Como Investir em Dólar – Derivativos

O título deste post é uma pegadinha, não se investe em dólar, dólar não é um investimento, dólar é uma moeda, nada mais do que isto. Você pode usar o dólar para especular, ou mesmo proteger sua carteira de investimentos no Brasil (hedge). Esta “proteção” parte do pressuposto de que quando a bolsa cai o dólar sobe, e vice-versa. Mas cuidado, para toda regra há exceções, inclusive, são as exceções que confirmam as regras. Como já foi explicado no primeiro post desta série  Como Investir em Dólar  poucos conseguem obter retornos razoáveis com operações em câmbio. O principal motivo é que esta modalidade de “investimento” exige um timing de mercado muito apurado, coisa que os investidores comuns não possuem, mesmo porque o câmbio é influenciado por uma série de variáveis, tanto internas quanto externas. Neste post iremos entender como funcionam os famosos contratos futuros de dólar.

grafico dolar futuro 2017

Nesta semana não se fala em outra coisa: a queda do dólar. O preço do dólar está derretendo, a moeda está em queda livre. Veja no gráfico acima do dólar futuro o comportamento baixista da cotação da moeda. Na outra ponta a bolsa está subindo sem parar, os compradores não param nem para respirar. Conforme artigo publicado hoje no site Bula do Mercado: o Brasil é a bola da vez. Segundo Olívia Bulla – jornalista especializada em jornalismo econômico –  O Brasil virou o “queridinho” entre os mercados financeiros e já é apontado como “o mais quente entre os emergentes” pela agência de classificação de risco Fitch.

A expectativa de que o significativo ajuste das contas públicas em curso se espalhe por toda a economia leva os investidores a não enxergarem qualquer outra coisa melhor que o país em 2017. E essa aposta tende a levar o dólar para R$ 3,00 e a Bovespa rumo aos 70 mil pontos.

Olívia cita o velho jargão de mercado “contra fluxo não há argumentos”. O mercado financeiro local está em ritmo de carnaval, euforia total. Porém, o avanço da bolsa brasileira para além dos 68 mil pontos, renovando os maiores nível em quase cinco anos, e a queda do dólar que já chega perto dos R$ 3,00 têm sido apoiados mais em expectativas de um Brasil melhor do que em fatos concretos – ou mesmo recursos físicos.

Ao contrário da voz do mercado doméstico, de que já existe uma forte entrada de capital estrangeiro, os números do Banco Central não corroboram esta tese. O saldo entre a saída e o ingresso de dólares no país está negativo em fevereiro em quase US$ 2,5 bilhões, até o dia 10, sendo que essa conta fica no vermelho por causa da via financeira, com a retirada de quase US$ 3 bilhões no período.

Contudo, o mercado se alimenta de expectativas, sejam elas boas ou ruins. E esse otimismo está sendo alimentado pela trajetória de queda da inflação com consequente queda de juros, ambiente externo mais favorável, alta das commodities minério de ferro e petróleo, e pela boa articulação política do governo Temer. Se no início de fevereiro do ano passado tivemos a “tempestade perfeita”, agora neste início de fevereiro de 2017 estamos presenciando o “céu de brigadeiro perfeito”, ou “quase-perfeito”.

Como Investir em Dólar

Há várias maneiras de se posicionar no mercado de forma a se beneficiar com um possível aumento do preço do dólar. A forma mais simples e óbvia de investir em dólar é comprar o papel moeda em espécie. Porém, esta opção não é indicada para investimento pois incorre em taxas e despesas de casas de câmbio. Há também o perigo de guardar dinheiro debaixo do colchão. Talvez seja uma opção adequada apenas para quem tem viagem agendada para o exterior.

Uma opção muito utilizada pelos investidores é aportar em fundos cambiais. Estes fundos tem pelo menos 80% dos seus recursos diretamente relacionados a variação de preços de moedas estrangeiras. A desvantagem são as taxas de administração e performance cobradas pelos gestores. Porém, estas taxas somadas costumam ser menores do que as das casas de câmbio. Há também a cobrança de IOF para aplicações menores que 30 dias.

