As eleições gerais em 2018 serão realizadas simultaneamente em todo o país para eleger o presidente e o vice-presidente da República, os governadores e seus vices, senadores, deputados federais e estaduais. Agora você conhecerá um pouco mais do candidato Ciro Gomes.

Ciro Ferreira Gomes nasceu em Pindamonhangaba em 6 de novembro de 1957. É advogado, professor universitário, escritor e político brasileiro. Está filiado ao PDT, partido do qual é vice-presidente. Radicado em Sobral (Ceará) desde 1962, é formado em direito pela Universidade Federal do Ceará e também cursou economia na Harvard Law School.

Dois de seus quatro irmãos seguiram carreira política, Cid Gomes foi governador do Ceará por 2 mandatos e Ivo Gomes é atualmente prefeito de Sobral. Seu pai, José Euclides Ferreira Gomes, também foi prefeito de Sobral por 3 mandatos e seu tio, Vicente Antenor Ferreira Gomes, foi prefeito e deputado estadual.

Carrega em seu currículo político os mandatos de deputado estadual, prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, Ministro da Fazenda (Governo Itamar Franco), Ministro da Integração Nacional (Governo Lula) e deputado federal. Ciro já concorreu à Presidência da República por duas vezes (em 1998 e em 2002), e hoje é apontado como pré-candidato pelo PDT ao cargo nas eleições de 2018.

Trajetória Política de Ciro Gomes

Ciro Gomes começou sua vida pública muito cedo. Em 1979, disputou as eleições da UNE, onde concorreu para vice-presidente na chapa Maioria, que na época era vista como uma tentativa da direita de buscar influência no âmbito estudantil. Entrou na política aos 20 anos, quando o pai foi eleito prefeito e o apontou como procurador do município. Além de ter o apoio da família Prado, José Euclides, filiado ao PDS, tinha o apoio de César Cals, um dos três coronéis que se revezaram no governo do Estado durante o regime militar (1964-85).

Por meio do pai, o PDS foi o primeiro partido político de Ciro, que passou por sua primeira eleição em 1982, para deputado estadual. Na eleição de 1986, quando da sua reeleição, ele se candidatou pelo PMDB e apoiou a proposta do grupo de Tasso Jereissati, que também era candidato pela primeira vez ao governo do estado, para derrubar os coronéis e instalar o que os adversários chamaram de “oligarquia dos tucanos”.

Em 1983, trocou de partido, passando para o PMDB, partido pelo qual reelegeu-se deputado estadual em 1986. Em 1988, co-fundou, ao lado de políticos como Mário Covas e Tasso Jereissati, o PSDB. Foi eleito, neste mesmo ano, prefeito de Fortaleza.

Em 1990, foi eleito governador do Ceará, vencendo Paulo Lustosa. Foi o primeiro governador a ser eleito pelo PSDB e tornou-se o segundo mais jovem governador do país na época, já que em 1962 aos vinte e nove anos, o Governador do Estado do Amazonas – Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo, tomou posse dias após completar trinta anos de idade. Ficou no posto entre 1991 e 1994, e foi na época o governador mais bem avaliado do Brasil segundo as sucessivas pesquisas do Datafolha.

Foi membro do PSDB até 1996, quando filiou-se ao recém-criado PPS (do antigo Partido Comunista Brasileiro, presidido por Roberto Freire – fundado em 19 de março de 1992) para concorrer à Presidência da República em 1998. Foi o terceiro mais votado com 7 426 190 de votos, ficando atrás de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva. Em 2002, disputou novamente eleições presidenciais pelo PPS, e terminou o pleito em quarto lugar com 10 170 882 de votos, atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho. No segundo turno, apoiou Lula. Nessa campanha, afirmou que havia combatido a ditadura militar.

ciro gomes candidato

Em março de 2006, Ciro renunciou ao cargo de Ministro da Integração Nacional para concorrer à Câmara dos Deputados pelo estado do Ceará. A candidatura ocorreu devido à chamada “cláusula de barreiras” que minava partidos políticos que não tivessem pelo menos 5% de votos em âmbito nacional. Assim, Ciro quis “salvar” o PSB da degola política e se candidatou, pois sabia que teria ampla votação. Caso contrário, ele estaria na disputa pelo governo do Ceará ou como candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva.[carece de fontes] Foi eleito o deputado federal proporcionalmente mais votado do Brasil com mais de 16,19% dos votos.

