Brasileirão Histórico

Ontem (16/11/2017), de virada, na raça e com brilho de Jô, o heptacampeonato brasileiro, enfim, virou realidade para o Corinthians. E com direito a muito sofrimento e virada, como a torcida alvinegra gosta. O time garantiu o sétimo título ao derrotar o Fluminense por 3 a 1 na noite desta quarta-feira (15), em Itaquera, sob olhares de mais de 46 mil torcedores. Os gols do segundo troféu corintiano na temporada 2017 foram marcados por Jô, duas vezes em apenas dois minutos de intervalo, e Jadson. O Corinthians é agora o terceiro time que mais ganhou campeonatos brasileiros. Com 7 títulos do Brasileirão no total, está atrás apenas do Santos e do Palmeira.

O triunfo sobre os cariocas em casa confirmou um título que parecia perto do Corinthians há meses. Líder ininterrupto há 31 rodadas, a equipe abriu vantagem na ponta, flertou com a crise e emendou vitórias na reta final até garantir o sétimo troféu do Brasileirão. Pelo caminho, ficaram Grêmio, Palmeiras e Santos, que lutaram para diminuir a distância do líder durante toda a competição.

Com a vitória sobre o Fluminense, o Corinthians chegou à marca de 71 pontos, dez a mais que o Grêmio, o segundo colocado na tabela. A três rodadas do fim e com nove pontos em disputa, o adversário não pode mais superar o time alvinegro. Já a distância do Palmeiras para o líder é de 14 pontos – a equipe alviverde ainda disputa 12 pontos no campeonato.

Meu Time Atlético Mineiro

Quem acompanha este blog sabe que sou Atleticano e não poderia deixar de postar aqui uma pequena nota sobre o jogo de ontem. Não será uma nota de torcedor apaixonado – mesmo porque não o sou – e também sei que falar de futebol sempre é um assunto espinhoso, assim como é falar de política e religião. Por isto evito estes temas pois cada um tem um posicionamento próprio. Mas como o espaço aqui é aberto – onde cada um pode dar sua opinião na área de comentários – então vez ou outra abordo estes temas. Dizem que clássico de futebol não tem favorito, mas ontem o Cruzeiro entrou com certa vantagem teórica pois vinha de dezesseis jogos invictos no Mineirão e embalado pelo título da Copa do Brasil. Desta forma, dominou primeiro tempo e abriu o placar. Porém futebol é uma caixinha de surpresas, o Galo virou o jogo e o Cruzeiro amargou uma derrota duríssima. O Atlético não visa mais o título do Brasileirão, seu único objetivo é garantir uma vaga na Libertadores do ano que vem. Já o Cruzeiro tem a vaga garantida, e está de olho agora no Campeonato Brasileiro.

Ontem os memes bombaram na internet e nos famigerados grupos de Whats App, sempre que o Galo vence o Cruzeiro – e vice-versa – as gozações são inevitáveis. Mas verdade seja dita, o Cruzeiro tem muito mais títulos do que o Galo. Em se tratando de Brasileirão, o Cruzeiro tem 4 títulos contra 1 do Galo. Na Copa do Brasil o Cruzeiro já faturou 5 títulos contra 1 do Galo. Libertadores já são duas do Cruzeiro contra uma do Galo. O Atlético só leva vantagem mesmo no Campeonato Mineiro com 44 títulos contra 36 do Cruzeiro. Enquanto torcedor Atleticano, o que me incomoda mesmo é o fato do time ter ganho apenas um Campeonato Brasileiro. E lá se vão algumas décadas. O título é de 1971, ano que nem tinha nascido ainda. De lá para cá foi só bola na trave e o tão sonhado título do Brasileirão se tornou praticamente um tabu para a nação atleticana.

titulos do brasileirao

Atlético Mineiro – Primeiro Campeão Brasileiro

Até 2010 – quando a CBF unificou os títulos brasileiros anteriores a 1971, passando a considerar a Taça Brasil de 1959 como sendo a primeira edição do Campeonato Brasileiro – o Galo era considerado o primeiro campeão brasileiro. Era na verdade um “título de consolação” para o Atleticano: já que o time nunca mais ganhou o campeonato, então o título de “primeiro campeão” permanecia no imaginário do torcedor.

