Esportes Paralímpicos e o Fenômeno Daniel Dias

Palavras-chave: esportes paralímpicos

Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 foram encerrados no último domingo e não podia deixar de colocar aqui algumas informações sobre o evento. Foram 11 dias de competição com 528 provas (225 femininas, 265 masculinas e 38 mistas) em 23 modalidades de esportes paralímpicos. Com recordes quebrados, marcas históricas e soberanias impressionantes, os atletas mostraram ao mundo a força do para-esporte.

jogos paralimpicos rio 2016 Fonte da Imagem 

Os Jogos Paralímpicos são o maior evento esportivo mundial envolvendo pessoas com deficiências intelectuais  e deficiências físicas (baixa potência muscular, limitação de movimento, diferença no comprimento da perna, baixa estatura, deficiência visual e outros). Realizados pela primeira vez em 1960 em Roma, Itália, têm sua origem em Stoke Mandeville, na Inglaterra, onde ocorreram as primeiras competições para deficientes físicos como forma de reabilitar militares feridos na Segunda Guerra Mundial.

O sucesso das primeiras competições proporcionou um rápido crescimento do movimento paralímpico e em 1976 já contava com quarenta países. Os Jogos de Barcelona, em 1992, representam um marco para o evento, já que pela primeira vez os comitês organizadores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos trabalharam juntos.

O apoio do Comitê Olímpico Internacional após os Jogos de Seul em 1988, proporcionou a fundação, em 1989, do Comitê Paralímpico Internacional. Desde então os dois órgãos desenvolvem ações conjuntas visando ao desenvolvimento do esporte para deficientes.

O Brasil tem conseguido destaque nas últimas edições dos Jogos Paralímpicos. O país estreou em 1976 e conquistou sua primeira medalha na edição seguinte. Em 2008, pela primeira vez, encerrou uma edição entre os dez primeiros no quadro de medalhas, ficando em nono lugar com 47 medalhas. Os nadadores Daniel Dias e Clodoaldo Silva bem como os corredores Lucas Prado, Ádria Santos e Terezinha Guilhermina são alguns dos destaques para-esportivos do país.

Quadro de Medalhas

A Europa continua sendo a potência nos esportes paralímpicos, seguida por Asia e Américas. África e Oceania aparecem empatadas logo em seguida…

mapa medalhas

Mapa de Medalhas – Fonte da Imagem

Nos Jogos Olímpicos Rio 2016 o grande vencedor foi os E.U.A. (relembre aqui), mas nos esportes paralímpicos a China foi campeã disparada. A Grã-Bretanha veio logo em seguida na segunda colocação como ocorreu também nos Jogos Olímpicos. O terceiro lugar ficou com a Ucrânia que merecerá um post dedicado para sabermos o que está por trás deste feito.

quadro medalhas rio 2016

Classificação Oficial – Fonte da Imagem

O Brasil fez bonito na Rio 2016 ficando em oitavo lugar na classificação oficial e em sexto na classificação por número total de medalhas. Os nossos atletas estão provando para o mundo que o céu é o limite. Mesmo tendo obtido mais medalhas (72) do que nos Jogos de Londres (43), na classificação oficial ficamos uma posição acima do que nos últimos jogos o que também não tira o brilho do desempenho dos atletas.

quadro medalhas rio 2016 total

Classificação por Total de Medalhas – Fonte da Imagem

Nota do autor: Veja também como foi o desempenho do Brasil na Olimpíada acessando o post Brasil Rio 2016 e Quadro de Medalhas de Todas as Olimpíadas.

O Fenômeno Daniel Dias

Daniel Dias já pode ser considerado um fenômeno. O nadador encerrou sua participação nos Jogos Rio 2016 com um total de 24 medalhas olímpicas na carreira. A marca o coloca como o maior nadador paralímpico da história. Para chegar a esse feito histórico, o brasileiro superou as 23 medalhas conquistadas pelo australiano Matthew Cowdrey.

  • Rio 2016 – quatro de ouro, três de prata e duas de bronze;
  • Londres 2012 – seis de ouro;
  • Pequim 2008 – quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze.

