Eleições 2018 – Candidatos a Presidente: As eleições gerais em 2018 serão realizadas simultaneamente em todo o país para eleger o presidente e o vice-presidente da República, os governadores e seus vices, senadores, deputados federais e estaduais.

O calendário das Eleições 2018 no Brasil foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 10 de novembro de 2015. O primeiro turno aconteceu no dia 2 de outubro e o segundo turno será no dia 30 de outubro. Vale lembrar que as datas podem ser alteradas com a divulgação oficial do calendário eleitoral pelo TSE.

  • 2 de outubro de 2017: Termina o prazo para o candidato trocar o seu domicílio eleitoral para o município que irá concorrer.
  • 1 de janeiro de 2018: Torna-se obrigatório o registro das pesquisas eleitorais realizadas pelos institutos de pesquisas.
  • 5 de março de 2018: Último dia para comunicação das instruções das Eleições 2018 pelo TSE.
  • 2 de abril de 2018: Prazo limite para o candidato estar filiado a um partido.
  • 4 de maio de 2018: Data final para o eleitor solicitar a inscrição ou alterar o título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral, regularizar a situação ou requerer a transição para Seção Eleitoral Especial (destinada aos eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida).
  • 13 de junho a 3 de agosto 2018: Fase em que são escolhidos os integrantes das Mesas Receptoras.
  • 5 de julho de 2018: Passa a ser permitido ao candidato a propaganda intrapartidária visando sua nomeação à candidatura. É vetado o uso de rádio, televisão e outdoor.
  • 20 de julho a 5 de agosto de 2018: Período no qual os partidos estão autorizados a promover convenções para a definição dos candidatos.
  • 3 de agosto de 2018: Data limite para o eleitor solicitar a segunda via do título de eleitor fora do seu domicílio eleitoral.
  • 15 de agosto de 2018: Final do prazo para os partidos políticos e coligações registrarem seus candidatos.
  • 16 de agosto de 2018: Início da propaganda eleitoral.
  • 26 de agosto de 2018: Começa a propaganda eleitoral gratuita através do rádio e televisão.
  • 13 de setembro de 2018: Prazo limite para a definição e comunicação dos partidos políticos à Justiça Eleitoral dos gastos de campanha dos candidatos.
  • 15 de setembro de 2018: É publicado pela Justiça Eleitoral o relatório das receitas em dinheiro coletadas pelos partidos políticos para patrocinar as campanhas eleitorais.
  • 22 de setembro de 2018: Prazo final para o eleitor requisitar em seu domicílio eleitoral a segunda via do Título de Eleitor.
  • 29 de setembro de 2018: Fim da propaganda eleitoral gratuita veiculadas no rádio e na televisão.
  • 30 de setembro de 2018: Termina o período da exibição de propaganda eleitoral paga.
  • 2 de outubro de 2018: Primeiro turno.
  • 3 de outubro de 2018: Início da propaganda eleitoral referente ao segundo turno, somente a partir das 17h.
  • 5 de outubro de 2018: Último dia para o mesário que abandonou a votação no primeiro turno justificar sua ausência.
  • 28 de outubro de 2018: Encerramento da propaganda eleitoral gratuita através do rádio e da televisão associada ao segundo turno.
  • 29 de outubro de 2018: Acaba a propaganda eleitoral paga relativa ao segundo turno.
  • 30 de outubro de 2018: Segundo turno.



Pré-Candidatos para Presidente

Segundo reportagem da revista Veja, a um ano da largada oficial, quatro políticos já estão na corrida pelo Planalto: Lula, Ciro Gomes, Jair Bolsonaro e Alvaro Dias.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já está em campanha. O petista, sentenciado pelo juiz federal Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão no âmbito da Operação Lava Jato, só poderá se lançar como candidato se não for condenado em segunda instância.

Outro político que já está na corrida é o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que deve trocar de partido e tem se portado como um antagonista à candidatura de Lula. Ele terá até o dia 7 de abril para estar filiado a uma sigla. Também já estão na pista o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o senador Alvaro Dias (Podemos-PR).

A ex-senadora Marina Silva não tornou oficial sua pré-candidatura, mas a Rede – partido que preside – trabalha internamente com os cenários que ela terá de enfrentar para não perder a terceira eleição consecutiva – chegou em terceiro lugar em 2010 e 2014. No PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, conseguirá se lançar na disputa se barrar o crescimento do prefeito paulistano, João Doria, e superar a tímida concorrência do senador José Serra (SP).