O primeiro Campeonato Brasileiro foi disputado em 1971, um ano após a grande conquista do tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira, com o nosso futebol em uma fase excepcional e com jogadores de nível internacional jogando por aqui. Nesse ano, a CBD aprimorou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ou Robertão – uma ampliação do Torneio Rio-São Paulo que teve apenas 4 edições -, e organizou a primeira competição nacional em formato de liga com o nome de Campeonato Brasileiro, fundando as bases daquele que seguiu como o principal campeonato de clubes do Brasil.

O campeão Brasileiro do ano de 71 foi o Clube Atlético Mineiro comandado por ninguém menos que Telê Santana. Com uma grande campanha e os muitos gols do lendário Dadá Maravilha, o Galo superou outros 19 clubes do país inteiro para levantar o caneco, um dos mais importantes de sua gloriosa história.

primeiro campeao brasileiro

Telê Santanta comandou o Galo no primeiro brasileirão

O campeonato foi dividido em três fases: na primeira, os 20 times foram divididos em 2 grupos e jogaram um primeiro turno contra as equipes de seu grupo e um segundo contra as do outro. O Galo ficou atrás apenas do Grêmio no grupo B e se classificou sem sustos.

Na segunda fase, 12 clubes foram divididos em 2 grupos. O Galo enfrentou em turno e returno os fortíssimos times de Internacional, Vasco da Gama e Santos e, graças à melhor campanha entre eles, avançou para o triangular final.

Botafogo e São Paulo eram os adversários finais. Um jogo contra cada e o título seria decidido. Na primeira partida, contra o São Paulo no Mineirão, Oldair marcou aos 30 minutos do segundo tempo e garantiu a vitória para o Galo. Derrotados, os paulistas receberam os cariocas em casa e os derrotaram por 4×1.

galo campeao brasileiro

Atleticanos comemoram o título inédito nas ruas de Belo Horizonte

Para o Galo, um empate contra o Botafogo no Maracanã já garantiria o título, mas Dario, o “Dadá Maravilha”, que parava no ar como só ele, um beija-flor e um helicóptero podiam fazer, subiu mais alto que a zaga botafoguense e mandou uma cabeçada certeira na etapa complementar, abrindo o placar e entrando para a história com aquele que foi o gol do título de 71.

Artilheiro da edição de 71, Dario também foi o maior goleador do campeonato de 72, ainda pelo Galo. Nos anos seguintes, sem Dadá, o time continuou forte, se renovou, virou o Galo de Reinaldo, João Leite, Paulo Isidoro, Cerezo, Éder. Bateu na trave muitas vezes, fazendo sempre grandes campanhas e, não por acaso, liderou durante quase todo o tempo em que existiu o ranking da CBF.

Bom, o que era para ser uma simples nota de futebol está se tornando um post histórico. Se tem interesse em conhecer um pouco mais da história do Brasileirão passe ao próximo tópico.

História do Brasileirão: Ufania e Integração Nacional

De acordo com matéria publicada no site Trivela, o início da história do Campeonato Brasileiro – O famoso Brasileirão – teve fortes influências políticas. O governo militar tinha a motivação política necessária para promover uma “integração nacional” através do futebol. O contexto da época era de vender o espetáculo do “milagre econômico”, do Plano de Integração Nacional e das obras gigantescas. Daí usar o futebol para divulgar estes programas foi uma estratégia política. O Brasileirão nasceu então como um instrumento para promover o ufanismo e uma imagem de país nacionalmente integrado.

