado da taxa SELIC é de 8,96%. Em 2018 o acumulado é de 1,05%.

CDI em Fevereiro de 2018

O CDI em fevereiro de 2018 ficou em 0,46%. Nos últimos 12 meses, o acumulado do CDI é de 8,95%. Em 2018 o acumulado é de 1,05%.

CDB em Fevereiro de 2018

O CDB em fevereiro de 2018 ficou em 0,50%. Nos últimos 12 meses, o acumulado do CDB é de 7,90%. Em 2018 o acumulado é de 1,03%.

Poupança em Fevereiro de 2018

O rendimento da poupança antiga em fevereiro de 2018 foi de 0,50%. A poupança nova rendeu 0,40%. Nos últimos 12 meses, o acumulado da poupança antiga é de 6,59% e da nova foi de 6,14%. Em 2018 o acumulado da poupança antiga é de 1,00% e o da nova de 0,80%.

IBovespa em Fevereiro de 2018

O IBovespa fechou fevereiro de 2018 com alta de 0,52%. Nos últimos 12 meses, o ganho é de 28,04%. Em 2018 o índice acumula alta de 11,72%.

grafico ibov fevereiro 2018

IBovespa em tendência de alta no médio prazo 

IFIX em Fevereiro de 2018

O IFIX fechou fevereiro de 2018 com alta de 1,15%. Nos últimos 12 meses, o ganho é de 13,92%. Em 2018 o índice acumula alta de 3,82%.

grafico ifix fevereiro 2018

IFIX em tendência de alta no médio prazo

Dólar em Fevereiro de 2018

O Dólar Ptax (BC) subiu 2,61% em fevereiro de 2018 acumulando alta de 4,70% nos últimos 12 meses. O Dólar Comercial (mercado) subiu 1,96% acumulando alta de 4,18% nos últimos 12 meses. No ano, o Dólar tem queda de -1,91%.

grafico dolar fevereiro 2018

O Dólar apresentou alta em fevereiro mas ainda continua congestionado no médio prazo

Euro em Fevereiro de 2018

O Euro medido pelo Banco Central teve alta de 0,46% em fevereiro de 2018 acumulando alta de 20,86% nos últimos 12 meses. Já o Euro comercial teve alta de 0,11% acumulando alta de 20,32% nos últimos 12 meses. No ano, o Euro tem queda de -0,27%.

grafico euro fevereiro 2018

O Euro apresenta congestão no curto prazo mas no médio prazo o movimento é de alta

IGP-M em Fevereiro 2018

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) teve variação de 0,07% em fevereiro de 2018, após variar 0,76% em janeiro. A desaceleração foi influenciada pela queda nos preços dos produtos agropecuários no atacado e dos alimentos no varejo. O índice acumula alta de 0,83% no ano e queda de 0,42% em 12 meses. Em fevereiro de 2017, o índice havia subido 0,08% e acumulava alta de 5,38% em 12 meses. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

IPCA em Fevereiro 2018

A prévia da inflação oficial – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) – perdeu fôlego em fevereiro. Depois de subir 0,39% na abertura de 2018, o índice de preços avançou 0,38% em fevereiro, a segunda menor taxa para o mês desde a implementação do Plano Real, em 1994. Em 12 meses, o indicador subiu 2,86%, abaixo dos 3,02% verificados nos 12 meses imediatamente anteriores. Com o resultado, o indicador acumulado de 12 meses voltou a ficar ligeiramente abaixo do piso da meta de inflação, de 3% neste ano – o centro da meta é de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual.

Carta Mensal aos Cotistas

O IBOV fechou o último pregão de fevereiro com perdas mais fortes pela combinação de fatores internos (realização de lucros em papéis como Vale e bancos) e fatores externos que também causaram quedas nas bolsas americanas e europeias. Porém, mesmo com a baixa no dia, a bolsa brasileira conseguiu sustentar um leve ganho em fevereiro de 0,52%, o que destaca a força atual do mercado brasileiro, enquanto os principais índices americanos e europeus acumularam quedas – em Nova York, as baixas dos índices ficaram entre 2% e 4% em fevereiro.

A alta de 3% até o dia 26 de fevereiro levou o investidor a embolsar os ganhos no fim do mês. Mas é possível que muitos aproveitarão esta queda para se posicionar mais em ações, dado que a perspectiva de ganhos futuros na bolsa ainda é predominante entre os analistas. Muitos enxergam o IBOV nos 100.000 pontos ainda este ano. Mesmo com o adiamento da reforma de Previdência e o novo rebaixamento do Brasil pela agência Fitch, o mercado segue otimista em relação à melhora da economia no país.

