As eleições gerais em 2018 serão realizadas simultaneamente em todo o país para eleger o presidente e o vice-presidente da República, os governadores e seus vices, senadores, deputados federais e estaduais. Aqui você conhecerá um pouco mais do candidato para presidente Jair Bolsonaro.

Muitos brasileiros tentarão em 2018 encontrar o “salvador da pátria”. Algo muito perigoso. Basta lembrar que Collor foi eleito em momento que o povo aclamava por um salvador, e ao encontrar o “caçador de marajás” a identificação foi imediata.

A situação atual não está de tudo ruim, o novo-velho governo conseguiu aprovar a PEC do teto para os gastos e a reforma trabalhista. A inflação está mais baixa do que nunca e a bolsa não para de subir. Por outro lado, o nível de desemprego continua alto assim como os índices de desaprovação do presidente.

A reforma da previdência, tão aclamada pelo mercado financeiro e tão execrada pelos milhares de assalariados brasileiros, agora caminha a passos lentos. Tanto executivo quanto legislativo estão agora mais ocupados em definir o futuro do presidente. A agenda do governo simplesmente emperrou. Desde que Joesley Safadão resolveu fazer uma visita na calada da noite ao velho amigo, as coisas nunca mais foram as mesmas. A intenção era matar dois coelhos com uma só cajadada (o presidente e o presidenciável), e tudo indica que conseguiu.

E agora, quais são os cenários possíveis para 2018? Pouco tempo atrás (antes da condenação de Lula) o economista Eduardo Giannetti traçou dois cenários:

Vejo dois cenários para 2018: um de polarização e o outro cenário da pulverização. O que vai determinar ou um ou outro é a presença ou não do Lula como candidato. Se Lula for candidato, nós vamos caminhar para um cenário de polarização no Brasil, porque ele tem uma base eleitoral de pelo menos 20%, chega ao segundo turno e rapidamente vai se estabelecer quem é o anti-Lula. E vai polarizar. Se o Lula não for candidato, vamos caminhar para o cenário da pulverização. Vamos ter muitos candidatos, mais ou menos como tivemos em 1989 e só alguns meses antes da eleição vai ficar claro quem são os dois ou três competitivos que vão chegar ao segundo turno. Vamos ter uma dispersão grande, de muitos que vão se animar inclusive a se candidatar, que hoje não estão no radar e vão tentar porque o quadro vai ficar muito aberto. A presença ou não do Lula vai fazer toda a diferença.

Dito isto, quem seria este candidato anti-Lula? Nas rodas de botequim o nome Dória já é citado com frequência, mas um outro nome tem ganhado força entre os eleitores…

Brazil Is Tired. Guess Who Benefits?

Em artigo publicado ontem no site da revista americana Americas Quarterly, Brian Winter, editor-chefe e especialista em America Latina, traça um panorama do cenário político atual do Brasil e mostra quem está se destacando entre os eleitores em meio ao caos político…

Neste inverno de descontentamento no Brasil, há apenas um político que está sendo aclamado nos aeroportos, cujos seguidores falam com fervor e convicção quase religiosos. Ele é Jair Bolsonaro, 62, um congressista e ex-capitão do exército que atualmente está em segundo ou terceiro lugar na maioria das pesquisas eleitorais. Sua mensagem: os políticos civis são corruptos, o crime está fora de controle, somente o nacionalismo e a rígida ordem da lei podem salvar o país.

Winter aponta o fato de que muitos insistem que os pontos de vista de Bolsonaro são muito extremos. Eles citam seu apoio para espancar crianças homossexuais, para torturar esquerdistas ou por seu comentário de 2014 a uma colega de Congresso “eu não vou estuprar você porque você não merece isso”.

Bolsonaro tem hoje aproximadamente 16% nas pesquisas para a presidência – certamente não conseguiria reunir os 50% mais 1 para ganhar um segundo turno. Mas esse 16% é o dobro do que era em dezembro último. O apoio à democracia está em mínimos históricos. Uma pesquisa de junho mostrou que as forças armadas são agora a instituição mais respeitada do Brasil. Bolsonaro está em primeiro lugar entre os eleitores mais ricos e mais educados do Brasil, e tem 4,4 milhões de seguidores no Facebook – 1,5 milhão a mais do que Lula, Marina Silva ou Doria (e 10 vezes mais do que Temer).

”A raiva se foi. Agora, os brasileiros estão apenas cansados. Da recessão que não acaba, dos escândalos de corrupção que também não se encerram, dos políticos que não oferecem uma visão ou esperança de qualquer coisa diferente”, reforça o colunista da revista americana. Porém, talvez tudo isso seja calmaria antes da tempestade. “Todo mundo sabe que a verdadeira luta acontecerá em outubro de 2018, quando uma eleição presidencial oferecerá uma oportunidade para finalmente virar a página.