Os primeiros campeonatos regulares que romperam as fronteiras regionais surgiram na década de 1950. A pioneira foi a Taça Brasil, nascida em para indicar o representante brasileiro na Copa dos Campeões das Américas, a futura Libertadores. Um torneio com os campeões estaduais mas longe de representar uma verdadeira integração nacional. Já o Torneio Roberto Gomes Pedrosa tornou-se uma expansão do Torneio Rio-São Paulo. Em sua primeira edição, em 1967, agregou clubes de Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, enquanto no ano seguinte também começou a contar com representantes de Bahia e Pernambuco. Foi o protótipo do Brasileirão.



Apesar da abrangência, o Robertão não era visto como o verdadeiro Campeonato Brasileiro. Os times disputavam até 19 jogos em um intervalo de apenas três meses de competição. Em outubro de 1970, a Revista Placar publicou a matéria intitulada “O Robertão é quase um Campeonato Nacional. O Campeonato Nacional é nossa grande solução”. Nela, os técnicos de alguns dos principais clubes brasileiros reclamam da falta de viabilidade financeira e das viagens desordenadas. Além disso, havia uma discussão latente sobre a falta de abrangência do campeonato, com escolhas sem critérios dos times.

Vários outros elementos além dos campos contribuíram para o surgimento do Brasileirão. Para Daniel de Araújo dos Santos, historiador especializado em futebol e política, o Campeonato Brasileiro foi criado em 1971. A unificação que a CBF promoveu depois é uma aberração, analisa…

“A criação do campeonato faz parte de um processo. Em 1969, a loteria esportiva é lançada pelo governo para promover ideias de otimismo, de ficar rico. Já a Copa de 1970 foi bastante usada por Médici. A partir da conquista, houve uma pressão pela CBD feita pelos meios de comunicação pela criação do Campeonato Brasileiro, especialmente a Placar e os grandes jornais. E isso chegou até o ministro da educação e cultura, Jarbas Passarinho, que apresentou sugestões para mudar as estruturas do esporte.”

Dentro dessa evolução, a conquista do tricampeonato tem um papel fundamental. É neste momento que o regime militar usa de maneira mais aberta os resultados do futebol em sua própria máquina de propaganda. Quem explica é Gerson Wasen Fraga, historiador com doutorado voltado ao estudo do futebol, com vários artigos relacionando esporte e política no período da ditadura…

“Aproveitaram muito mais um elemento novo que foi a vitória na Copa de 1970 do que planejaram o campeonato. Antes da Copa já existia a ideia de que, se o Brasil fosse campeão, isso seria aproveitado. O governo sabia que poderia capitalizar com o futebol, uma percepção muito antiga, anterior à ditadura”.

A Zebrinha do Fantástico: Do Milagre Econômico à Crise do Petróleo

Quem é mais velho como eu deve lembrar da “Zebrinha do Fantástico”. Em tempos do “Milagre Econômico”, os meios de comunicação e a loteria esportiva atuaram em conjunto para que o Brasileirão ganhasse o público, especialmente na década de 1970, quando os estaduais ainda eram unanimidades. A loteria esportiva começou a chamar atenção de quem também não estava tão ligado no futebol. Foi aí que o Fantástico da Rede Globo, em um momento no qual as famílias começavam a ter um acesso maior aos televisores, criou o famoso quadro da durante a veiculação dos gols da rodada.

Desde a criação do Campeonato Brasileiro em 1971, o número de clubes e estados representados na competição só cresceu. Dos 20 times da primeira edição, o torneio passou a contar com 94 times em 1979. Isto fazia parte do processo de integração promovido pelo governo Médici, através do Campeonato Brasileiro. Mas não era apenas com o acréscimo de clubes minúsculos no Brasileirão que o projeto de integração nacional da ditadura se fazia sentir através do futebol.