Há ainda surpresas que podem aparecer na disputa, entre elas o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, que conversa com a Rede e o PSB, o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e o senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Já o PMDB, o maior partido do país, deve entrar em mais uma eleição sem ter uma indicação própria ao Planalto.

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 71 anos, é a única opção que permite ao PT sonhar com o retorno ao Palácio do Planalto. A última pesquisa Datafolha, de 26 de junho, mostrou que o petista tem 30% das intenções de voto no primeiro turno – Bolsonaro, segundo colocado, soma 16%. A candidatura depende, no entanto, da decisão que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) emitirá sobre a condenação do petista em primeira instância. Se o TRF4 validar a decisão de Moro antes de 15 de agosto, prazo final para o registro de candidaturas, o ex-presidente será enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ficará inelegível. Caso a decisão seja proferida após a data limite, Lula ficará com a candidatura pendente de uma decisão judicial.

lula 2018

Há alas dentro do PT que defendem um boicote do partido às eleições caso Lula seja impedido de concorrer, sob a alegação de que o pleito seria fraudulento. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, principal alternativa do partido à candidatura do ex-presidente, contabilizou apenas 3% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha. Outro cenário possível para a sigla seria declarar apoio à candidatura do pedetista Ciro Gomes.

Ciro Gomes

A pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República foi anunciada pelo PDT em dezembro de 2015. Desde então, o ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula viaja pelo país e investe em declarações controversas para ganhar terreno entre os eleitores de esquerda. Em março, Ciro afirmou que receberia a “turma” do juiz Sergio Moro “na bala” para não ter de cumprir uma eventual ordem de prisão. Em outra ocasião, o ex-governador do Ceará e ex-ministro disse que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), era um “farsante”.

Ciro, de 59 anos, vinha dizendo que não se candidataria à Presidência caso Lula estivesse no páreo, mas aos poucos tem mudado o tom de suas declarações. Na terça-feira, ele fez diversas críticas ao ex-presidente e o responsabilizou pela crise política do país. “Lula é sombra de mangueira. Não nasce nada embaixo. Está errado”, disse o pedetista ao jornal Valor Econômico.

ciro gomes 2018

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que Ciro precisará honrar o compromisso firmado com a legenda. “Ele terá de acatar a decisão do partido. Tivemos em março a nossa convenção nacional, e a candidatura do Ciro foi confirmada por ampla maioria. É pouquíssimo provável que haja uma desistência, porque ele passa a ser um instrumento da unidade coletiva. Isso é preponderante diante de sua vontade pessoal.”

Lupi disse que a experiência de Ciro será um diferencial para conquistar o eleitorado, sobretudo a parcela que ficará “órfã” caso Lula seja impedido de concorrer. “Não creio que o país partirá para uma aventura. A população quer alguém que conheça a máquina e que já tenha sido testado. Podem ter ocorrido polêmicas e afirmações mais ásperas por onde o Ciro passou, mas nunca houve corrupção. Essa mazela ele não tem em seu histórico.”

Jair Bolsonaro

O militar da reserva vinha externando o desejo de concorrer à Presidência desde 2014. Há 27 anos no Congresso, Jair Messias Bolsonaro, 62 anos, anunciou em março de 2016 a pré-candidatura pelo PSC, mas desavenças com o presidente da sigla, Pastor Everaldo, fizeram o deputado federal buscar um novo partido para se lançar ao cargo.

Bolsonaro afirma que o prazo limite para deixar o PSC é março de 2018, quando está marcada a próxima “janela partidária” – um projeto de reforma política pretende antecipar o prazo. O deputado já teve conversas com o PSDC, de José Maria Eymael, o PHS e o Muda Brasil, um projeto de partido capitaneado por Valdemar Costa Neto, condenado no Mensalão.

bolsonaro 2018

Apesar de flertar com siglas nanicas, Bolsonaro afirma que conseguirá vencer a eleição sem ter tempo de televisão nem fundo partidário. “As redes sociais terão um peso muito grande aqui no Brasil. Estou apostando que irá para o segundo turno quem tiver 22% das intenções de votos. O horário gratuito tem a sua importância, mas está perdendo força. Se eu for para o segundo turno, todo mundo estará em situação de igualdade.”