Em sua terceira Paralimpíada, o desempenho do maior medalhista brasileiro confirma a condição de gigante da história da natação paralímpica masculina. No feminino, a americana Trischa Zorn conquistou 55 medalhas, seguida pela francesa Béatrice Hess e a alemã Claudia Hengst, ambas com 25. As três estão aposentadas.

daniel dias nadador

Superação é a palavra que move Daniel Dias. Superou o apelido de Saci no colégio com seu primeiro título – num concurso de pintura, onde deu vida a um cavalo alado. Combateu a discriminação durante a idade escolar e mesmo na hora de casar com sua mulher, Raquel Dias, mãe dos seus dois filhos.

Daniel nasceu no dia 24 de maio de 1988 na cidade de Campinas sem as mãos e um pé. Foi um choque para os pais pois que choraram muito e pediram forças a Deus. Porém, no primeiro encontro dos pais com o filho, ao passarem a mão em sua pele ele sorriu. Foi um momento emocionante.

daniel dias bebe

Em janeiro de 1991 os pais receberam a notícia de que ele teria que passar por uma cirurgia para poder usar prótese. Em março do mesmo ano Daniel foi operado em Campinas no Hospital Vera Cruz. Foi um dos momentos mais difíceis pela dor e trauma que isso causou ao pequeno Daniel.

Daniel se recuperou e com 3 anos começou a usar uma prótese. Nos primeiros meses foi muito difícil, ele tinha que ir constantemente à São Paulo para poder se acostumar a usar a prótese. Foi difícil, mas ele venceu e começou a andar, foram momentos de lágrimas e vitórias.

Os anos foram passando. Daniel fez a pré-escola , ensino fundamental e terminou o 3º colegial. Hoje Daniel não tem complexo, vê a vida sempre bela, ama viver e diz que tudo é capaz, basta acreditar nos seus sonhos. Para os pais é considerado “Uma obra única e especial. Sua vida é preciosa para o Senhor, que o criou.

“Passei por preconceito no colégio, meus colegas aprenderam e eu também aprendi nesse momento, que eu era o diferente né, eles queriam me tocar pra ver se era de verdade. Cheguei chorando em casa, agradeço aos meus pais, que tiveram muita sabedoria. Naquele momento eu aprendi que o preconceito existe, existia naquela época, e vai existir, mas que eu poderia mostrar para os meus colegas que não é porque eu sou desse jeito que não podia realizar o que eles faziam, escrever, pintar…”

História dos Jogos

Como todos sabem, os Jogos Olímpicos surgiram na Grécia Antiga. Naquela época, infelizmente, não havia lugar para os deficientes. Em Esparta, onde o culto ao corpo e à força física era importantíssimo, as crianças deficientes eram em geral sacrificadas ao nascer. Nem com o renascimento das Olimpíadas em 1896 se pensou em inclusão.

O esporte com deficientes surgiu no começo do século XX, com atividades esportivas para jovens com deficiências auditivas. Mais tarde, em 1920, iniciaram-se atividades como natação e atletismo para deficientes visuais. Para pessoas com deficiência física, o esporte adaptado só começou a ser utilizado após a Segunda Guerra Mundial.

Foi só depois de duas grandes guerras que a sociedade passou a enxergar os deficientes de maneira diferente. Os avanços na medicina permitiram que muitos casos antes fatais nos campos de batalha conseguissem ser curados, mas deixando grandes cicatrizes e desafios para os sobreviventes.

Foi pensando nos milhões de amputados que voltavam da Segunda Guerra Mundial e precisavam recomeçar a vida que em 1944, por meio de um convite do Governo Britânico, o neurologista e neurocirurgião alemão Ludwig Guttmann, que escapara da perseguição aos judeus na Alemanha nazista, inaugurou um centro de traumas medulares dentro do Hospital de Stoke Mandeville.

esportes paralímpicos

Atletas em Stoke Mandeville – Fonte da Imagem

Guttmann decidiu usar esportes diversos para ajudar na recuperação dos soldados. Em 1948 realizou então os primeiros Jogos de Cadeirantes, com apenas 16 participantes, todos ingleses. Quatro anos depois, competidores holandeses se juntaram a eles e o evento se tornou internacional.

Em 1960 os jogos saíram de Stoke Mandeville e foram realizados em Roma, mesma cidade que sediou as Olimpíadas naquele ano, e abertos a todos os deficientes, e não apenas aos veteranos de guerra. Em 1976 os jogos passaram a receber também amputados e deficientes visuais. Em 1989 foi criado o Comitê Paralímpico Internacional, que deu maior credibilidade e organização às competições.