Como símbolos da força econômica que o governo queria passar, foram construídos grandes estádios em diversas cidades. A maioria com capacidades exageradas. Segundo Gerson Fraga, por meio dos estádios, a grandeza do futebol se alinhava à grandeza do projeto político: eles eram construídos em bolsões do país que não estavam em pleno desenvolvimento, muitos no Norte e no Nordeste. Eram obras gigantescas para dar visibilidade ao governo.

Foram construídos e ampliados consideravelmente 52 estádios significativos durante o período da ditadura militar, 32 deles durante a década de 1970, quando Médici e Geisel conduziram uma política bem mais clara de investimento ao futebol nacional. Em tempos nos quais não havia controle dos gastos públicos, os rombos nos cofres para distribuir agrados políticos não podiam ser medidos.

A partir de 1980, o futebol brasileiro começa a viver um novo momento. A crise econômica faz a fonte de dinheiro secar. Os estádios também deixam de ser construídos. E, com as mudanças políticas vividas na recém-criada CBF, o Campeonato Brasileiro é enxugado. Em 1980, a liga teve 44 times, embora todos os estados continuassem presentes. A crise do petróleo foi o golpe final para derrubar a economia brasileira, e fez a ditadura perder um de seus pilares. Além disso, o custo dos combustíveis subiu rapidamente, encarecendo as viagens.

Dívidas e Receitas dos Times de Futebol

Se a origem do Campeonato Brasileiro na década de 70 teve cunho político, a sua manutenção nos tempos atuais está mais calcada em interesses econômicos do que futebolísticos por assim dizer. Mas isto não é um caso nacional. Os campeonatos de futebol pelo mundo agora, incluindo a Copa do Mundo, são verdadeiras máquinas de gerar dinheiro. Basicamente um sistema muito bem arquitetado com o objetivo de gerar para os dirigentes e outros figurações que atuam nos bastidores. Se você liga a TV ou vai a um estádio pensando que verá um espetáculo esportivo, sinto lhe dizer que está enganado. Nada mais é do que um belo – nem sempre tão belo – espetáculo preparado para tirar do seu bolso seu suado dinheiro sem você perceber.

Para os clubes, o grosso da receita vem da venda dos direitos de transmissão para a TV. Em 2016, a receita gerada pelos direitos de transmissão equivale a 51% do total. Os clubes com maior receita em 2016 foram Flamengo (R$ 510,1 mi), Corinthians (R$ 485,4 mi) e Palmeiras (R$ 468,6 mi). Desses três, o Rubro-Negro é o que tem maior porcentagem de TV, com 58% de participação na receita, contra 47% do Timão e 27% do Verdão. Veja estudo abaixo publicado no site Globo Esporte.

receita de tv clubes de futebol

Receita total dos maiores clubes de futebol brasileiros

A receita de TV aumentou muito, mas a dívida não caiu muito. Há um grande aumento de dívida nos últimos anos. Claramente 2016 foi um ano atípico. O déficit tende a aparecer em 2017. Os dirigentes vão falar que é um ano maravilhoso. Eles estão divulgando um balanço um pouco falso porque tem o adiantamento da cota de TV. Em 2015 teve o Profut e ano passado teve esse adiantamento. A gente só vai saber a real situação financeira em abril de 2018.

dividas dos times de futebol

Dívidas dos maiores clubes de futebol brasileiros

Por mais que alguns clubes consigam chegar em um superávit com a antecipação das luvas dos contratos de televisão e também com a receita de venda de jogadores, essas são fontes que os dirigentes não podem contar a longo prazo. Se você analisar as duas tabelas acima e comprar as receitas com as dívidas, notará que a maioria dos times de futebol continuará no negativo.