Uma forma que tenho utilizado é a compra de ações de empresas que possuem forte geração de receita em dólar, tais como as empresas de celulose. Este inclusive foi o assunto do primeiro post desta série (relembre aqui). Mas neste artigo iremos abordar a opção de compra dos chamados contratos futuros de dólar. Estes derivativos permitem que você aposte na cotação futura da moeda, de modo que há a possibilidade de ela se valorizar ou desvalorizar no período de duração do contrato. Uma vantagem é a tributação menor do que a dos fundos cambiais (15% sobre o lucro). Também não há incidência de IOF, você pode comprar hoje e vender amanhã pagando apenas o imposto sobre o lucro e as taxas com corretagem.

Porque Investir em Dólar

Apesar de não considerar o dólar um investimento, estou usando aqui o termo “investir” pois é o que as pessoas estão mais acostumadas. Não irei fazer neste post um embasamento dos motivos para se posicionar, porém, para quem se interessar sugiro a leitura deste excelente artigo do colega blogueiro André Azevedo: Porque é interessante ter dólar na sua carteira utilizando contratos futuros.

Contratos Futuros de Dólar

Se o mercado à vista já é pouco conhecido imagina então o mercado de derivativos. De fato, a relativa complexidade destes mercados acaba dificultando a compreensão por parte do grande público, não permitindo que muitos investidores  entendam o funcionamento e a importância dos mesmos.

No mercado de capitais, o termo Derivativo tem a ver com um contrato no qual se estabelecem pagamentos futuros. Ativos do tipo Derivativos recebem esta denominação porque seu preço de compra e venda deriva do preço de outro ativo, denominado ativo-objeto.

Derivativos são contratos que derivam a maior parte de seu valor de um ativo subjacente, taxa de referência ou índice. O ativo subjacente pode ser físico (café, ouro, etc.) ou financeiro (ações, taxas de juros, etc.), negociado no mercado à vista ou não.

Os derivativos foram criados como forma de proteger os agentes econômicos (produtores ou comerciantes) contra os riscos decorrentes de flutuações de preços, durante períodos de escassez e superprodução do produto negociado, por exemplo.

Atualmente, a ideia básica dos agentes econômicos, ao operar com derivativos, é obter um ganho financeiro nas operações de forma a compensar perdas em outras atividades econômicas. Desvalorização cambial e variações bruscas nas taxas de juros são exemplos de situações que já ocorreram na economia, nas quais os prejuízos foram reduzidos ou até se transformaram em ganhos para os agentes econômicos que protegeram os seus investimentos realizando operações com derivativos.



Os derivativos podem classificados em contratos a termo, contratos futuros, opções de compra e venda, operações de swaps, entre outros, cada qual com suas características.:

De Opção: Contratos que dão a compradores ou vendedores o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender o ativo relacionado, em um data futura (data do vencimento da opção), por um preço preestabelecido (o preço de exercício da opção). Tal como num contrato de seguro, o comprador deve pagar um prêmio ao vendedor. Diferentemente dos futuros, o detentor de uma opção de compra (call option) ou de venda (put option) não é obrigado a exercer o seu direito de compra ou venda. Caso não exerça seu direito, o comprador perde também o valor do prêmio pago ao vendedor.

A Termo: O comprador e o vendedor se comprometem a comprar ou vender, em data futura, certa quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro), a um preço fixado na própria data da celebração do contrato. Os contratos a termo somente são liquidados integralmente na data de vencimento, podendo ser negociados em bolsa e no mercado de balcão.

Swaps: Contratos que determinam um fluxo de pagamentos entre as partes contratantes, em diversas datas futuras. Negocia-se a troca (em inglês, swap) do índice de rentabilidade entre dois ativos. O swap, no entanto, implica um certo risco. Variações inesperadas nos indexadores das dívidas podem eventualmente prejudicar um dos signatários, prejudicando o outro. Tal como a operação a termo, a operação de swap é liquidada integralmente no vencimento.