Classificação dos Atletas

O sistema de classificação dos atletas é usado desde a década de 50 para garantir o equilíbrio entre os competidores nos esportes Paralímpicos. Por meio dele, atletas de um mesmo esporte são divididos em classes, o que garante que um atleta ou um time disputem em condição de igualdade com os seus adversários.

Cada esporte possui critérios de avaliação e métodos de formação de classes próprios, que são estabelecidos pela Federação Internacional da modalidade. Caso um atleta dispute mais de um esporte, ele precisará ser classificado em cada um deles. Como algumas patologias são progressivas – alguns tipos de deficiência visual, por exemplo -, certos competidores precisam ser avaliados mais de uma vez ao longo de suas carreiras.

Ao todo, dez tipos de deficiências são observadas nos Jogos Paralímpicos: deficiência visual, deficiência de potência muscular, deficiência de movimento, deficiência de membro, diferença no comprimento da perna, baixa estatura, hipertonia, ataxia, atetose e deficiência intelectual.

Há esportes que contam com atletas com apenas um tipo de deficiência – o goalball, exclusivo para deficientes visuais, é um exemplo – e outros que possuem classes que contemplam competidores com mais de um tipo de deficiência, combinadas ou não, como o atletismo e a natação.

Esportes Paralímpicos

Obs.: Todas as imagens abaixo foram retiradas do site Brasil 2016.

Atletismo

O atletismo paraolímpico é praticado por atletas com deficiência física ou visual. Há provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, tanto no feminino quanto no masculino. Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência constatado pela classificação funcional.

paralimpicos atletismo

Basquete

Praticado inicialmente por ex-soldados norte-americanos que haviam saído feridos da 2ª Guerra Mundial, o basquete em cadeira de rodas fez parte de todas as edições já realizadas dos Jogos Paraolímpicos. As mulheres passaram a disputar a modalidade em 1968, nos Jogos de Tel Aviv.

paralimpicos basquete

Bocha

Praticada por atletas com elevado grau de paralisia cerebral ou deficiências severas, a bocha estreou nos Jogos Paraolímpicos em 1984, no masculino e no feminino. A modalidade passou a contar com a disputa em duplas em Atlanta-1996. A origem do esporte, no entanto, é incerta. Os indícios dizem que tudo começou na Grécia e no Egito Antigos como um passatempo, tornando-se um esporte apenas mais tarde, na Itália. No Brasil, a bocha desembarcou junto com imigrantes italianos.

paralimpicos bocha

Canoagem

Ao lado do triatlo, a canoagem estreará no programa paraolímpico no Rio de Janeiro, em 2016. Ainda novo, o esporte teve 31 países representados no mundial de 2010, na Polônia. Há provas de caiaques (sinalizados pela letra K) e de canoas havaianas (V).

paralimpicos canoagem

Ciclismo

Praticado desde a década de 1980, o ciclismo paraolímpico era destinado apenas aos deficientes visuais. Nas Paraolimpíadas de Nova Iorque-1984, foi estendido aos paralisados cerebrais e aos amputados, e nas de Seul-1988, passou a contar com a prova de estrada no programa oficial. Mas foi apenas na edição de Atlanta-1996 que as deficiências passaram a ser setorizadas em categorias. O velódromo entrou para a programação naquele ano e, em Sydney-2000, foi exibido pela primeira vez o handcycling.

paralimpicos ciclismo

Esgrima

Destinada a atletas com deficiência locomotora, a esgrima adaptada data de 1953 e foi aplicada originalmente pelo médico alemão Ludwig Guttmann, o pai do movimento paraolímpico. A modalidade, uma das mais tradicionais dos Jogos Paraolímpicos, é disputada dede a primeira edição dos Jogos, em Roma-1960.

paralimpicos esgrima

Futebol

Praticado por atletas cegos, o futebol de 5, ao que tudo indica, surgiu na Espanha, por volta da década de 1920. No Brasil, há indícios de que era praticado durante a década de 1950 por cegos que jogavam com latas. Durante as Olimpíadas das APAEs, em 1978, foi organizado, na cidade de Natal (RN), o primeiro campeonato da modalidade. Em 1984, ocorreu a primeira Copa Brasil, em São Paulo. Posteriormente, a Seleção Brasileira participou de edições da Copa América, conquistando o ouro em 1997, 2001 e 2003. Em 1998, o Brasil foi ainda o campeão do primeiro Mundial, realizado em Paulínia (SP).