Um gráfico que chama a atenção é o de receita de bilheteria dos 20 times com o maior faturamento do futebol brasileiro. O Palmeiras lidera com R$ 30 mi a mais do que o segundo colocado Flamengo. Sem seguida vem São Paulo, Cruzeiro, Atlético e Santos. O que chama atenção é a diferença entre a receita com bilheteria e as dívidas de cada time. Ou seja, os dirigentes terão que rebolar para tornar seus clubes adimplentes, se é que eles tem este objetivo.

bilheteria times de futebol

Bilheteria dos times de futebol

Maior Campeão Nacional

O Flamengo é o dono da marca mais valiosa do futebol brasileiro em 2017. Um estudo realizado pela empresa de consultoria e auditoria BDO destacou que o Rubro-Negro está avaliado em R$ 1,6938 bilhão, seguido por Corinthians, com 1,5935 bilhão e Palmeiras, com 1,1239 bilhão. A avaliação tem 40 indicadores, sendo que os três pilares são: torcida (gama de consumidores), mercado (onde ele está inserido) e receita (tudo o que ele consegue reverter com a sua marca). O patrimônio físico dos clubes não faz parte do estudo.

valor dos times de futebol

Times de futebol mais valiosos

Apesar de Flamengo e Corinthians serem os times maias valiosos atualmente, o maior campeão em termos de Campeonato Brasileiro é o Palmeiras. O Palestra tem 9 títulos de campeão e 3 títulos de vice. É seguido de perto pelo Santos que tem 8 títulos de campeão e 7 títulos de vice. Veja na tabela abaixo os grandes campeões nacionais…

Clube Títulos Vices Edições em que foi campeão Edições em que foi vice
São Paulo Palmeiras 9 3 1960, 1967, 1967, 1969, 1972, 1973, 1993, 1994 e 2016 1970, 1978, 1997
São Paulo Santos 8 7 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 e 2004 1959, 1966, 1983, 1995, 2003, 2007, 2016
São Paulo Corinthians 7 3 1990, 1998, 1999, 2005, 2011, 2015 e 2017 1976, 1994, 2002
São Paulo São Paulo 6 6 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008 1971, 1973, 1981, 1989, 1990, 2014
Rio de Janeiro Flamengo 5 1 1980, 1982, 1983, 1992 e 2009 1964
Minas Gerais Cruzeiro 4 5 1966, 2003, 2013 e 2014 1969, 1974, 1975, 1998, 2010
Rio de Janeiro Vasco da Gama 4 4 1974, 1989, 1997 e 2000 1965, 1979, 1984, 2011
Rio de Janeiro Fluminense 4 0 1970, 1984, 2010 e 2012
Rio Grande do Sul Internacional 3 6 1975, 1976 e 1979 1967, 1968,1988, 2005, 2006, 2009
Rio Grande do Sul Grêmio 2 3 1981 e 1996 1982, 2008, 2013
Rio de Janeiro Botafogo 2 3 1968 e 1995 1962, 1972, 1992
Bahia Bahia 2 2 1959 e 1988 1961, 1963
Minas Gerais Atlético Mineiro 1 5 1971 1977, 1980, 1999, 2012, 2015
São Paulo Guarani 1 2 1978 1986, 1987
Paraná Atlético Paranaense 1 1 2001 2004
Paraná Coritiba 1 0 1985
Pernambuco Sport 1 0 1987

Um total de 157 clubes já participaram do Campeonato Brasileiro desde a sua primeira edição, em 1959. O Grêmio, embora tenha sido rebaixado duas vezes, é o clube recordista em participações: 58 no total, o clube gaúcho só não participou das edições de 1962, 1992 e 2005. O Cruzeiro aparece logo em seguida, com um total de 57 participações, além de ser o único que disputou todas as edições no período entre 1966 e 2017 (incluindo as duas edições de 1967 e de 1968).