Contratos Futuros: Estabelecem a compra e venda de um ativo a um dado preço, numa data futura. O comprador ou vendedor se compromete a comprar ou vender certa quantidade de um ativo por um preço estipulado em uma data futura. No mercado futuro, os compromissos são ajustados diariamente às expectativas do mercado referentes ao preço futuro do bem, por meio do ajuste diário (mecanismo que apura perdas e ganhos).

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Mercado Futuro

As operações no mercado futuro são semelhantes ao mercado a termo, porém, com importantes diferenças. Em primeiro lugar, as partes não estão vinculadas, ou seja, o investidor pode vender um contrato que tenha comprado antes mesmo do vencimento. Isso torna este mercado muito mais acessível e líquido.

Outra diferença em relação ao mercado a termo diz respeito ao ajuste diário do valor dos contratos, que possibilita a liquidação financeira diária de lucros e prejuízos das posições. Isso significa que se você, por exemplo, vendeu um contrato e o preço subiu, você terá que realizar um depósito para compensar esta perda.

No Brasil, o mercado futuro fica basicamente concentrado na BM&F, que oferece diversos contratos, tanto para ativos de renda fixa como renda variável. Os mais negociados são os contratos futuros de DI de 1 dia, que servem para balizar as expectativas quanto ao mercado de juros. São negociados contratos para os próximos quatro meses, além dos meses iniciais dos trimestres seguintes.

Também são bastante acompanhados os contratos futuros de dólar comercial, com vencimentos mensais até um prazo máximo de 24 meses, e os contratos futuros de índice Bovespa, com vencimento em meses pares, limitados a seis vencimentos em aberto. Vale lembrar também a importância da negociação com contratos futuros agropecuários, como boi gordo, café, milho, dentre outros.

Porque usar Derivativos

Existem diversas razões para o uso de derivativos. Por exemplo, um produtor de café pode vender contratos futuros de café para reduzir o risco de preço, ou seja, se o preço do café cair, ele perde nos seus estoques, mas ganha no mercado futuro, e vice-versa. Isso é conhecido como uma operação de proteção, ou hedge.

Além disso, o uso de derivativos permite alavancar uma posição, pois permite que o investidor use menos recursos para apostar em um determinado ativo financeiro. Assim, se um investidor disposto a tomar riscos elevados acredita que o mercado de ações irá subir, pode ser mais lucrativo investir nos contratos futuros de Ibovespa ou em opções de ações, ao invés de comprar ações no mercado à vista.

No entanto, este tipo de estratégia pode melhorar em muito a rentabilidade, porém também aumenta de forma significativa a possibilidade de perdas. Deste modo, o mercado de derivativos, em muitas situações, é recomendado somente para quem acompanha o mercado de perto e está disposto a correr riscos maiores.

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Riscos Envolvidos

O mercado de derivativos tem crescido de forma impressionante nos últimos anos, tanto em termos de volume quanto em termos de instrumentos disponíveis. Embora tenha havido perdas que ocorreram com empresas bastante conhecidas do público (Sadia e Aracruz) e aliada as inúmeras advertências dos meios de comunicação sobre os riscos inerentes a esses instrumentos, ainda assim, o mercado de derivativos tem sido usado por um grande número de empresas, instituições financeiras e traders. Principais riscos envolvidos:

Risco de Crédito: É a perda econômica que o usuário final irá sofrer se a contraparte não liquidar sua obrigação financeira no vencimento do contrato derivativo.

Risco de Mercado: É a incerteza sobre quanto a receita futura está exposta, como resultado de variações no valor das carteiras compostas de instrumentos financeiros. Esse risco é a conseqüência de buscar formar mercados, assumir posições, gerenciar ativos e passivos nos mercados de taxas de juros, câmbio, ações e mercadorias.