Parte do programa paraolímpico desde a edição de 1984, o futebol de 7 foi criado em Edimburgo (Escócia), na terceira edição dos Jogos Internacionais para Paralisados Cerebrais, em 1978. Com o passar dos anos, a modalidade foi sendo divulgada para outros países. Em 1982, foi organizado o primeiro campeonato mundial, na Dinamarca.

paralimpicos futebol

Goalball

Em vez de adaptar uma modalidade às necessidades dos deficientes, o austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle criaram, em 1946, um novo esporte direcionado aos veteranos da Segunda Guerra Mundial que haviam perdido a visão. A apresentação do goalball foi feita nos Jogos de Toronto, 30 anos depois. A partir dali, passaram a ser organizados campeonatos mundiais e, em 1980, a modalidade estreou nas Paraolimpíadas de Arnhem. As mulheres entraram para a disputa em 1984.

paralimpicos goalball

Halterofilismo

Anteriormente praticado apenas por homens com lesões da coluna vertebral, o halterofilismo estreou nos Jogos Paraolímpicos em 1964, em Tóquio. Somente a partir de 1996 as mulheres entraram para a disputa. A modalidade é praticada hoje por mais de cem países.

paralimpicos halterofilismo

Hipismo

Com as primeiras competições registradas na Inglaterra e em países da Escandinávia na década de 1970, o hipismo estreou nos Jogos Paraolímpicos em Nova York e Stoke Mandeville, em 1984. No entanto, com pouca popularidade, a modalidade ficou de fora da programação oficial até os Jogos de Atlanta-1996. No Brasil, o esporte é praticado desde 2002. A primeira vaga do país para os Jogos foi assegurada por Marcos Fernandes Alves, mais conhecido como Joca, após o atletas faturar duas medalhas de ouro durante o Parapan de Mar del Plata, em 2003. No total, o Brasil conquistou duas medalhas de bronze em Jogos Olímpicos, ambas com Marcos Fernandes Alves, em Pequim-2008.

paralimpicos hipismo

Judô

Única arte marcial que compõe o programa paraolímpico, o judô para atletas cegos é praticado desde a década de 70, tendo estreado no masculino nos Jogos em Seul-1988, e no feminino, em Atenas-2004.

paralimpicos judo

Natação

Uma das modalidades que reúne o maior número de participantes, a natação compõe o programa paraolímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Roma-1960. A princípio, participavam das disputas apenas atletas com lesões medulares. Com o passar dos tempos, o esporte foi se estendendo a outras categorias de deficiências, tanto físicas quanto visuais e intelectuais.

paralimpicos natacao

Remo

Com provas em um percurso de 1.000 m, o remo adaptado recebe essa nomenclatura por ter alterações nos barcos para conferir segurança aos atletas com deficiências. Nas embarcações, podem competir uma, duas ou quatro pessoas, com diferentes tipos de limitação. A divisão por classes é feita de acordo com o membro utilizado pelo competidor para a propulsão.

paralimpicos remo

Rugbi

O rúgbi em cadeira de rodas nasceu na década de 1970, em Winnipeg, no Canadá, e foi desenvolvido por atletas tetraplégicos. No entanto, a modalidade só foi nos Jogos Paraolímpicos de Atlanta-1996, como esporte de demonstração. A estreia oficial ocorreu quatro anos depois, nos Jogos de Sydney-2000, no qual os Estados Unidos conquistaram a medalha de ouro, deixando a Austrália com a prata e a Nova Zelândia com o bronze.

paralimpicos rugby

Tênis de Cadeira

A origem do tênis em cadeira de rodas é norte-americana. Foi em 1976 que Jeff Minnenbraker e Brad Parks criaram as primeiras cadeiras adaptadas para o esporte. Não demorou nem um ano para que o primeiro torneio fosse realizado, na Calofórnia. O tênis em cadeira de rodas se difundiu rapidamente nos Estados Unidos, tanto que em 1980 foi disputado o primeiro campeonato nacional da modalidade.