Clube Participações na Taça Brasil (1959-1968) Participações no Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967-1970) Participações no “Campeonato Brasileiro” (1971-2002) Participações na Série A (2003-) Total de participações (1959-2017)
Rio Grande do Sul Grêmio 9 4 31 14 58
Minas Gerais Cruzeiro 6 4 32 15 57
São Paulo Santos 7 4 31 15 57
Minas Gerais Atlético Mineiro 4 4 32 14 54
São Paulo Palmeiras 7 4 31 13 54
Rio de Janeiro Botafogo 4 4 32 13 53
Rio de Janeiro Flamengo 1 4 32 15 52
Rio de Janeiro Fluminense 2 4 30 15 51
Rio Grande do Sul Internacional 1 4 32 14 51
São Paulo São Paulo 4 31 15 50
Rio de Janeiro Vasco da Gama 2 4 32 12 50
São Paulo Corinthians 4 31 14 49
Bahia Bahia 6 3 30 6 45
Paraná Atlético Paranaense 1 2 24 14 41
Paraná Coritiba 2 1 24 12 39
Goiás Goiás 1 27 11 39
Pernambuco Sport 3 28 8 39
Bahia Vitória 2 27 9 38
São Paulo Portuguesa 3 23 3 35
Pernambuco Náutico 6 1 22 5 34

Outras Estatísticas do Brasileirão

No período entre 1959 e 2016, nenhum jogador atuou mais no Campeonato Brasileiro que Rogério Ceni. Ao todo foram 575 partidas pelo São Paulo entre 1993 e 2015. Em seguida aparece Fábio, com 495 jogos, defendendo o Vasco da Gama entre 2000 e 2004 e o Cruzeiro de 2005 até os dias atuais.

De acordo com um estudo da CIES — Football Observatory, o Campeonato Brasileiro é o que tem menor percentual de jogadores estrangeiros entre as 37 principais ligas de futebol do mundo. Na última edição, 9,4% dos jogadores eram estrangeiros, número que corresponde a 67 (de 711 no total), entre os quais a maioria são de nacionalidade argentina. Desde 2003, é o maior número de jogadores estrangeiros atuando na primeira divisão. Isso se deve principalmente após a CBF aprovar, em 2014, uma norma que permite a inclusão de até 5 jogadores estrangeiros na lista de convocados para cada partida. Anteriormente, era permitido apenas a inclusão de 3.

Atualmente, Roberto Dinamite detém o recorde de maior número de gols no Campeonato Brasileiro, com 190, sendo artilheiro em duas edições (1974 e 1984). Durante a edição de 1989, ele se tornou o primeiro jogador a marcar cem gols. Desde então, quatorze jogadores atingiram essa marca. Na era dos pontos corridos, Fred detém o recorde de maior número de gols, com 152.

Sete jogadores já foram artilheiros por mais de uma vez, sendo que Dadá Maravilha, Túlio, Romário e Fred são os que por mais vezes conquistaram esse título (3 cada), sendo seguidos por Zico, Roberto Dinamite e Washington (2 vezes).

O Santos é o time com o melhor ataque do Campeonato Brasileiro (no período de 1959 a 2016), com 2 052 gols marcados (sendo o dono do melhor ataque em uma única edição: 103 gols em 2004, seguido pelo São Paulo que marcou 2 036 gols. Completando a lista, o Cruzeiro aparece com 2 023 tentos e é o melhor ataque da era dos pontos corridos (856 gols desde 2003).

Fonte

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16 comentários em “Brasileirão Histórico

  1. Doutor Honorários Responder

    Foi difícil ver esse segundo tempo no domingo, tomar três gols depois de abrir o placar. Eu sou torcedor do Cruzeiro, pentacampeão da Copa do Brasil!

    Aliás, parabéns por mais um excelente texto!

    Mas, sem querer posar de boleiro, futebol é isso: ganhar, perder ou empatar. Ou seja, às vezes o nosso time do coração perde, os amigos que torcem para o time rival zombam do resultado, dos lances, dos gols, e assim por diante. No final, como deve ser pelo menos, todos nós retornamos ao batente na segunda-feira.