Risco de Liquidez: Surge quando uma empresa é incapaz de encontrar mercado para reverter uma determinada posição.

Risco Legal: É a possibilidade de perda como resultado de o contrato estar em desacordo com a regulamentação existente, invalidando ou alterando os retornos esperados. Representa a incerteza de garantir o cumprimento dele por vias legais ou processo judicial.

Risco Operacional: É o potencial de perda causada por falha de informação, comunicação, processamento de transação ou sistema de liquidação.

Risco Humano: É o principal tipo de erro quando se está especulando. Capacidade de julgamento é a habilidade de tomar boas decisões. Decisões ruins são causas de perdas financeiras, ao permitir que a empresa incorra, fora de controle, em alguns dos riscos mencionados anteriormente.

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Tipos de Operadores

Para melhor entendimento dos mercados futuros, costuma-se dividir os operadores deste tipo de mercado em três perfis:

Hedgers: São os operadores que buscam o mercado futuro como forma de proteger seus ativos, é o caso do produtor agrícola. O termo vem do inglês, hedge, que significa proteção. Também são hedgers os investidores expostos ao risco do mercado de ações, por exemplo, que visando diminuir exposição no mercado, vendem contratos futuros de suas carteiras.

Especuladores: São os operadores que assumem o risco dos hedgers apostando no direcionamento do mercado favorável a eles. Os especuladores também podem aumentar sua exposição ao risco no mercado de ações, assumindo também posições futuras a favor da sua carteira, alavancando assim o ganho (ou prejuízo) potencial.

Arbitradores:  São os operadores que buscam lucros baixíssimos sem risco de mercado (apesar de essa hipótese ser muito discutível). Os arbitradores buscam eventuais distorções de preços em mercados ou erros de precificação de ativos para estratégias com ganhos conhecidos. Um arbitrador poderia, por exemplo, comprar uma ação por um preço abaixo do que está sendo negociado em outra bolsa, e, portanto, vender mais caro na outra bolsa logo após a compra, obtendo assim um lucro conhecido e livre de risco.

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Contratos de Dólar Futuro

Contratos de dólar são contratos futuros que derivam da moeda norte-americana e tem como principal função no mercado ajudar aqueles que realizam operações atreladas a moeda para poderem se proteger das oscilações de preço e garantir margens operacionais seguras. São acordos de compra ou venda de moeda norte-americana em um prazo no futuro, por um preço previamente estabelecido.

O mercado de derivativos de dólar futuro é um dos mercados mais líquidos do mundo em volume de negociações diárias, superando em muitas vezes todo o volume do mercado à vista da Bovespa. Quem atua como importador ou exportar deve com certeza dedicar-se a entender os mecanismos de proteção deste contrato, que foi criado como ferramente de auxílio econômica.

No mercado BM&F, o operador consegue negociar contratos futuros de dólar americano com vencimento no primeiro dia útil de todos os meses do ano: Janeiro (F), Fevereiro (G), Março (H), Abril (J), Maio (K), Junho (M), Julho (N), Agosto (Q), Setembro (U), Outubro (V), Novembro (X) e Dezembro (Z).

A cotação dos contratos de dólar representa quanto U$ 1.000 está custando em R$. Então se o dólar está em 2.720,00, isso quer dizer que cada U$ 1 está custando R$ 2,72. Para o dólar, existem 2 tipos de contrato, o dólar cheio (ou grande) e o mini-dólar. A diferença entre os dois é que no dólar cheio cada contrato representa U$ 50.000, enquanto no mini dólar cada contrato representa U$ 10.000.

Dólar Cheio

No dólar cheio o lote minimo é de 5 contratos. Então a compra mínima é de 5 contratos de U$ 50.000, ou seja, U$ 250.000. Sendo assim, se você comprar 5 contratos no valor de U$ 250.000 e o dólar subir 1%, você ganhará U$ 2.500.