O deputado federal diz que a candidatura à Presidência é “uma missão de Deus” e que considera um “absurdo” ser classificado como um político de extrema direita por conta de seus posicionamentos conservadores e do apreço que nutre pela ditadura militar (1964-1985). A base de sua plataforma política, diz, será “diminuir a temperatura da questão da segurança no país”.

Marina Silva

“Não temos outra alternativa que não seja Marina Silva. Ela é nossa candidata a presidente e para quem eu trabalho nesse sentido”, disse o senador Randolfe Rodrigues (AP), a principal liderança da Rede no Congresso. A candidatura da ex-senadora de 59 anos é dada como certa pela sigla, mas Marina não manifestou publicamente o desejo de entrar na disputa pela terceira vez consecutiva.

Marina ficou em terceiro nas eleições de 2010 e 2014. Na última pesquisa Datafolha, ela somou 15% das intenções de voto e empatou tecnicamente com Bolsonaro na segunda colocação. Segundo Randolfe, a ex-senadora lançará uma candidatura “antissistêmica e contra o establishment que se tornou a política”.

marina silva 2018

Marina passou ilesa pelos escândalos de corrupção que devastaram Brasília, mas ouve cobranças para ser mais assertiva em seus posicionamentos. Randolfe afirma que as críticas são resultado da oposição feita pela Rede “aos dois pólos de poder, caracterizados por PT e PSDB”. “Alguém que se credencia dessa forma é atacado com mais intensidade. A Marina tem se manifestado no tempo dela, segundo a metodologia dela.”

Houve também especulações de que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa poderia ser o vice-presidente de Marina. “Joaquim tem o perfil que a Rede pretende, mas essa é uma decisão unilateral dele”, disse Randolfe. “Farei o que puder para Joaquim se filiar ao partido. Estou convencido de que uma eventual chapa com ele e Marina teria enormes chances de conquistar as eleições.”

Alckmin ou Dória?

Assim como o PT, seu histórico adversário, o PSDB sofreu com a implicação dos seus principais quadros em escândalos de corrupção. O senador Aécio Neves (MG), derrotado no segundo turno das eleições de 2014 por Dilma Rousseff (PT), foi varrido para fora da disputa presidencial após se tornar alvo de nove inquéritos no STF. Entre as ações investigadas está o pedido de dois milhões de reais que o senador teria feito ao empresário Joesley Batista, da JBS.

A pré-candidatura será disputada entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – candidato ao Planalto em 2006 –, e o prefeito paulistano, João Doria. O senador José Serra (SP) – candidato em 2002 e 2010 – não descarta concorrer ao cargo, mas as menções ao seu nome nas delações de executivos da Odebrecht diminuíram seu capital político.

doria alckmin 2018

Alckmin, de 64 anos, foi o único que externou a vontade de ser presidente da República. Também citado nas delações da Odebrecht, o governador se fortaleceu dentro do partido ao defender por diversas vezes o desembarque tucano da gestão de Michel Temer (PMDB). Ele repetiu por diversas vezes que o compromisso da sigla deveria ser apenas com as reformas políticas. “Defendi lá atrás que o PSDB não ocupasse cargos [no governo]”, disse Alckmin, cujo partido tem quatro ministérios no governo.

A candidatura de Doria, de 59 anos, passou a ser vista com bons olhos pelo fato de o prefeito ser um “outsider” que passou incólume por escândalos. Doria, que jura lealdade à candidatura de Alckmin – seu padrinho político –, tenta ampliar o seu alcance político com viagens pelo Brasil e declarações duras contra o ex-presidente Lula e o PT. Falta, no entanto, fortalecer a sua imagem dentro do partido para bater de frente com o governador paulista.

Joaquim Barbosa?

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa admitiu nesta quarta-feira, 7, a possibilidade de se candidatar à Presidência da República. Após solenidade no Supremo, na tarde desta quarta-feira, 7, quando foi descortinado o retrato dele na galeria de ex-presidentes da Corte, Barbosa disse que está refletindo sobre o assunto e que não ignora as pesquisas eleitorais, tendo já conversado, inclusive, com a ex-ministra Marina Silva (Rede) e o PSB, mas disse não saber “se decidiria dar este passo”.

joaquim barbosa 2018

“Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de se candidatar, de me candidatar ou não, está na minha esfera de deliberação. Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido”, disse o ex-ministro do Supremo.

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