Em 9 de setembro de 2013, Ciro foi nomeado pelo então Governador Cid Gomes como Secretário Estadual de Saúde do Ceará. Em janeiro de 2015, Ciro tornou-se Secretário Estadual de Saúde do estado do Ceará, sob o governo de Camilo Santana.

Em 3 de fevereiro de 2015, Ciro Gomes foi contratado como Diretor da Transnordestina Logística S/A. A empresa é subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), sociedade empresária privatizada em 1993. Segundo informações divulgadas à imprensa, seu principal desafio no comando da entidade seria a conclusão da Transnordestina, ferrovia que ligaria o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco. A obra ferroviária, após sucessivos adiamentos, teve a entrega marcada para o final do ano de 2016.

Em 16 de setembro de 2015, após breve passagem pelo PROS, filiou-se ao PDT. No final de agosto de 2015, afirmou em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, que poderá ser candidato nas eleições presidenciais de 2018. No dia 22 de janeiro de 2016, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, confirmou no Encontro Nacional do partido que Ciro Gomes é pré-candidato a presidente da República em 2018.

Ciro Gomes Presidente 2018

O País vive hoje um momento muito tenso e polarizado. Depois de mais de uma década de governos petistas, o fio da história trabalhista é retomado para debater o que não se vê, mas é real: o nacionalismo brasileiro. Nesse longo período, nenhum desses presidentes encarou a formulação de um projeto de governo capaz de tirar a nação brasileira da situação de país como um “protetorado” do capital internacional, particularmente do capitalismo especulativo rentista.

Diga-se que, neste período, o capital financeiro nunca ganhou tanto dinheiro. Simplesmente ganharam mais de R$ 1 trilhão, enquanto a nossa dívida cresceu ainda mais. Nenhum questionamento estrutural das finanças públicas foi levantado. Esses governos se acomodaram no luxo do capitalismo internacional, enquanto sobravam algumas migalhas para a população pobre brasileira, que funcionam como políticas compensatórias da desigualdade de distribuição da riqueza com as bolsas sociais representando o mirrado percentual do orçamento da União.

O eleitor atual está mais informado e clama por soluções estruturais para o País. Não é mais possível suportar que apenas seis famílias brasileiras detenham 80% da riqueza nacional e pague apenas 4% de imposto sobre fortunas, quando nos EUA, as famílias milionárias pagam 40 %. O país não pode continuar sangrando sua riqueza para pagar o sustento de um modelo de consumo que vive à custa da exportação de produtos agrícolas e minérios e importa manufaturados para uma pequena camada da população.

Desde o tempo de Brizola, essa situação de colônia vem sendo denunciado e, hoje, retomado pelo candidato Ciro Gomes. Aliás, o único candidato que fala e denuncia este modelo de lesa pátria.

Ciro, como Brizola, vem se tornando alvo de difamação dos grandes grupos de interesses financeiros que controlam essa estrutura viciada da política brasileira. Tentam distorcer suas palavras porque não tem motivos concretos para difamá-los, como a corrupção ou outro mal feito na gestão pública quando foram deputados, prefeitos e governadores. Nunca responderam processo por malversação do dinheiro público. Nem para serem absolvidos. Aliás, como é a obrigação de todo homem público, como costuma dizer a língua afiada de Ciro. Tanto um como outro nunca foram donos ou sócios de indústrias ou empresas de comunicação de controle da opinião pública.

ciro e brizola

O mundo mudou e o Brasil mudou mais ainda. A política enfrenta novos desafios com a tecnologia da informação como uma ferramenta de uso amplo e democrático por todas as pessoas. Embora prevaleça aquilo que Umberto Eco chamou de “vazão da voz dos imbecis”. De qualquer forma, esta é uma realidade que Brizola não viveu. Mas Ciro está usando de maneira inteligente as redes sociais para se comunicar onde muitos jovens, espontaneamente, criam sites para difundir seu pensamento. Esta em sido a maior arma de Ciro: comunicação fora do monopólio das grandes mídias. Isto fará uma enorme diferença. Porque esse método Ciro está fazendo bom e fecundo uso de seu potencial que é sua ética discursiva e argumentativa.