O código de negociação do dólar cheio é formado pelo radical DOL, acrescido da letra referente ao mês de vencimento do contrato (F, G, H, J, K, M, N, Q, U, V, X e Z) e de dois números referentes ao ano de vencimento do mesmo. O lote padrão de negociação deste derivativo é composto por 5 contratos. Este contrato futuro não prevê a entrega física da moeda, apenas sua liquidação financeira.

Mini-Dólar

No mini-dólar o lote mínimo é de 1 contrato. Nesse caso, a compra mínima é de 1 contrato de U$ 10.000. Dessa forma, se você comprar 1 contrato de U$ 10.000 e o dólar subir 1%, você ganhará U$ 100. Tanto no caso do dólar cheio quanto no mínimo, o contrato possui vencimento para todos os meses, sempre no primeiro dia útil do mês de vencimento.

O código de negociação do dólar cheio é formado pelo radical WDOL, acrescido da letra referente ao mês de vencimento do contrato (F, G, H, J, K, M, N, Q, U, V, X e Z) e de dois números referentes ao ano de vencimento do mesmo. O lote padrão de negociação deste derivativo é composto por 5 contratos. Este contrato futuro não prevê a entrega física da moeda, apenas sua liquidação financeira.



Perguntas mais Comuns

Como Negociar Dólar Futuro?

Os contratos de dólar futuro, tanto o cheio quanto o mini, podem ser negociados diretamente através do home broker da sua corretora. Para negociar o operador precisa ter depositado na conta margem da corretora um percentual do valor total dos contratos negociados. As corretoras costumam aceitar títulos púbicos, certificados de depósitos bancários (CDB) e ações de empresas como margem de garantia.

O Mercado BM&F permite a venda à descoberto de dólar futuro, ou seja, o investidor não precisa ter uma posição comprada em aberto neste contrato para vendê-lo. Diariamente, a BM&FBovespa executa o ajuste diário das posições em aberto (compradas ou vendidas) em dólar futuro, creditando e debitando valores nas contas que os participantes do mercado futuro mantém junto às corretoras.

Quais são as Operações com Dólar mais Comuns?

Alguns agentes econômicos estão expostos aos efeitos das variações cambiais em suas atividades. É o que ocorre com empresas em que uma alta ou queda brusca do dólar pode desestabilizar suas finanças. Para essas empresas, é possível reduzir esse risco por meio de estratégias de hedge, utilizando contratos futuros de taxa de câmbio.

Operadores também podem especular sobre a oscilação futura do dólar. Quem compra um contrato futuro de dólar aposta na valorização deste frente o real para lucrar com a venda ou liquidação deste contrato até sua data de vencimento. Do mesmo modo, quem vende um contrato futuro de dólar aposta na desvalorização deste frente o real para lucrar com a compra ou liquidação deste contrato até sua data de vencimento.

Como Ocorre a Liquidação do Dólar Futuro?

A liquidação do contrato futuro de dólar é exclusivamente financeira, por meio de operação inversa à posição original, na data de vencimento do contrato. A posição do investidor é automaticamente zerada no dia do vencimento: investidor que estiver comprado será vendido e vice-versa.

O dólar futuro vence no primeiro dia útil do mês de vencimento do contrato. O operador também pode liquidar sua posição antes do dia de vencimento do contrato, bastando apenas negociar o mesmo contrato assumindo uma posição oposta à posição em aberto.

O que é Ajuste Diário de Dólar Futuro?

O ajuste diário na operações com dólar futuro é um mecanismo criado para proteger o mercado e até mesmo os operadores, garantindo que sejam debitados todos os prejuízos e pagos todos os lucros referentes àquele dia. Nada mais é um que ajuste financeiro diário das posições de cada investidor que optou por permanecer posicionado. Esse valor é calculado pela BMF&Bovespa e representa a média ponderada das operações dos últimos quinze minutos de pregão. Com o ajuste, cada investidor apura seus lucros ou prejuízos diariamente.