O rebaixamento da nota do Brasil pelo Fitch já era esperado pelo mercado em função da demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas. O rebaixamento acontece dias após o governo ter desistido de tentar aprovar a reforma da Previdência em fevereiro, como inicialmente anunciado, em razão de decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro. A agência questiona a viabilidade da reforma, a poucos meses das eleições:

“Esse calendário significa que a reforma da Previdência será abandonada até depois das eleições e há incerteza sobre a capacidade do próximo governo de garantir sua aprovação de forma oportuna”.

fora temer

Fevereiro foi um mês sem maiores sobressaltos no fronte político-econômico. Com a reforma da previdência cada vez mais distante, restou ao mercado cair na folia. Quem roubou a cena foi mesmo a escola de samba Paraíso do Tuiuti que protestou contra o “golpe” em plena Rede Globo.

Conforme apurado pelo Valor, o dólar fechou fevereiro em alta de quase 2% ante o real, mas o mês termina de forma muito mais tranquila do que começou. Investidores não só deixaram a valorização da moeda americana restrita aos primeiros dias do mês como chegam à última sessão prevendo menos volatilidade cambial para o próximo trimestre. A perspectiva de menor volatilidade no câmbio sinaliza que, de maneira geral, têm prevalecido os fundamentos econômicos mais fortes no cálculo do preço “justo” para a moeda.

A despeito da queda dos diferenciais de juros, a visão corrente é que esse menor prêmio de risco é justificado pela melhora relativa de posição do Brasil em relação ao mundo. E essa evolução tem sido puxada sobretudo pela balança de pagamentos, com o déficit em transações correntes ainda muito baixo para padrões históricos e bem menor que o considerado “sustentável” para um país do perfil do Brasil (déficit de cerca de 2% do PIB).

Xavier x Appel

O sócio-fundador da SPX Capital, Rogério Xavier, está cautelosamente otimista, mas o papel de touro convicto ficou com Márcio Appel, da Adam Capital, que dividiu o palco com ele. (Xavier administra R$ 26 bilhões de clientes enquanto Appel administra R$ 23 bilhões.)

Xavier está cauteloso enquanto Appel está otimista. Xavier foca na abertura dos juros americanos. Appel, na Bolsa brasileira. Xavier vê espaço para apreciação do dólar. Appel, do real.

Xavier: “Quem acaba com a festa é sempre os bancos centrais, e eles estão com medo. Eles vão errar lá na frente porque já estão muito atrasados. Mas o maior risco (uma alta forte dos juros) não vai acontecer nos próximos seis meses nem talvez nos próximos doze. A festa vai continuar.”

De olho no remédio amargo que deve vir depois disso, Xavier ele está comprado em juros americanos. “Acho, com uma convicção alta, que ativos de risco continuarão performando, apesar de ser isso o que vai alimentar a catástrofe lá na frente.”

Quanto ao Brasil, disse que a condenação de Lula não pode ser subestimada. “O fato dele não poder se candidatar é extraordinário, mas é melhor do que isso: arrasta o PT para baixo nas eleições de deputado, senador, governador. A esquerda vai começar 2019 muito desorganizada e vai ser difícil reagrupar”.

Mas Xavier se preocupa com a dispersão de votos: “O maior risco é um candidato passar pro segundo turno com 15% e outro com 17%. Aí dá algo como Bolsonaro e Joaquim Barbosa e ninguém sabe o que vai acontecer…” – e com o tamanho dos obstáculos à frente.

Enquanto isso, Appel está um nível acima na escala do otimismo: “A Bolsa brasileira – no preço atual e no estágio de recuperação em que está o Brasil – está muito barata. A Bolsa aguenta muito desaforo no patamar atual.”

Segundo ele, com uma recuperação cíclica, a ‘mesmice brasileira’ é suficiente para sustentar a posição. “A parte fiscal vai melhorar barbaramente para frente, porque tem o teto dos gastos e a alavancagem fiscal do Governo com a recuperação da economia.”

Xavier acha que o dólar, no nível atual, está ‘de graça’. “Não estou dizendo que o dólar vai subir hoje, ou nos próximos 30 dias, mas como eu acho que a perspectiva de juros é para cima, dado o erro dos BCs, o seguro (comprar dólar) é muito barato para você olhar de fora.

Appel rebateu: “Acho quase impossível que você tenha uma demanda mais forte por dólar enquanto os BCs não subirem os juros. O Brasil é ‘under-owned’ de forma absurda. Se o fluxo voltar, é uma avalanche de dinheiro. “Não acho que a posição comprada em dólar seja boa, mas também reconheço que a alocação em real é uma das que tem o pior retorno.”

Fonte do debate: Brazil Journal.

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10 comentários em “Carta Mensal aos Cotistas (Fevereiro/2018)

  1. el Responder

    Sou ruim de finanças. Aprendi alguma coisa com este post. Gostaria de saber onde aplicar em 2018.
    Obrigada.

  2. MD Elsewhere Responder

    Essa sua síntese mensal é sempre muito maneira.

    Quanto ao rebaixamento da Fitch, encarei como um sinal de que ainda está em tempo de comprar!

    Parabéns!

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Obrigado Simplicidade!
      Não sei se é tão preocupante, rs, pelo menos o mercado não ligou muito.

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