Eu sei o que você está pensando, e Eliane Cantanhede, colunista proeminente do Estado de São Paulo, escreveu-o esta semana: “A imprensa americana não viu Trump, ridicularizou Trump e finalmente foi obrigada a engolir sua vitória“.

O Tiro Certeiro de Bolsonaro

Segundo o site “O Antagonista“, O Brasil mata cada vez mais. Em 2017, já foram assassinadas 1.363 pessoas no Rio Grande do Norte, um aumento de 23,2% de um ano para o outro. Só neste fim de semana, segundo o G1, foram mortas 32 pessoas. E ainda há quem se espante com a popularidade de Jair Bolsonaro, o único candidato a tratar do assunto como prioridade.

bolsonaro para presidente

Bolsonaro: “Violência se combate com energia e, se for o caso, com violência também.”

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) anunciou recentemente algumas condutas que pretende seguir, caso seja eleito para a presidência da República em 201. Em conversa com jornalistas, afirmou que a Segurança Pública será uma das suas prioridades, já que, atualmente, é uma preocupação nacional. Disse que “diagnóstico da violência vem de políticas completamente erradas. É a política de direitos humanos, que tem espaço para quem está contra a lei, do lado dos bandidos. É a política de desencarceramento, do politicamente correto, são as audiências de custódia que muitas vezes acabam prendendo ou processando o policial e não o marginal, é a falta de dar retaguarda jurídica para o pessoal poder trabalhar”, ressaltou.

Para ele a resposta está na mudança desse panorama. “A resposta está aí. Me desculpa, mas violência se combate com energia e, se for o caso, com violência também. Não tem outra linguagem que esse pessoal que está à margem da lei possa entender. Daí passarão a respeitar o cidadão de bem. Hoje em dia o cidadão não tem sequer como dormir em paz dentro de casa exatamente por ter o estatuto do desarmamento que praticamente impede o cidadão de ter uma arma dentro de sua própria residência”, afirmou.

Bolsonaro fez uma leitura superficial de outras áreas e pregou uma mudança de valores na sociedade brasileira. “A saída passa por investir nos valores, que perdemos ao longo do tempo, como valorizar a família brasileira e modificar o currículo escolar. A escola não é o lugar onde a criança tem que ficar à vontade e satisfazer os seus desejos. Temos que resgatar o poder de autoridade dos professores em sala de aula. É muita coisa errada para você sonhar em ter um país civilizado no futuro”, disse.

Defensor da reforma trabalhista, proposta pelo governo Michel Temer (PMDB), Bolsonaro disse que é preciso mudar alguns parâmetros na relação dos trabalhadores e patrões.

“Muita coisa você depende do parlamento e tem que ser assim. Quando você fala de Economia, por exemplo, é você poder exercer uma profissão ou abrir um negócio sem que o estado te atrapalhe. Vá abrir uma empresa ou fechá-la para você ver a dificuldade. Vá ser patroa hoje e dar emprego a alguém. Essa quantidade enorme de direitos que tem no Brasil… não quero que ninguém perca direitos, mas temos tantos direitos que acaba que o exército de desempregados aumenta mais”, declarou.

 

Jair Bolsonaro para Presidente

O militar da reserva vinha externando o desejo de concorrer à Presidência desde 2014. Há 27 anos no Congresso, Jair Messias Bolsonaro, 62 anos, anunciou em março de 2016 a pré-candidatura pelo PSC, mas desavenças com o presidente da sigla, Pastor Everaldo, fizeram o deputado federal buscar um novo partido para se lançar ao cargo.

Bolsonaro afirma que o prazo limite para deixar o PSC é março de 2018, quando está marcada a próxima “janela partidária” – um projeto de reforma política pretende antecipar o prazo. O deputado já teve conversas com o PSDC, de José Maria Eymael, o PHS e o Muda Brasil, um projeto de partido capitaneado por Valdemar Costa Neto, condenado no Mensalão.

jair bolsonaro candidato presidente

Bolsonaro: Estou apostando que irá para o segundo turno quem tiver 22% das intenções de votos.

Apesar de flertar com siglas nanicas, Bolsonaro afirma que conseguirá vencer a eleição sem ter tempo de televisão nem fundo partidário. “As redes sociais terão um peso muito grande aqui no Brasil. Estou apostando que irá para o segundo turno quem tiver 22% das intenções de votos. O horário gratuito tem a sua importância, mas está perdendo força. Se eu for para o segundo turno, todo mundo estará em situação de igualdade.”

O deputado federal diz que a candidatura à Presidência é “uma missão de Deus” e que considera um “absurdo” ser classificado como um político de extrema direita por conta de seus posicionamentos conservadores e do apreço que nutre pela ditadura militar (1964-1985). A base de sua plataforma política, diz, será “diminuir a temperatura da questão da segurança no país”.


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