Quais são os Custos de Negociação do Dólar Futuro?

A taxa de corretagem por contrato operado varia de acordo com a corretora e de acordo com o tipo do contrato (cheio ou mini). Já a BM&FBovespa cobra uma taxa de emolumentos pela execução da negociação e uma taxa de registro pelo registro ou pela liquidação de cada contrato futuro de dólar antes da data de vencimento. O valor destas taxas varia de acordo com o volume de contratos negociados nos últimos vinte e um pregões.

Qual é o Imposto de Renda nas Operações de Dólar Futuro?

Há incidência de imposto de renda sobre o ganho líquido na negociação ou liquidação de um contrato futuro de dólar. A alíquota base de imposto de renda utilizada para o mercado de dólar futuro é de 15% sobre o lucro líquido da operação.

O imposto de renda em operações no mercado futuro é apurado sobre o resultado positivo da soma dos ajustes diários observados entre a data de abertura do contrato e a data de encerramento ou cessão da operação.

A apuração é realizada ao longo da vigência do contrato e não mensalmente. A responsabilidade de apuração e de pagamento de imposto de renda é do contribuinte. O pagamento do imposto de renda deve ser realizado até o último dia útil do mês subsequente ao mês de apuração. A alíquota de imposto de renda incidente sobre operações day-trade no mercado de dólar futuro é de 20% sobre os ganhos auferidos.

Parte do imposto de renda a ser pago pelo investidor no mercado futuro pode ter sido retido na fonte. Há incidência do imposto de renda retido na fonte (IRRF) à alíquota de 0,005% sobre a soma algébrica dos ajustes diários, quando positiva, apurada por ocasião do encerramento da posição, antecipadamente ou no seu vencimento.

Fonte

Aulas de Operação de Dólar Futuro

Seguem abaixo duas vídeo-aulas sobre operação de min-contratos de dólar futuro. A primeira mais curtinha com 20 minutos de duração e a segunda mais longa com 1 hora de duração.

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14 thoughts on “Como Investir em Dólar – Derivativos

    • Ábaco Líquido Post author

      Valeu Batista!

  1. 50segundos Reply

    Boa,

    Mais um post completo do Uó. Desta vez sobre como utilizar o dólar a seu favor…

    Abs,
    50segundos

    • Ábaco Líquido Post author

      Muito obrigado 50s!

  2. André Rezende Azevedo Reply

    Uó, estamos em sintonia. Acabei de postar sobre o dólar lá no blog e fui ver meu Feedly. E cá está você, com um post sobre o mesmo assunto.

    Não achei um post tão bom quanto o seu para referenciar mais detalhes sobre os contratos futuros para quem quiser se aprofundar. Mas vou editar minha postagem e fazer isso jajá!

    Abraço!

    Ah, o link: http://www.viagemlenta.com/2017/02/porque-e-interessante-ter-dolar-na-sua-carteira-utilizando-contratos-futuros.html

    • Ábaco Líquido Post author

      Show André!

  3. Investidor de Risco Reply

    Fala Uó! Mais um post bastante completo! Contratos futuros são uma maneira interessante de proteção e tem uma grande utilidade para empresas dolarizadas ou pra produtoras das mais diversas commoddities, bem como para investidores.. O ajuste diário é um complicador pois obriga as duas pontas a disponibilizar recursos sempre que necessário. Em outras palavras, é uma proteção que você paga a conta diariamente. Especuladores e arbitradores também tem um importante papel de gerar liquidez ao mercado.

    • Ábaco Líquido Post author

      Fala IR!
      O mercado de derivativos cresceu muito nos últimos anos, principalmente o de mini contratos. Caiu no gosto dos operadores. Eu mesmo já tenho mais de dois anos que opero.
      Grande abraço!