Ciro, como Brizola, é o único com a ousadia dos estadistas em apontar a questão fundamental e não apenas abordar temas superficiais da convivência rotineira das pessoas. Ciro segue no lastro trabalhista e adota a linguagem como sua arma principal de convencimento.

Ciro quando fala, interpela, argumenta e explica. Escapa da superficialidade do discurso vazio e genérico. O povo quer e clama por entendimento do que está acontecendo para acolher e escolher respostas estruturais para os nossos problemas.

Entretanto, é preciso estar alerta, porque o sistema político é bruto. Prevalece a selvageria da mentira e da calúnia. Hoje, ocorre um vale-tudo para destruir reputações e história de realizações. Os adversários sempre usarão a arma da ignorância e a ausência da sensatez. Mas Ciro, hoje, sabe que não dá para reclamar da política porque seria o mesmo que, como dizia Churchill, o marinheiro reclamar do mar.

Estamos diante da perspectiva que se abre para o grande momento em que se encontrarão o homem político Ciro Gomes e o espírito do seu tempo. O desafio é sua capacidade de discernimento para evitar provocações rasteiras, que prejudiquem sua ascensão para realizar as mudanças estruturais que o País, desesperadamente, busca, em candidatos que tenham experiência administrativa e autoridade moral para fazê-las.

Carlos Michiles é Ph.D em Ciências Políticas pela Universidade de Manchester,na Inglaterra, e fundador do PDT e escreveu este texto para o site do PDT

Declarações Polêmicas de Ciro Gomes

Sem medir palavras ou alvos, Ciro Gomes é velho conhecido de quem acompanha vida política do país. Se é notório por acumular desafetos, o jeito peculiar também serve como estratégia para conquistar visibilidade. Veja algumas das suas declarações mais polêmicas.

Eu sou a primeira opção!

“Eu sou a primeira opção”, afirmou o pedetista Ciro Gomes, em rejeição à ideia de ser “a terceira via” nas eleições presidenciais de 2018.

O presidenciável afirma que o Brasil não mudou, desde 1998 e 2002 – quando disputou a Presidência da República. Naquele momento, disse, “havia um não experimentado PT” e um Lula que representava a moralização e o novo. “Hoje ele (Lula) está em Alagoas acompanhado de Renan Calheiros”.

“Que mudanças promoveram FHC, Lula e Dilma?”, questionou o pré-candidato. “Agora está pra mim”, concluiu, lembrando estar na vida pública há 38 anos e nenhuma preocupação com processos judiciais ou investigações policiais.

Em entrevista coletiva, Ciro Gomes antecipou que vai apresentar ao País um projeto estratégico de desenvolvimento para tirar o Brasil da crise e da estagnação. O plano vai contemplar soluções para o rombo das contas públicas e do setor privado, além de criar uma nova dinâmica de reindustrialização do país.

Ciro afirma que é preciso investir nos quatro setores estratégicos da indústria que são óleo e gás, o agronegócio, o complexo industrial da saúde e a área da defesa. Depois das entrevistas à imprensa, se reuniu com representantes dos movimentos sociais e com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Santa Catarina (Fetaesc).

Se Moro tentar me prender receberei a turma do juiz na bala!

Ciro Gomes gravou um vídeo no qual desafia o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a prendê-lo. Gomes afirma que, se isso vier a acontecer, ele receberá a “turma” de Moro “na bala”.

As declarações foram gravadas em vídeo no dia em que a Polícia Federal cumpriu, em São Paulo, mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva contra o blogueiro Eduardo Guimarães, que edita o site Blog da Cidadania.

“Hoje esse Moro resolveu prender um blogueiro. Ele que mande me prender, eu recebo a turma dele na bala”, diz o pedetista no vídeo.

O ex-ministro faz críticas constantes à atuação de Moro. Gomes chegou a sugerir no ano passado que, caso o ex-presidente Lula seja preso no âmbito da Operação Lava-Jato, ele poderia “sequestrar” o petista e levá-lo a uma embaixada com pedido de asilo para que ele possa se defender “de forma plena e isenta”.

— Pensei: se a gente formar um grupo de juristas, a gente pode pegar o Lula e entregar numa embaixada. À luz de uma prisão arbitrária, um ato de solidariedade particular pode ir até esse limite. Proteger uma pessoa de uma ilegalidade é um direito — disse Ciro ao GLOBO.