    O problema está mesmo fora dos gramados. O esporte e a torcida sempre foram usados para outros objetivos, além do futebol. E a situação dos estádios do Corinthians e do Grêmio representa muito bem o que quero dizer, sobre essa mesma “cultura da corrupção” que empesta todo resto do País, do Congresso à Câmara de Vereadores, do Planalto à Prefeitura, da pequena empresa da esquina à empresa estatal.

    Alguns “saudosistas” pedem a intervenção militar, porém nessa época havia também corrupção.

    A solução infelizmente não é fácil, não é privatizar, não é estatizar, não é a volta de um governo militar, não é votar em tal partido ou em determinado candidato, é mudar essa cultura.

    É uma pena que estou assoberbado de trabalho, preciso voltar a participar da blogosfera.

    Grande abraço!

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Tá sumido mesmo Doutor.
      Confesso que comecei a ver o jogo mas depois que o Cruzeiro mostrou ser superior e fez o primeiro gol desliguei a TV e fui passear com o Uozinho. Fiquei ouvindo os foguetes na rua. Só de noite fiquei sabendo do resultado, kkk.
      Abraço!

  2. Anônimo Responder

    Muito legal seu post. Principalmente pra mim que adoro história e futebol.

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Estes mineiros que torcem pra time paulista, tsc tsc

  3. Cowboy Investidor Responder

    Parabéns UÓ pelo excelente post.

    Morei em BH e vejo que a rivalidade entre Cruzeiro e Atlético é bem grande.
    Cruzeiro o maior de Minas.

    Abraços.

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Aqui é como no Rio Grande do Sul por exemplo, como só tem 2 times de expressão, então tudo acaba polarizado.
      Obrigado e abraço!

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Fala Stifler!

      Corinthians e Grêmio não apresentam receita. Isso se dá por duas razões distintas. No caso do Corinthians, a bilheteria de sua Arena é revertida para um fundo de pagamento do estádio. Enquanto para o Grêmio, uma briga com a construtora OAS impede o repasse do lucro do estádio, fazendo com que o Tricolor tenha receita menor do que na época do Olímpico.

      A questão dos estádios é o grande problema para Corinthians e Grêmio. Para o Corinthians ser dono da Arena, teve que abrir mão das receitas. Ele fatura cerca de R$ 70 mi a R$ 80 mi por ano e esse valor fica retido para o fundo. É um dinheiro que não aparece no balanço.

      O caso do Grêmio é mais grave. Por causa da briga com a OAS, ela não repassa a bilheteria para o Grêmio. No caso do Corinthians não é briga, mas um acordo. É uma briga que acabou fazendo com que o Grêmio faturasse mais com o Olímpico, em questão de bilheteria.

      Fonte

      • Stifler Pobre

        Ahhh entendi, mas o autor poderia mesmo assim publicar, de qualquer forma há uma receita.

        O Allianz Parque eu acho que foi um negócio da China, pois o Palmeiras não gasta nada, sequer uma lâmpada o clube troca, quando joga fora por causa dos shows recebe uma indenização da Construtora além de receber participações dos shows que vai crescendo ao longo dos anos e por fim a Bilheteria do jogo é toda do clube !! A arena do Atlético MG, quer queira ou não, o clube terá gastos, e depois de pronto ainda terá o custo de manutenção, será que a torcida do Atlético consegue ter médias de 25 a 30 mil por jogo?

      • Ábaco Líquido Autor do post

        O Allianz realmente foi interessante para vocês. Sem precedente no Brasil.
        Sobre a Arena do Galo, acho difícil ter público alto em todos os jogos. Vai ter aqueles jogos que falta ingresso e aqueles que sobra cadeira. Não sei como ficaria média, vai depender também do preço do ingresso.
        Abraço!

    • Ábaco Líquido Autor do postResponder

      Jornalista tem que ser imparcial, kkk
      Abraço!

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