  4. Rodolfo Oshiro Reply

    Uo,

    Boa rapaz … eu uso bastante hedge .. não muito em dólar … não gosto do bc “brincando” com isso … mas acho muito válido …

    Abs,

    • Ábaco Líquido Post author

      Fala Rodolfo!
      Hedge é uma palavra bonita… proteção… mas se feito da forma errada é um perigo.
      Grande abraço!

  5. Beta Zumbi Reply

    Mercado está eufórico mesmo. Não resisti a curiosidade e fui ver o meu CEI e os ativos dispararam, tanto as ações como os títulos do TD. Não tenho saco para ficar calculando nada mas vi que foi uma subida expressiva.

    De qualquer forma, continuo seguindo a minha estratégia feijão com arroz. Continuar comprando ações de empresas boas e títulos do governo faça chuva ou faça sol. No longo prazo essas variações de curto prazo não serão nada.

    Por falar nisso os balanços estão bons. RADL3, GRND3, CIEL3 seguem em céu de brigadeiro apesar da crise. E é isso o que importa.

    Ass: Beta Zumbi

    • Ábaco Líquido Post author

      É isto aí Beta, quanto menos você olha menos vontade tem de vender, rs.
      Não deixe de assinar o site Abacus Liquid para ficar informado sobre as últimas novidades.
      http://abacusliquid.com/blog/assine
      Abraço!

  6. Dirceu Sena Reply

    Sobre a euforia do ibov, é de bom tom ver o gráfico dolarizado ou com a inflação descontada se quiser tentar acertar timing, pois inflação destorce tudo. Por curiosidade, é interessante ver o índice da bolsa de valores da Venezuela. Ela estourou com a hiperinflação dos últimos meses, mas isso não quer dizer necessariamente que tudo esteja bem por lá e que o mercado esteja precificando uma melhora da economia. Em dólar, pode ser que tenha até caído, eu não tive a pachorra de verificar isso. De toda forma, tentar acertar timing de bolsa ou de qualquer outra coisa requer muito estudo, muita análise e também um pouco de sorte. O preço do real contra o o dólar é influenciado fortemente pelos preços das commodities, como o rublo e outras moedas de países exportadores de commodities. Contudo, há também a atuação do BC. Os bancos centrais de países desenvolvidos têm menos influência no mercado que os de países em desenvolvimento. Isso ocorre porque o volume das operações dos primeiros em comparação ao mercado é muito menor do que o volume das operações de BCs de países em desenvolvimento em relação ao fluxo financeiro que entra e sai de países em desenvolvimentos. Nos países desenvolvidos, os fluxos são tão brutais que os BCs não têm o mesmo poder de fogo que os BCs de países em desenvolvimento. Para tudo nesta vida, é preciso estudar muito. Com trades não é diferente. Diz o Damodaran que ou se nasce especulador ou se nasce investidor. Muito raramente é possível ter o espírito de ambos. Eu cada vez mais concordo com isso e cada vez mais acho que vim ao mundo para ser investidor 😉 Meus trades são todos para remunerar o capital acumulado ou para fazer certos hedges (cambiais ou não). Como tenho metais na carteira, obviamente faço trades porque não se investe em metais assim como não se investe em dólar, como você bem falou no post. De toda forma, minha paixão mesmo é pela análise de empresas, microeconomia 😉 Fazendo um pouco de merchandising gratuito, vale a pena conferir o blog “Musings on Markets” do Damodaran…

    • Ábaco Líquido Post author

      Opa Dirceu!

      No post passado plotei este gráfico dolarizado do IBOV,,,

      ibov dolarizado

      Plotei também o IBOV inflacionado. Você tem razão, ponto por ponto não quer dizer grandes coisas. Grande parte da queda dos últimos dias foi gerada pela intervenção do BC, mas tem as outras variáveis também. O preço do dólar é uma resultante de diversos fatores, internos e externos. Interessante esta frade do Damodaran, eu mesmo me pego diversas vezes tentando definir o que sou, rs.

      Obrigado pela indicação!

      Abraço

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