Mil vezes um Bolsonaro do que um enganador como o Doria!

Sou um democrata de verdade, sou um democrata visceral e o que as pessoas veem como uma coisa ruim, eu vejo como uma coisa boa. Se há uma parcela do eleitorado que se afina com o que o Bolsonaro interpreta, representa e diz, essa fração tem todo direito que um democrata deve garantir sem qualquer tipo de queixa de se expressar na política. Evidente que no debate, eu estando presente, vou arrancar muitas máscaras. Esse João Doria se apresentar como não político, ele está esquecido que foi presidente da Embratur no governo do Fernando Collor, ele está esquecido – e eu tenho uma memória implacável – de que a empresa dele vivia de milhões de reais de dinheiro público repassado por correligionários deles, de governo do PSDB. Isso que é não-político? Mil vezes, na minha opinião, um Bolsonaro do que um enganador desse tipo.

Aécio Neves é cadáver político!

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à Presidência, chamou o senador Aécio Neves (PSDB) de “cadáver político“. Ciro criticou ainda a postura do PSDB em relação à situação de Aécio. Ele observou que o partido “defende o cadáver político do Aécio, que não tem saída”. “Morreu, o que faz com o cadáver é enterrar”, disse Ciro, para quem o político mineiro não vai sair da presidência do partido.

ciro gomes presidente

Outra crítica de Ciro em relação ao partido de Aécio é a ligação com o governo de Michel Temer. “PSDB vai fazer campanha situacionista, segurar a alça do caixão de um governo que tem 3% de aprovação. Vai deixar para véspera da eleição para sair e ficar com justa estigma de oportunista”, acrescentou Ciro, que reconheceu querer parte dos votos do PSDB, partido pelo qual elegeu-se governador em 1990.

O Eleitor do Bolsonaro é Meu!

Ciro Gomes acredita que os simpatizantes do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) devem migrar para a sua pré-candidatura à Presidência da República. “O eleitor do Bolsonaro é meu. Eles não perceberam, mas eles estão procurando seriedade, autoridade. Eu sou isso, de verdade”, afirmou Ciro Gomes em uma entrevista para a TV Bandeirantes.

O pré-candidato do PDT disse que, embora não concorde “com absolutamente nada do que o Bolsonaro fala, diz ou representa”, considera que o deputado federal é “mais íntegro do qualquer tucano nesse momento”. Desta forma, atacou nomes de peso do PSDB, como o senador Aécio Neves (MG) e o prefeito de São Paulo, João Doria.

Momento é de testosterona!

O pré-candidato a Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, atacou possíveis postulantes de outros partidos ao posto durante um almoço com empresários na Firjan, no centro do Rio. Sobre Marina Silva, o ex-governador do Ceará disse que não a vê com energia para a disputa e que, além disso, “o momento é muito de testosterona”, hormônio masculino.

O ex-governador e ex-ministro criticou o comportamento de Marina Silva. “Não a vejo com apetite de ser candidata, ou então é uma tática nova que eu nunca vi na minha vida pública, que é o negócio de jogar parado, de não dar opinião. Não vejo ela com a energia e o momento é muito de testosterona. Eu não elogio isso, é algo do Brasil. É um momento muito agressivo, e ela tem uma psicologia muito avessa a isso”, afirmou.


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6 comentários em “Ciro Gomes Candidato a Presidente

  1. Davis sousa Responder

    Bom intelectualmente é um dos mais preparados para assumir a presidência. Mas tem algo nele que não me agrada, não sei bem o que é, acho que é esse tom meio de coronel. Acho que o Ciro ainda carrega um pouco aquele traço das tradicionais famílias que mandaram ou mandam nos estados do Nordeste trazendo aquele ar de coronelismo. Falo porque minha família é do Maranhão e é incrível como as pessoas, sobre tudo as de menor renda, ainda se submetem aos desmandos dessas famílias.

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Ele tem este jeito truculento, mas acho que isto não desabona. Conhece muito de economia e do Brasil, então neste quesito é um dos mais preparados. Mas só isto não basta, temos que entender as coligações e outros questões externas.
      Valeu!

  2. Jackson Oliveira Responder

    Brincadeira! Sair de uma ladroagem para cair nas mãos de um jagunço, metido a valentão e a dar tiro nas pessoas. Esse cara é dos tempos do coronelismo. Show, bicho doido!

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