paralimpicos tenis cadeira

Tênis de Mesa

A história e a evolução do tênis de mesa se confundem com as Paraolimpíadas. A modalidade está presente nos Jogos desde a primeira edição, em Roma-1960. Até chegar no formato atual de disputa, com medalhas nas categorias individual e por equipes tanto no masculino quanto no feminino, o tênis de mesa passou por diversas experiências.

paralimpicos tenis mesa

Tiro com Arco

O tiro com arco é uma das mais tradicionais modalidades dos Jogos Paraolímpicos e esteve presente em todas as edições, desde Roma-1960 até Londres-2012. A história do esporte é ainda mais antigo. O que começou como atividade de recreação e recuperação rapidamente se transformou em competição. Os primeiros registros de torneios de tiro com arco datam de 1948, na Inglaterra.

paralimpicos tiro arco

Tiro Esportivo

A história do tiro esportivo nos Jogos Paraolímpicos começou em 1976, em Toronto. A primeira edição da modalidade, no entanto, foi disputada apenas por homens. Mas isso não durou muito. Já em Arnhem-1980 as mulheres entraram na briga por medalhas. O tiro esportivo, por sinal, tem um histórico de muitas mudanças ao longo das edições das Paraolimpíadas.

paralimpicos tiro esportivo

Triatlo

Nova modalidade a integrar o programa paralímpico a partir do Rio-2016, o triatlo vem ganhando cada vez mais adeptos. A prova engloba 750 m de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida, e pode ser praticada por pessoas com variados tipos de deficiência, como cadeirantes, amputados ou cegos. Juntamente com a canoagem, o triatlo foi escolhido pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC) entre sete esportes candidatos e anunciado oficialmente em dezembro de 2010.

paralimpicos triatlo

Vela

Um dos mais tradicionais esportes olímpicos, a vela foi adaptada para os atletas paraolímpicos recentemente. Em Atlanta-1996 apareceu como demonstração nos Jogos, e quatro anos mais tarde, em Sydney-2000, passou a valer medalhas. A vela paraolímpica é aberta a atletas com qualquer tipo de deficiência. O sistema de classificação é feito levando em consideração a estabilidade, a mobilidade, a visão e funções motoras das mãos. Em Londres-2012, um total de 80 velejadores participou das regatas.

paralimpicos vela

Vôlei

O vôlei sentado surgiu da junção do vôlei convencional com um esporte alemão praticado por pessoas com pouca mobilidade, mas sem rede, chamado sitzbal. A união das duas modalidades fez surgir o vôlei sentado em 1956. Utilizando basicamente as regras do vôlei, o esporte tem um ritmo frenético e é disputado oficialmente desde as Paraolimpíadas de Arnhem-1980, na Holanda. Em Toronto-1976 apareceu como exibição.

paralimpicos volei

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6 comentários sobre “Esportes Paralímpicos e o Fenômeno Daniel Dias

  • Putz, fiquei emocionado com este post. É inspirador ver histórias de pessoas que superaram tantos desafios e foram tão longe. Espero sempre lembrar desses exemplos quando em algum momento de minha vida eu inventar alguma desculpa de que não “posso” fazer tal coisa… O potencial do ser humano é muito alto, parece não haver limites… Muito obrigado por trazer este tema!

    • Olá Dirceu!
      É emocionante mesmo. Como eu disse abaixo, não há limites físicos para o ser humano, os limites estão mesmos na nossa mente. Pretendo escrever mais sobre este tema aqui no blog, tem muita coisa ainda a ser mostrada para a população em geral que lembra destas pessoas só quando se deparam com uma vaga de estacionamento reservada a deficientes.
      Abraço!

  • Colocamos tantas desculpas para realizar as coisas enquanto que esses atletas teriam muitas desculpas apenas vão e executam

    Muito bancada o exemplo do nadador que vc citou.

    • Pois é Viver, eu tenho dois braços e duas pernas e se me jogarem em uma piscina destas eu simplesmente afundo. O real limite do ser humano está na mente e não nos membros.
      Grande abraço!

    • Fala Rodolfo
      A mídia nada mais é que um conglomerado de empresas visando lucro. Enquanto a própria população não ser audiência eles então não incluirão tais eventos na grade de programação. Acho que não se deve culpar a mídia, e sim a população em geral.
      Abraço!

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